segunda-feira, 29 de março de 2010

Eu ainda creio no homem...

Eu ainda não perdi a fé no ser humano.
Não nele, em si mesmo, porque não seria louco para tanto, mas pelo que Deus pode fazer nele e através dele.

Assim, eu ainda creio até mesmo nos cristãos, a despeito do que têm virado, tentando viver a vida, não alicerçados nos valores do Evangelho, mas nas loucuras perversas do nosso século.

Creio ainda na igreja, por extensão (não a organização, a estrutura,... mas na comunhão dos que crêem na cruz) ainda que vez por outra, essa caia na tentação e deixa de chorar a dor do pobre e do necessitado e assim, deixa de ser ovelha e passa a ser o lobo, como diria o meu amigo Caio.

Creio nela, mesmo que também ceda à tentação de oferecer ao mundo o mais perverso dos hospitais onde o doente não pode compartilhar as suas maleitas (como afirmou o Ari) e que, antes de chorar com os que choram, oferece-lhes o seu juízo e, por isso, não cure mais. A essa igreja que ora pela cura dos enfermos, por milagres e pelo que é extraordinário, mas não por amor do que sofre, mas para se ver livre de trabalho e aborrecimento.

Creio ainda nos pastores e líderes todos (meus colegas) que têm-se vendido, pregando e dizendo coisas que Cristo nunca pregou ou ensinou e, ao invés de dar a sua vida pelas ovelhas, comem da sua gordura, vestem-se com a sua lã e, com ela, constroem palácios e impérios em honra deles próprios.

Creio ainda nos políticos bandidos que vendem o moral da nação, nos juízes que ajuízam para o seu próprio bem, vendendo o direito e nos trabalhadores que, ao invés de servirem, querem e vivem só pelo salário que ganham.

Creio ainda no que Deus pode fazer neles e através deles, porque o poder de Deus, aquele que levantou Jesus da morte, ainda está ai, a agir e a transformar gente imprestável, pessoas inúteis, combustíveis do inferno, em instrumentos de justiça e promotores do amor celeste.

Se Ele não poupou o Seu próprio filho, como parte do projeto de criar novos céus, nova terra, como Deus não poderia ainda transformar ainda hoje a criatura?

Justamente, por esse motivo, não comemorei, pelo contrário, a condenação dos Nardoni, como também não comemorei o assassinato covarde daquela pobre menina. Definitivamente, não consigo fazer como enrredo de novela, onde o ruim, o perverso, nasce e morre assim, sem chance de outro script. Olhando para a minha própria história, não dá.

Creio ainda no que Deus pode fazer no mortal, pois hoje o dia todo, pensei em como Deus tem agido na minha vida - a despeito de tudo aquilo que sou - e em como, Ele ainda não acabou comigo.

Por essas coisas, o que mais tenho me recusado a fazer, é ver as pessoas como elas são - só homens - e visto o que pode o Alto, agindo neles.

Como aliás foi com o adúltero e irresponsável pai de família Davi, o religioso assassino Paulo, ao vacilante Pedro e tantos outros...

Continuo a amar o errado, mas a odiar o erro.
A amar o profeta, mas julgando a profecia, com rigor e cuidado. Sem medo. E sem querer destruí-lo, porque ainda creio naquilo tudo que Deus pode fazer em cada um de nós.

"Assim que daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos deste modo. Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo." 2 Co 5:16,17

sábado, 27 de março de 2010

Não basta ser avô...

A minha filha foi com o marido, cuidar do acampamento dos adolescentes da igreja.

E eu? Eu? Fiquei com os netos. Depois de consultada toda a lista telefônica dos amigos do casal à procura de solução melhor.

Supremo privilégio, inédito pela distância das nossas vidas.
Foi boa a experiência? Podem perguntar... posto que a avó, animada por um curso de fotografia, está a duas semanas em São Paulo, a 700km longe daqui.

Apanhei-os à porta da escola. Dei-lhes banho, enquanto fazia o jantar, parando uma ou outra vez pra salvar o sabonete no vaso sanitário, pescar a toalha, nessa altura, já ensopada no box - a única que tinha disponível, uma vez que a filha, lembrara dos ursinhos, dos brinquedos, mas nada dessa peça imprescindível.

Corro, alimento-os enquanto me preparo eu mesmo, para o culto onde, faltaria sem dúvida, não fosse eu o pregador da noite. Para que se deliciem com os nuggets de frango - comprados, também às pressas no supermercado das proximidades - ensino, do alto da minha irresponsabilidade própria de quem não tem a menor obrigação de educar (avós servem para essas coisas!), introduzo na alimentação dos garotos, o kechup, aditivo para usar com os petiscos (adoraram a novidade, para o desespero e protesto dos pais).

