quinta-feira, 14 de novembro de 2013

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Onde está o hoje?

Há tempo pra tudo e para todo o propósito debaixo do Sol!

Mas há uma palavra especial na Palavra de Deus com relação a tempo:

Essa palavra é HOJE.

Um rasgo, pra nós, na eternidade, limitada por horas, minutos, segundos. Chamamos a isso o que usamos pra medirmos momentos, agenda, afazeres,...

Mas para Deus tem outro significado - oportunidade de realizarmos missão e propósito de vida.
Sem esse senso de propósito, de prioridades, vamos ao sabor da vida, como folhas ao vento.

Tiramos tempo da família - esposa, filhos... - , pra nos ocuparmos dela... DEPOIS.
Tiramos tempo dos amigos para estarmos com eles,... DEPOIS.

Cuidamos de tudo, de correr atrás de coisas do que almejamos conquistar ou adquirir para gozarmos a vida e nos esquecemos de nós e da nossa saúde, para cuidarmos de nós mesmos... DEPOIS.

Escravizamos-nos no trabalho para que tenhamos qualidade de vida... DEPOIS.

Deixamos de amar – e amar está longe de nutrirmos sentimentos por alguém, mas refere-se a servirmos a quem decidimos servir e fazê-lo feliz – para cuidarmos de coisas que julgamos essenciais e deixamos pro DEPOIS esse exercício, tendo por base as nossas expectativas e presunções sem sabermos de fato o que alguém deseja ou precisa, sem que, no íntimo do relacionamento o tenhamos descoberto. Deixamos na verdade pra DEPOIS, o repartirmos o coração. Somos capazes de andarmos juntos, comermos juntos, morarmos debaixo de um mesmo teto, mas deixamos pra DEPOIS o relacionarmos em verdade e como fruto de relacionamento verdadeiro, coisa que faz de nós, gente e não animais que andam, comem, bebem, só por uma questão instintiva, fisiológica ou circunstancial.

Somos, na realidade, movidos pelo DEPOIS e não pelo AGORA. Esse agora de Deus que significa o aqui, o já e não o DEPOIS.

Muitos há que ainda creem que quando Deus fala na Sua Palavra sobre eternidade, nos fala sobre uma quantidade incontável de dias, mas se olharmos melhor, em toda a Bíblia, vamos descobrir que a eternidade é na realidade um dia que, de tão especial, nunca termina. O hoje que já não é um rasgo no tempo, um momento que se perde, mas o eterno que Deus quer que experimentemos e dele tomemos porções, como que numa mostra do que será lá no alto, na nossa morada definitiva.

Corremos muitos riscos na vida e trajetória humanas, mas o maior deles é o de deixarmos pra DEPOIS tudo o que é de fato importante para passamos a nos ocupar do que é urgente (coisa que já foi importante mas que por não ter sido valorizado, virou urgente)... e descobrimos depois, que o DEPOIS passou sem que o percebêssemos...

Deixamos de amar os filhos, pra depois correr contra o prejuízo quando a vida os tomar de nós.
Deixamos para amar a esposa depois, pra correr mais tarde pra consertar o relacionamento enfermo e que já não é... E assim vamos nós, conjugando o DEPOIS e não o HOJE.
Na realidade, sabemos o que devemos saber. E quem sabe o que deve fazer e não o faz, engana-se a si mesmo e erra feio.

Amar, servir, investir tempo com gente - e em especial a quem amamos - é coisa pra o HOJE e não para o depois. O depois nunca foi uma palavra valorizada por Deus na sua instrução para que a observássemos. 

Ligar pra quem ama e dizer-lhe isso. Escrever bilhetes a esse alguém e não deixarmos pra DEPOIS. Priorizarmos gente ao invés de coisas e não deixarmos para DEPOIS. Gastarmos a nossa energia na direção do outro, do próximo e não para DEPOIS. Termos coragem de nos arriscarmos, de nos lançarmos a amar sem receio. Sem as amarras do que já se foi e sem nos amedrontarmos pelo que virá.
Basta pra cada dia o HOJE. O amanhã trará consigo o seu próprio desafio e dele, cuidará Deus, conforme nos prometeu. Importa-nos viver o HOJE, discernindo com Deus qual seja esse hoje.

Há tempo pra tudo nessa vida, mas o HOJE precisa ser vivido e conjugado.
Antes que não tenhamos mais por perto quem amamos, o que nos é importante, e o que nos é realmente importante, o tempo.
 

"Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano..." Hebreus 3:13

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

quinta-feira, 11 de julho de 2013

A Marcha que manifesta coisa alguma!

