quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A tentação de desistir ...e a minha oração

Após quinze anos de Portugal e um de Reino Unido, com casa arrumada, amigos feitos e um trabalho amadurecido e frutificando, eis que chega novamente o tempo de irmos para outra aventura.
Não será preciso dizer das lutas interiores, as dúvidas, a angústia de se deixar levar pelos ventos de Deus, que também nos trouxeram (também com o desconforto e o frio no estômago, próprio das mudanças), da tentação da reação, de resistirmos, de desistirmos, e de procurarmos "segurar a cristaleira", de
mantermos
o que julgamos ter, como por exemplo a casa (essa será já a 5ª a desfazer!), os hábitos, a cultura adotada como nossa... aqueles que conquistamos em amizade (o indiano do mercadinho, o português da padaria - aqui todas elas têm um, rsrsrsrs - e tantos outros que já fazem parte de nossa vida),...
Já me sobram horas a rolar de um lado a outro na cama... e faltam as de sono.
Em meio a isso, encontrei hoje pela manhã, pelas mãos da Sarah querida companheira nossa de caminho e tradutora do poema de
Charles Greenaway, um amigo seu, que traduz hoje a minha oração por esse tempo em que não faltam motivos nem vontade para desistir...

"Se eu desistir
O que ganharei?
Terminará a batalha? Ficarei livre?
Não, nem a porta se fechava, nem a batalha terminava,
Porque Deus teria outro para ficar na brecha
Se eu desistisse.
Se eu desistir,
O que farei?
Procurarei abrigo do calor? Esquecerei o clamor do perdido?
Por um tempo seria feliz, depois descobriria que já não o era
E gastaria o meu tempo orando para fazer algo
E dizendo a Deus, “porque desisti?”
Se eu desistir,
Descobrirei que Deus não desiste.
A batalha ainda rugirá, a Igreja marchará,
O vento soprará ainda, o Espírito continuará a encher,
E eu ficarei cada vez mais longe, meditando,
Perguntando, “Deus, porque desisti?”
Se eu desistir,
Que poderei dizer a Deus
Que me chamou,

ao povo que me enviou,
Ao pagão que confiou em mim para mostrar-lhe o caminho,
Ao Espírito que me anima dia após dia?
Deus, eu não posso desistir.
Se eu desistir,
Que seja quando eu morrer,
E não em vida, nem quando estiver insatisfeito,
Criticado, minimizado, esquecido,
Mas Deus, faz que o meu tempo de desistir
Seja quando eu morrer."

Amém

PS: Já sabem agora porque tenho me ausentado desse blog nos últimos dias...

4 comentários:

disse...

Lindo o Poema, se desistir sofrerá por ter desistido.
Rubinho meu querido, toda mudança nos tira o sono trazendo uma enorme ansiedade, mas saiba que se você desistir nada vai parar por sua causa, Deus colocará outro na brecha com certeza. Só te resta então prosseguir. Deus te abençoe mais e mais em Cristo Jesus para louvor da sua glória. Paz querido!

Santidade disse...

é mano..as mudanças sempre nos gera desconforto, interessante que mesmo depois de anos de experiência não muda nosso receio, ou será medo mesmo? Deus está contigo, abraços

António Jesus Batalha disse...

Espro que agora fique mais tempo.
E que nosso Deus o continue a usar para glória dEle e edificação nossa,
Muita paz meu irmão.

José Humberto N. Júnior disse...

Oi Rubinho. Vai nessa força meu irmão. Deus tem sempre o melhor para os seus. Estamos te esperando no Brasil. Foi muito bom nosso tempo aí na terrinha. Fuso inesquecível.
Abração,
Júnior