Vou ao culto. Quando chego à igreja, o menor já dormiu. Acomodo-o num canto do salão, enquanto o outro já está no púlpito demonstrando seus dons precoces na bateria.
Seguro esse o quanto pude, dou o recado, orando mais que o costume para que os anjos todos de plantão numa Sexta à noite protejam a criança, nessa altura solta sabe-se-lá-onde e o pequenino, que ainda dormindo, não acorde nem a pau.

O culto termina, apanho o mais velho e o caçula, ainda abatido pelo sono e vamos pra casa onde, mal entramos, minha esperança de só ter de lidar com metade da tarefa desaparece tão logo o que jazia nos meus braços (ou de Morfeu) levanta-se e só volta ao sono, lá pelas duas da manhã.
Troco-os de roupa, asso uma fornada de pão de queijo, mais suado que tampa de marmita (eu, não o quitute), ajeito suco nos copinhos e tento ir para a cama terminando o dia, mais exausto que soldado em porta de estádio em final de campeonato.

Passo a noite num verdadeiro ring de Vale-tudo entre um e outro ponta-pé, cotovelada... dividindo a cama que um dia julguei ser king size.

Tento remediar, mas mal levo na ponta dos pés os meninos nos braços para o colchão providencialmente deixado ao meu lado, já o outro, sem que eu veja, se reinstala, acomodando-se na minha cama - e travesseiro.

Se por um lado agradeci a Deus pelo privilégio de os ter comigo, por outro, pensei profundamente no quanto a esposa me faz falta. E também a filha. E o genro. Enfim, qualquer um que pudesse me ajudar nessa noite.

O resultado? Deixo aqui as primeiras palavras da criança mais velha ao acordar hoje pela manhã: "Vô Rubinho, a lua hoje passou rápida, né?".

Quem não é avô não sabe o que é bom.

Pra tosse.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Sobre o pecado e a dor. Dos outros.


Sempre tivemos, como comunidade cristã, problemas com o pecado. Sobretudo dos outros.

Se por um lado, há uma tendência farisaica de enxergamos logo o que está errado na vida do próximo e, com isso, fazermos de imediato uma plástica moral do retrato que fazemos de nós mesmos, tornando-nos mais santos que aquele que caiu. Num ato contínuo e sequente, no nosso julgar, expô-mo-lo à execração pública, com toda a impiedade que seria própria de quem nunca erraria, nunca tropeçaria.

De outro lado, há uma igual tendência para o espanto, sem que o implicado, seja ajudado na sua falha e, vez por outra, varremos pra debaixo do tapete a caca toda e voltamos-lhe o rosto, deixando-o à mercê da vida, de Deus ou de outros que, sem o saber, possam "desembrulhar"o pacote que, covardemente e por omissão (à nossa responsabilidade solidária e misericordiosa), abandonamos.

Nos assustamos com a catástrofe católico romana, da pedofilia de sacerdotes que, ao invés de serem tratados, foram (e parecem que continuam a ser) empurrados de um lado a outro abandonados (e às suas vítimas) a própria sorte, mas em muitas das nossas paróquias evangélicas, protestantes reformadas ou não, vimos esse vergonhoso hábito acontecer.

Por anos, vimos pastores carregando problemas morais sérios serem transferidos de presbitério, de igrejas... sem que tivessem eles o tratamento adequado (descobri que uma denominação brasileira, por anos, enviou a Portugal, onde vivo, obreiros seus que haviam caído, como que num degredo contemporâneo, sem tratamento, sem acompanhamento, nada).

No campo missionário, vi já vários obreiros, abandonados à mercê de si mesmos e de suas maleitas ao invés de serem tratados com seriedade e, acima de tudo com misericórdia, para a sua reabilitação.

Assim, sem tratamento, uma constipação vira resfriado, que vira uma pneumonia, que vira septicemia, que vira defunto...

Entre coisa e outra, nesse ou naquele campo da cristandade, continuamos a tratar os escândalos quando esses já fedem, antes de, percebendo alguma fraqueza no meu companheiro de caminho, oferecermos-nos como agentes de cura (ou de encaminhamento para ela). Aliás, sempre achei que escândalo seja somente o cheiro da podridão de um peixe que já morreu há muito.

Quem sabe, na nossa pobre e quase sempre superficial comunhão e partilha do fardo de vivermos as nossas lutas, não estejamos nós, todos nós, permitindo que doentes, enfermos ou somente fracos, não estejam livres ladeira-abaixo sem o braço solidário e misericordioso?

Mesmo com o nosso choro por tantas vítimas dessa gente doente, precisamos com urgência, que nós e as nossas comunidades ofereçam a atmosfera e a liberdade que permita a todos, partilharem não só os seus entusiasmos, mas as suas dificuldades. E praticar o ministério da admoestração e não o do juízo. Como disse o meu amigo Alan Brizotti: "Quando o choro vem antes do juízo, ele sara".