 
Comecei há já um tempo desconfiar da Marcha para Jesus e do que ela representa.

Sou cristão e sei da importância de como tal, testemunhar do nome Daquele a quem amo e sirvo. Mas desconfio do que está por trás de uma coisa dessas.

Tirando pra já a sabida e declarada intenção de muitos líderes que tem estado por trás dessa manifestação de obterem benefícios políticos (financeiros, etc, etc...), desconfio do que está mais embaixo, mais pro intestino da tal marcha.

Quando Paulo escreveu à igreja em Corinto, no primeiro capítulo da sua primeira carta, manifestou o que estava também na raiz de muitos dos desmandos daquela comunidade e que me permito trazer à luz ao falar da marcha pretensamente por, ou para Jesus.

Entre os irmãos da tal igreja, haviam contendas das quais Paulo havia tomado ciência pelos familiares de um tal Cloé. Ali, Paulo mostra o que estava por trás do “iceberg”, dos sintomas de desvio sério entre os primeiros cristãos daquela cidade grega. Na carta, ele afirma o seguinte:

Com isso quero dizer que algum de vocês afirma: "Eu sou de Paulo"; ou "Eu sou de Apolo"; ou "Eu sou de Pedro"; ou ainda os que afirmam "Eu sou de Cristo". 1 Co 1:12

 Notem que para o espanto do apóstolo, o pior de todas as afirmações sobre os partidários desse ou daquele, era a de que havia entre eles os que absurdamente, afirmavam que eram de Cristo querendo sobressair-se aos demais, ganhar a disputa. Esses, segundo Paulo, eram os piores.

E porquê?

Simplesmente, porque os que se diziam ser de Cristo, deveriam ser de todo mundo. Simples. Se é que eram do Senhor, então esses, deviam ser de todo mundo, exceto de si mesmos.

Essa era a bronca. Esse era o espanto. Esse era o cúmulo de um pecado já admitido – o de ser cada um de um grupo, ou dos que usavam dos argumentos de Apolo, de Cefas, para prevalecerem sobre os outros. Com Cristo isso era e continua a ser impossível.

E aí está a minha crise com a Marcha para Jesus. Se formos de fato de Cristo, então deveríamos ser de todo mundo. E não usarmos do nome de Cristo para nos separarmos dos outros, para justificar o nosso grupo, a nossa panela, a nossa agremiação. Na marcha, parece-me que afirmamos: “Nós não somos de vocês povo brasileiro! Somos de Cristo! E que se lixem, pois só nos ocupamos de nós mesmos e dos nossos”.

Não há como sermos do Supremo Inclusivo Senhor Jesus sem nos dedicarmos dos outros, da sociedade e das suas mazelas. Não há como sermos de Cristo e lutarmos pelos NOSSOS direitos, pelo NOSSO benefício, pelo NOSSO interesse. Ou somos de todos, ou não somos de Cristo, por Cristo amou ao MUNDO todo. Cristo é de todos. O único de Quem Cristo não é, é de Si mesmo. Foi isso que manifestou na cruz.

Entre a marcha, ou o que ela virou, sou mais pelas manifestações de rua que assombram os nossos governantes – ou serviçais  da nação – os do poder.

Nos meus 15 anos, perturbado na minha consciência por ter participado de uma manifestação contra a ditadura, procurei ao meu pastor. Pergunte-lhe com toda a sinceridade inocente de um jovenzinho se era ou não pecado, eu como cristão, participar de uma coisa daquelas – totalmente inusitada para a época, inda mais para um crente. Lembro-me como se fosse hoje, de ele me ter olhado direto nos olhos e disparado: “Você tem ido com que finalidade a essa passeata – para defender os seus direitos, ou os dos outros, da sociedade?”... Depois de pensar, respondi-lhe que já tinha aprendido que dos meus direitos, cuidava Deus. Eu estava nas ruas pelo direito do ultrajado, do trabalhador, do pobre roubado no que era seu... pelos presos por crime de consciência, etc... Ainda guardo na memória, dele me ter dado um tapinha nas costas e dito: “Filho, se é assim, vá. Vá em oração, em jejum, mas não deixe de ir! Deus está com você”.

Com essa lembrança, guardei a minha fé inabalável naquilo que Cristo me confiou e que me fundamenta a crer que cristão que é cristão tem o dever, a responsabilidade, ou se é pra parecer espiritual, a missão, de envolver-se na política.

Se é para lutar para mudar o país, vou pras ruas COM CRISTO e manifestando o meu compromisso com o que sei, Ele deseja para todos – paz, justiça e fraternidade.

