domingo, 23 de setembro de 2012

Repentezinho universal! (baseado em Atos 19, 13-17)

















Conforme a igreja ia crescendo
Há muito tempo atrás
Em meio a doente, agoniado e incapaz
Ia Paulo arrasando
Com milagres, curas e sinais

Até que no rastro do sucesso
Uns judeus malandros, eu confesso,
Cheios de ganância fizeram afronta
Angariando grana a grande monta
Confundiam os pobres coitados
Curando por uns bons trocados (e sal grosso)
Todo aflito, pelo chifrudo dominado

Eram sete os santos do pau-ôco
Os filhos, de um tal Ceva, família baixaria,
A fazer corrente, a vender porcaria
A todo coitado andando em treva
Pensando eles levar vantagem
vendendo pão por lavagem
e a construir um reino que
apesar de universal, não era
nem de Deus, nem do céu
mas de baixo, do cão e do mal

Prosperaram, enrricaram
Até que os negócios emperraram
Foi justo quando apareceu-lhes o cão
Mais feio que esfregar olho com limão
Furioso e a deitar fumo veio o bicho
De quem não dá pra esconder o rabicho
A cobrar pela desfeita
-“Venham cá seus safados,
Não se façam de rogados!
Nem pintarem-se de desgraçados
Não adianta culpar a globo
Porque Deus nunca foi bobo
E cada um tem, afinal o que merece
Glória ou condenação mais dia menos dia aparece
Escutem só engraçadinhos
De paletó e gravata embaladinhos
Não fujam que hoje o negócio é comigo
Não olhem para os lados a coisa é com o seu umbigo
Se tem uma coisa que não tolero
É zombarem do povo com lero-lero
Eu até aceito de cristão incoerência,
Mas nem de longe concorrência”.

E o cacete que lhes aplicou foi tão tremendo
No dia em que a casa caiu
Que em toda parte se ficou sabendo
Pra aquele que da cruz, um dia se riu.

*(Se lerem com sotaque nordestino, mió ainda!)

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