Se não tivermos esse lugar, seguro e amoroso da comunhão, que outro lugar podemos nós obter amparo e ajuda para a nossa saúde?

Como já afirmou um outro amigo e pastor, Ariovaldo Ramos, constatando tristemente que, "as igrejas têm-se tornado no pior dos hospitais, onde os doentes sequer podem compartilhar sobre as suas doenças", precisamos urgente e honestamente nos avaliar.

Temo que possamos todos nos distrair (e, mesmo divertir) com essa tragédia de Roma e, perdermos as oportunidades de chorar pela solidão dos que sofrem, à mercê dos seus demônios interiores sem ter quem, sem os julgar e atirar ao inferno, ofereçam-se como instrumento de cura e reabilitação, antes dos escândalos acontecerem.

" Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros para que sareis". Tg 5:16

"Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor"Ef 4:2

quinta-feira, 18 de março de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

terça-feira, 16 de março de 2010

Sobre os tremores e temores

Falando em tremor de terra, abalos sismos (parece que está na moda)... É impressionante notar como, do nada, somos visitados e abalados com os tremores de chão existenciais.

São situações adversas, desafios atrevidos que nos chegam sem anunciar, notícias, dissabores, tantas coisas que fazem com que nos faltem o chão debaixo dos pés...

Até aquela advertência: "Aquele que está de pé, cuide para que não caia", ganha ares de vaticínio ameaçador à nossa alma, declarando a nossa fragilidade diante dos abalos a que estão sujeitos todos os mortais.

Mas tenho descoberto algo (a duras penas!): Tão infrutífero quanto tentar salvar o que prezamos, é tentar lutar contra Deus. Isso. Ele próprio.

Acontece, que vez por outra, Deus mesmo, aparece em cena com todo o interesse em nos abalar as estruturas e, principalmente aquilo tudo que pode ser abalado em nós, como que, num estremo ato de cuidado e amor, encarrega-Se o Soberano em derrubar ao chão, tudo o que, em nós, não tem firmeza alguma. Como que demolindo com antecedência. E por misericórdia, antes que nós próprios, num dia precisando nos apoiar, descubramos aterrados que essas estacas da existência não tinham a consistência que julgávamos e o tombo de machucar pra valer, esse sim nos sobrevenha.

Ontem, aconselhei e orei com uma jovem, bem nova ainda, aos prantos, ao constatar que o seu namoro depois de anos, afinal acabara. Como uma estaca que se partiu num leve sopro (leve para nós que estamos de fora, claro!), refleti sobre essa possibilidade, até já declarada na Palavra como certeza e propósito, vinda dos céus. A pobre moça, no mínimo, pode pensar e repensar melhor sobre o que tinha já por garantido.

Lendo o texto de Hebreus, me pergunto se, ao invés de nos lamentarmos pelos dissabores de vermos no chão as nossas bases, não nos perguntamos o quanto delas tinha a ver com o projeto eterno de Deus para nós, para o Reino (que não pode nunca ser abalado), e com o que de melhor pode nos acontecer?

Na hora dos abalos e terremotos, que eu não me esqueça disso e não me pegue a tentar segurar o que tem mais é que ser derrubado.

"Aquele, cuja voz abalou, então, a terra; agora, porém, ele promete, dizendo: Ainda uma vez por todas, farei abalar não só a terra, mas também o céu. Ora, esta palavra: Ainda uma vez por todas significa a remoção dessas coisas abaladas, como tinham sido feitas, para que as coisas que não são abaladas permaneçam. Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor;" Hb 12:26-28

sábado, 13 de março de 2010

A melhor parte

Acabo de voltar do jantar (quase surpresa!) do meu aniversário dos 51.

Para além dos amigos, do cordeirinho assado e da boa carne da minha região, muita alegria e gratidão a Deus.

Mas,... sim, confesso uma quase sempre companhia em momentos especiais como esses - faltou mais o quê?

Acho que todos nós, vez ou outra, se vê a pensar - e em alguns, exteriorizar - aquele sentimentozinho menor, de atentarmos para o que faltou, o que passou (sal, açúcar, bebidas, um ou outro atropelo...), ou coisa que saiu pro torto.

Somos assim mesmo.

O erro tem luz e brilho próprios e quase sempre, o que está à nossa mão, passa pra segundo plano.

Pergunte a alguém que teve um dissabor qualquer numa festa, como isso lhe vem à mente mais rapidamente do que todo o acerto do momento. Ou melhor ainda - quem tínhamos ao alcance das mãos ou do abraço...

Hoje, por exemplo, podia ter-me lamentado por não ter a minha filhinha (a mais nova) que vive em Londres e o Felipe, meu quase-genro, ou os amados todos que deixei em Portugal, ou na Europa...