Entre a Marcha para Jesus e as Manifestações por num novo Brasil, mais justo, sem corrupção, fraterno e bom para todos, sem exceção, cristão ou não, fico com a segunda opção.

#MudaBrasil!
  

domingo, 23 de junho de 2013

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Lá se foi mais um Pirola

Foi difícil particularmente a mim despedir-me do meu pai essa semana.
Depois de muita luta entre idas e vindas a hospitais, ele finalmente partiu para o descanso na Casa do Pai.

Como pastor, já havia sido duro celebrar o casamento da minha primeira filha, Rebeca, tal foi a emoção e no Sábado último, o despedir-me do meu velho. Tive de juntar tudo com as responsabilidades de cuidar dos vivos e compartilhar a Palavra de Deus, diante do que, todos se curvam, ainda que limitada muitas vezes pela fraqueza do seu porta-voz.

Há já algum tempo, o meu velho tinha descansado das suas lutas interiores com relação a alguns que lhe eram caros pela via da reconciliação, do pedido de perdão de ambas as partes e do cada vez mais visível, amansar do seu gênio difícil...

Diante do seu leito, pude chorar, abraçá-lo como podia e deixavam os aparelhos. Falei-lhe de muita coisa coletada entre as que me lembrei e as que emoção deixava. Abri mão da minha vez de entrar na UTI onde ele jazia aos meus irmãos e sobrinhos, já que sempre nos falávamos por telefone ou nas visitas à sua casa, mais do que qualquer um desses e só apanhei-o já inconsciente. 

Foi muito forte notar aquela parede tremenda entre a vida e a inevitabilidade da morte. Palavra que não consegui me lembrar de nenhuma coisa triste na nossa relação pai e filho. Não que não existiram, mas nada também que não tenha passado pelo lavar do sangue do Cordeiro que nos possibilita a perdoar.

Posso dizer que o velho morreu em paz, embalado pelo carinho dos seus e a absolvição dos pecados - e não foram poucos. Nos seus oitenta anos, comemorou a festa em meio a todos os filhos e netos e viu ainda o seu último, Caio, e a ele segurou ao colo, abençoado e afirmado poder partir por tê-lo visto. 

Em nenhum momento da sua vida notei um só medo de partir, de cruzar o tal rio.

Histórias ficaram muitas. O velho era pródigo pela sua tolerância zero com a burrice (totalmente gozadora) e em colecionar historias tornadas lendas em muitas circunstâncias.

Suas últimas palavras - sempre nada políticamente corretas ou educadas - ao ser solicitado pela médica que engolisse uma sonda, para ajudar que ela enfiasse-lhe boca abaixo, foram: "Doutora, porque não enfia-o na sua mãe?!". Esse era o "dotô" Pirola, graduado em física, odontologia, direito e pescaria.

Eu e ele tínhamos um hábito de rogar pragas um no outro quando nós telefonávamos para contar o que estávamos comendo (sempre uma iguaria). Era um tal de "sabe o que estou comendo agora?" e a resposta diante da descrição o mais fiel possível do prato: "Isso vai dar-te uma caganeira...". 

Sempre amou a obra de Deus. Apoiou-me sempre nas missões e no abrigo de missionários que da nossa casa tiveram abrigo e apoio.

Errou muito, amou muito e aprendeu a duras penas a respeitar o outro e as nossas dores de filhos.

No seu leito, sussurrei-lhe ao ouvido: "Velho, os seus pecados estão perdoados, vá em paz para Cristo!", lembrando-me da Palavra do Senhor: "Aqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos", em João 20:23.

E partiu então o meu velho, para cumprir a determinação da trajetória humana - O pó volte à terra e o espírito a Deus que o deu.

A Pirolada ficou mais pobre, mas as histórias de família, mais ricas, de humor e de saudade.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Inteligência (e bom testemunho) na madrugada


Nada forçado, apesar do entrevistado ser um artista, músico, e... crente.

Assim vi a entrevista do ex-Paquito Alexandre Canhoni, ou Xand, no programa Agora é Tarde do comediante Danilo Gentili na Band.

O que podia ser mais do mesmo, aquela do ex-artista fracassado que se converte e nem bem esquentou já está desfiando uma pregação repleta de chavões e frases-feitas. 
Não que seja tarefa fácil tapar a boca de um novo convertido, cheio de gás, de paixão por Cristo... mas infelizmente não é disso que estou falando. Geralmente, alguém assim, desfaz qualquer má impressão por um testemunho convincente. A paixão não é algo bem comportado e com modos.

Infelizmente, temos visto mais do primeiro exemplo.

