quarta-feira, 17 de abril de 2013

Inteligência (e bom testemunho) na madrugada


Nada forçado, apesar do entrevistado ser um artista, músico, e... crente.

Assim vi a entrevista do ex-Paquito Alexandre Canhoni, ou Xand, no programa Agora é Tarde do comediante Danilo Gentili na Band.

O que podia ser mais do mesmo, aquela do ex-artista fracassado que se converte e nem bem esquentou já está desfiando uma pregação repleta de chavões e frases-feitas. 
Não que seja tarefa fácil tapar a boca de um novo convertido, cheio de gás, de paixão por Cristo... mas infelizmente não é disso que estou falando. Geralmente, alguém assim, desfaz qualquer má impressão por um testemunho convincente. A paixão não é algo bem comportado e com modos.

Infelizmente, temos visto mais do primeiro exemplo.

O que temos assistido nas nossas TVs é uma teologia de buteco, pregações rasas e geralmente imbecís, e pregadores sem modos (entendamos: sem educação, que não ouve, não respeita o outro), presunçosos e de uma vaidade que beira ao ridículo.

Fui premiado ontem ficando até tarde.

O assunto principal foi a solidariedade (do ax-artista que largou tudo, vive com a esposa no Níger, segundo país mais pobre do planeta, com 15 filhos adotivos e mais de um milhar de abrigados no seu projeto humanitário)...

A fonte desse trabalho, o que o motivou a fazer o que faz e a sua conversão dos valores e princípios, vieram puxados pelo microfone do entrevistador, abertamente – e sinceramente – interessado nas obras que sinalizavam algo maior. A raiz estava na fé do entrevistado, fruto do seu encontro com Jesus.

Nada mal para quem já começa a acreditar na estúpida mania de perseguição – quase esquizofrênica dos crentes de hoje. Só têm sido atacados e perseguidos os que teimam em parecerem-se, em apresentarem-se idiotas (não estou sendo juiz, só digo que aparentam ser, rsrsrsrs).

Com esse tipo – idiota – de pregação, de testemunho, ou o que queiramos chamar no alto do nosso exercício do “evangeliquês” – temos mais é que levar pau. E sermos perseguidos.

E que saudade do tempo em que éramos perseguidos pelo nome de Cristo...

Quem desejar conhecer o trabalho, deve acessar: http://guerreirosdedeus.com.br/

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Estive preso... e não se mobilizaram por mim.


Recebi com alegria à libertação dos missionários brasileiros que sofriam desde Outubro no Senegal em condições abaixo da crítica.

Foi uma vitória (ainda que provisória) da oração e da mobilização de cristãos que chegaram a ir até aquela nação africana para interceder junto às autoridades pelo nosso pessoal que fazia um trabalho exemplar, embora tenham tropeçado erradamente em questões burocráticas para o legal funcionamento do orfanato que dirigiam.

Como missionário que fui por mais de 16 anos atuando fora do país, sei das agruras de gente que, obedecendo ao IDE de Jesus, deixou tudo - conforto, família, direitos adquiridos na sua terra natal - para serem nada (muitas vezes sem o reconhecimento das gentes que propuseram a ajudar, a socorrer...).

Que não nos esquecemos desses a quem as lutas normais e corriqueiras na nossa terra, doem muito mais e agudamente por lá onde estão. Estou até hoje cooperando para encorajar e a socorrer a irmãos bem próximos em total sentimento de abandono, de desprezo e fracasso, tal o tamanho do preço.

Enviar não é fácil. Receber quem volta também não. Cooperamos com alguns e quando voltam, imaginamo-los confortáveis na sua terra-mãe, esquecendo-nos que o tempo não parou e tudo rodou, a fila andou e leva tempo até que tomem o bonde que não ficou e não está parado nos trilhos...

Lá, o "vamos ver", o "vamos orar"... são muitas vezes, conforme a demora da resposta, uma seta muito mais feridora do que seria quando temos a quem recorrer e a pedir colo.

Numa época de construção de impérios e memoriais aos nossos nomes aqui, nós como igreja, devemos ficar atentos ao chamado supremo de irmos por toda a terra. 

E ir, definitivamente não significa mandarmos alguém no nosso lugar, mas irmos junto. 

Louvado seja Deus pelos amados do Senegal!