Somos assim mesmo - ao invés do quadro, teimamos em olhar para a moldura ou, pior, pra mosca assentada inadvertidamente num canto da obra.

Quantas festas foram estragadas por detalhes sem importância? Quantos encontros foram desperdiçados por coisas sem valor em si mesmas?

Você se lembra de alguma festa que foi estragada pelo peru, ou frango estar com mais ou menos sal, e nos deixamos levar pelo queixume e pelo desprezar do momento e das pessoas que estavam conosco à mesa?

Quando Jesus visitou Maria e Marta, esta última, preocupou-se tanto com o honrado visitante que se ocupou mais de organizar aquilo que, por tudo que conhecemos do Deus encarnado, nunca o preocupou - as coisas.

Naquela visita, Jesus quis mostrar à ansiosa Marta que o que vale são as pessoas, mais do que os detalhes, que as molduras, que essas firulas, alegorias e adereços.

Se continuássemos nós a narrativa, podíamos acrescentar - "Marta, Martinha-de-Deus, o pó e a poeira, sempre as teremos, mas não o amigo".

E essa foi a lição. Tão simples quanto isso: o que temos ao alcance das mãos hoje, nesse exato momento? Valorizemo-lo então. É isso, e não o que não temos, é que deve nos encher o coração atento para discernir entre um e outro.

Vamos viver esse, não o momento que não dá para ser agora.

Hoje, vou dormir feliz. E grato. Aquilo que Deus, o meu Pai me deu, foi muito bom. O que faltou, ora essa, não era mesmo para estar hoje. E pertence ao depois, a "outra festa".

"E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada." Lc 10:41,42

sexta-feira, 12 de março de 2010

Lá se foi o Glauco! Triste país onde a vida vale muito pouco.

Estou muito triste nessa manhã.

Já não bastasse essa semana, perdermos uma pessoa amiga para a violência que já está se tornando a marca desse triste país onde a vida vale muito pouco e a justiça, idem, hoje perdemos também o Glauco.

Não adianta aqui tecer mais comentários sobre o que já está batido, como quem bate no ceguinho. Não adianta mais falar sobre a ineficiência das nossas leis - inadequadas - e da sua aplicação e cumprimento, nem sobre o poder judiciário, tão podre quanto o poder legislativo e o executivo.

Perdemos nesses poucos dias aqui em Uberlândia, uma irmã de uma das nossas comunidades, nova, com uma filha de 3 anos, assassinada friamente diante de um bandido frio e sem noção de absolutamente coisa alguma. Sem resistência, sem lutas mas que mereceu um tiro no rosto. Depois de preso o assassino que pretendia assaltá-la, mostrou nenhum remorso ou arrependimento, só o sarcasmo de quem não crê em castigos, penas ou nada que o venha a atrapalhar a não ser por pouco tempo. Esse homem e os seus comparsas, segundo se apurou depois oficialmente, estavam sendo "monitorados"pela polícia que, segundo declarações dessa, os seguiam há vários assaltos e nada fizeram esperando pela autorização do poder público para os prender.

Hoje pela manhã, a notícia dos assassinatos do Glauco e do seu filho, ocorrido em São Paulo.
Colega de cartoon, conhecido no país todo e não só, a quem conheci anos atrás em Uberlândia quando o convidei para dar uma palestra na universidade onde lecionava.

Apesar das suas lutas e experiências com drogas, em poucos 3 dias de convivência, onde desde cedo, almoçamos, jantamos... trocamos experiências e idéias, vi um homem sensível, um pouco tímido e amigo.

Me lembro de quando nos despedimos, depois de nos termos aberto a vida um ao outro, compartilhando sobre a nossa fé, sobre a minha casa - mulher e filhas, ele nos abraçou emocionado com os olhos a mostrar isso, por ter, com toda a minha certeza, conhecido gente "normal", mas com experiências inusitadas, pouco normais naquela época, compartilhadas sobre Deus, o Seu amor e a Sua graça. Creio que fomos os primeiros cristãos com quem ele conversou sobre a fé e sobre a nossa fome pelos céus.

Nos abraçamos, trocamos um beijo de amigos e, tirando um ou outro telefonema, nunca mais nos vimos. Hoje, a notícia. Triste. Muito triste.

Gente, quando é que esse país vai parar de vez e discutir com seriedade a questão das leis, da sua aplicação e do respeito a elas - a começar dos de cima? Quando vamos discutir sobre o desdém às regras básicas de convivência social, da ética, da moral, do decente, do justo, incluindo-se ai o exemplo que não dão os bandidos de terno-e-gravata do poder público (de onde não estão de fora nem os da religião?).

Que Deus tenha misericórdia desse país. Triste país.

"Corra, porém, o juízo como as águas, e a justiça como o ribeiro perene". Amós 5:24