O que temos assistido nas nossas TVs é uma teologia de buteco, pregações rasas e geralmente imbecís, e pregadores sem modos (entendamos: sem educação, que não ouve, não respeita o outro), presunçosos e de uma vaidade que beira ao ridículo.

Fui premiado ontem ficando até tarde.

O assunto principal foi a solidariedade (do ax-artista que largou tudo, vive com a esposa no Níger, segundo país mais pobre do planeta, com 15 filhos adotivos e mais de um milhar de abrigados no seu projeto humanitário)...

A fonte desse trabalho, o que o motivou a fazer o que faz e a sua conversão dos valores e princípios, vieram puxados pelo microfone do entrevistador, abertamente – e sinceramente – interessado nas obras que sinalizavam algo maior. A raiz estava na fé do entrevistado, fruto do seu encontro com Jesus.

Nada mal para quem já começa a acreditar na estúpida mania de perseguição – quase esquizofrênica dos crentes de hoje. Só têm sido atacados e perseguidos os que teimam em parecerem-se, em apresentarem-se idiotas (não estou sendo juiz, só digo que aparentam ser, rsrsrsrs).

Com esse tipo – idiota – de pregação, de testemunho, ou o que queiramos chamar no alto do nosso exercício do “evangeliquês” – temos mais é que levar pau. E sermos perseguidos.

E que saudade do tempo em que éramos perseguidos pelo nome de Cristo...

Quem desejar conhecer o trabalho, deve acessar: http://guerreirosdedeus.com.br/

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Estive preso... e não se mobilizaram por mim.


Recebi com alegria à libertação dos missionários brasileiros que sofriam desde Outubro no Senegal em condições abaixo da crítica.

Foi uma vitória (ainda que provisória) da oração e da mobilização de cristãos que chegaram a ir até aquela nação africana para interceder junto às autoridades pelo nosso pessoal que fazia um trabalho exemplar, embora tenham tropeçado erradamente em questões burocráticas para o legal funcionamento do orfanato que dirigiam.

Como missionário que fui por mais de 16 anos atuando fora do país, sei das agruras de gente que, obedecendo ao IDE de Jesus, deixou tudo - conforto, família, direitos adquiridos na sua terra natal - para serem nada (muitas vezes sem o reconhecimento das gentes que propuseram a ajudar, a socorrer...).

Que não nos esquecemos desses a quem as lutas normais e corriqueiras na nossa terra, doem muito mais e agudamente por lá onde estão. Estou até hoje cooperando para encorajar e a socorrer a irmãos bem próximos em total sentimento de abandono, de desprezo e fracasso, tal o tamanho do preço.

Enviar não é fácil. Receber quem volta também não. Cooperamos com alguns e quando voltam, imaginamo-los confortáveis na sua terra-mãe, esquecendo-nos que o tempo não parou e tudo rodou, a fila andou e leva tempo até que tomem o bonde que não ficou e não está parado nos trilhos...

Lá, o "vamos ver", o "vamos orar"... são muitas vezes, conforme a demora da resposta, uma seta muito mais feridora do que seria quando temos a quem recorrer e a pedir colo.

Numa época de construção de impérios e memoriais aos nossos nomes aqui, nós como igreja, devemos ficar atentos ao chamado supremo de irmos por toda a terra. 

E ir, definitivamente não significa mandarmos alguém no nosso lugar, mas irmos junto. 

Louvado seja Deus pelos amados do Senegal!

quinta-feira, 21 de março de 2013

A hora da oferta



* Obrigado pela idéia, Rodrigo Jordão! A nossa indignação é a mesma...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Nova definição sobre o amor!

Dias atrás, assisti, terrificado, a mais uma definição de amor.
Amor como paixão, que vai e volta, conforme as condições atmosféricas e circunstâncias? 
Amor como sinônimo de instintos animais? 
Amor conforme dito pelos poetas malucos cheios de álcool nas veias? Pior.
Uma nova interpretação, pretensamente teológica (só se o for de botequim!), trazida por um pastor - ainda que a grande imprensa chama-lhe "magnata".
Vou ter de realinhar a minha pregação à partir de agora? Vamos ter de repensar o que diz o Evangelho da graça?
Simplesmente, segundo o poeta-teólogo-ébrio, o amor seria mais uma prática que reduz as relações num toma-lá-dá-cá, bem a propósito do seu (!) ministério televisivo. Pague-se e leva-se.
Como Deus é amor (ou entendi errado do texto sagrado...), então toda a relação - inspirada em Deus, (devemos amar e servir ao semelhante como quem ama a Deus, não é mesmo?) - tem a ver com isso.

Sim. Só podia vir dele... (e tragam-me mais uma caixa de Dramin, por favor!).



PS: Me processe, Malafaia!