sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O meu santo São José - o padroeiro da adoção!

Enquanto metade dos chamados cristãos do planeta veneram Maria, eu francamente, sou fã mesmo é de José.

Aquilo é que foi macho e é o que mais tipifica Deus em toda história humana de Jesus e contentou-se em ser um mero coadjuvante e nem filme de Hollywood mereceu.

Enquanto Maria tinha mais é que receber o filho que lhe veio - sobrenaturalmente - ao ventre, ele que não tinha nada a ver com a coisa, adotou o menino ilegítimo e, por conta disso, Jesus ganhou o nome profético de "Filho de David", pois na linhagem do rei de Israel, Maria não tinha lugar e sim, José. Aliás, a adoção é algo do coração de Deus e torna as pessoas em filhos legítimos, por isso é inquestionável a ascendência real do Cristo homem.

A Bíblia diz que Deus nos chama e trata de filhos por adoção. Não uma classe diferente, como por exemplo o manjado "filhos adotivos". Somos filhos e acabou. Por adoção, mas filhos. Percebeu?
A adoção não uma contingência natural. Assim como em lugar algum da Bìblia vemos Deus apresentar-se a nós como o "Pai adotivo". Temos a mesma consideração, a mesma regalia que um filho de sangue e natureza. Somos em tudo feitos pelo coração de Deus, co-herdeiros com Cristo, participantes da mesma herança.

Prefiro mil vezes saber que sou "filho do coração", escolhido, que um "filho da barriga", aquela coisa do "você veio, furou a camisinha, falhou o anti-concepcional, não esperávamos... fazer o quê?".

Se fosse natural, pais receberem todos os filhos que geram, Deus nunca teria dito que mesmo que um mãe venha a se esquecer do filho que amamenta, Ele nunca o faria, nunca nos deixaria (Is 49:15).

Adotar é uma decisão, não uma coisa natural, passiva, automática.


Toda criança precisa ser adotada. Mas o que mais tem são filhos à espera de adoção, de quem os receba. Mesmo tendo os pais vivos.

Adoção requer fé. Amor desinteressado, dos que se usa como investimento sem retorno garantido.


Já o aborto é a desistência antes de qualquer oferta, qualquer ato, qualquer que seja. Não vimos, não andamos uma milha, ou uns metros, e não gostamos. Nem valeu a pena o esforço que nem existiu.


Como tem muito filho de pai vivo à espera de adoção, existem muitos abortos, frutos do nosso desinteresse.


Gente com quem partilhamos os dias, as horas de trabalho... e de quem desistimos de antemão.

Pior: irmãos de igreja, da comunidade da fé, com quem comemos o pão, mas evitamos repartir os nossos, particulares, guardados a sete chaves na nossa afetividade seletiva.

Não amparamos, não socorremos, não acolhemos, não aceitamos e pronto. Estão mortos, riscados da nossa história. Não tenho nada com ele, pensamos e desviamos-nos do seu caminho, como o sacerdote, o levita, lá da parábola do Bom Samaritano.

Guardamos deles a nossa afetividade, os nossos recursos e a nossa mão. Estão abortados de um caminho que podia ser partilhado.

A adoção, vem de Deus. O aborto, do cão, do inferno.


Vai dai, que amo mesmo esse tal santo chamado José. Não é que ele se parecia com Deus?

"Amados, se Deus assim nos amou,
também nós devemos amar uns aos outros." 1 Jo 4:11

Um comentário:

Paulo Silvano disse...

Caro Rubinho,

Assino em baixo. Tenhos dois lindos filhos adotados. Amar filhos adotivos é fantástico. Embora não seja amar mais que amar filhos naturais, é amar diferente.

Um abraço
Paulo Silvano
http://sinergismo-sinergismo.blogspot.com/