sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Ainda sobre os abalos (e uma de avô babado)!

Ainda sobre os "abalos" de Deus, as nossas convicções e sobre o maravilhoso papel de avô (todas as vezes em que me meto a contar "causos" de neto, a minha mulher me lembra disso!).

É sobre o meu neto Davi.

Já lá vão três anos desde quando, no seu nascimento, um acidente no parto fez com que ele ficasse mais de 9 minutos com os pulmões cheios de líquido amniótico, sem respirar.

Choveram previsões e advertências terríveis: ele fatalmente teria problemas motores, no seu desenvolvimento intelectual, etc... tudo aquilo que fez com que essa experiência maravilhosa que é ser avô, fosse ameaçada de temor e tristeza.

Ainda me lembro do silêncio terrível que tomou conta do meu coração quando recebi a notícia. E vezes sem conta, assombrei-me com as possíveis e quase certas consequências de um acidente indesejável. Tudo o que podia nos tirar de órbita, de nos tirar o foco do que fazíamos aqui no campo missionário, as horas preciosas do nosso sono e de paz.

Meses se foram, três anos se passaram e, até hoje, nada aconteceu para que a infância desse garotão - lindo com o avô materno - fosse maculada por algum sinal que nos remetesse ao dito acidente na maternidade.

Ontem, chega ele, radiante da escola e diz à mãe:

- "Sabe o que a abelhinha dá? - Mel!"

- "Sabe o que a vaquinha dá? - Leite"

- "Sabe o que a galinha dá? Ovos"

e emendou para o espanto geral:

- "Sabe o que o leão dá? - Chá!"

- "Chá?" Gritou a mãe? Você aprendeu isso na escolinha? Foi?

E ele, cheio de convicção científica: - "Na sua cozinha", apontando para uma embalagem de chá, o conhecido Mate Leão.

Com apenas 3 anos, sem ainda saber ler ou escrever, esse garotinho lembrou o avô, a dezenas de quilômetros de distância, o que este vem aprendendo a cada terremoto: "a única coisa inabalável na nossa vida é o Reino de Deus." Com acidentes ou sem acidentes, com sequelas ou sem sequelas, a nossa vida sempre esteve nas mãos de Deus e circunstância alguma nos pode mover delas.

Tudo o mais, são fragilidades...

(e cá entre nós, é inteligente esse baixinho, heim? Vocês não acham? Heim? Heim?...)

2 comentários:

Alan Brizotti disse...

Grande Rubinho!

Muito bom! Espera só até ele aplicar a lógica do chá para biscoitos, balas e chocolates em geral kkk

Abraços

Danilo Fernandes disse...

Vozão babão! Tambem pudera! menino lindo! Cola lá no Genizah!