segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A maldição da Segunda feira


É Segunda feira! Viva a Segunda!

Aleluia! Uma nova semana chegou.

Tem muita gente que odeia esse dia, até mais do que outro qualquer. É o que chamo de "a maldição da Segunda Feira".

O fim de semana passou rápido (sempre é assim!) e nem tivemos tempo de descansar tudo o que queríamos... pelo menos é o que todos pensam e dizem.

Numa teologia de botequim, afirmam eles, que a responsabilidade por tão grande mal, pelo trabalho que está colado à imagem desse dia amaldiçoado, pesa sobre as costas de Adão que, pelo seu erro, pôs-nos todos a termos de "ganhar o pão com o suor do rosto", numa sucessão terrível de Segundas feiras...

Olhando bem para as Escrituras, entendemos que fomos criados para o trabalho. Ele nunca foi fruto de maldição, nem é ele punição. Até Deus trabalha, afirmou Jesus e Ele não é um amaldiçoado.

Quando Deus nos criou, "abençoou-nos e disse: frutificai" (Gn 1:28), referindo-se ao nosso dever com as coisas criadas, do cuidarmos do jardim, da natureza, de tudo o que Ele pôs diante de nós como dádiva. Abençoou primeiro e não amaldiçoou.

Mas de onde vem essa idéia de maldição, de detestarmos a Segunda?

Vem do conceito errado do nosso Domingo.

Quando não há alegria na Segunda, é porque desperdiçamos o Domingo. Foi um dia perdido. Uma má Segunda é sempre fruto de um mal Domingo.


Domingo, para o cristão, devia ser o dia dele, não "do Senhor", como chamamo-lo cheio do que é velho, do Antigo Testamento na cabeça. Domingo é o dia do cristão. Dia de ânimo, dia de encorajamento, de treinamento, de adestramento, de exortação para uma semana - que começa sempre numa Segunda - muito frutífera. Afinal, é para ela que ainda estamos cá.

Tem horas que, ao olhar para a prática, penso que o Domingo serve para nos treinar para irmos para o céu: aprender a cantar, aprender a sermos aceites por Deus, aprender até a domesticarmos Deus para que Ele nos atenda os caprichos todos,... mas não para que sejamos animados a viver - na semana - o Seu plano. E este, não é outro a não ser o de servirmos aos outros, ao homem, e a cumprirmos o Plano original, o do jardim, a mordomia: o cuidarmos desse lugar chamado terra.

Muitos cristãos pensam "oferecer" a Deus o seu Domingo, mas estão mesmo é a divertirem-se entre a família, os iguais, os que os compreendem, a gozar as "santas coreografias de templo" e passam a semana toda, odiando o seu "trabalho" no "mundo", no "terreno inimigo". Estão prontos, creem eles, a "morrer pelas pessoas", mas nem de longe, dispostos a "dar a vida" por elas.

O Domingo pode ser um dia de celebração, mas não de diversão irresponsável, alienadora e anestesiante. Um dia de convocação à luta, ao trabalho, mas nunca de fuga. É isso, precisamente que faz a diferença do modo como enxergamos e agimos na Segunda.

Como disse Jesus: "é para isso que eu vim" (Jo 12:27). Sim, é precisamente para isso que viemos - para as Segundas, para servirmos ao patrão, ao vizinho, ao empregado, aos subordinados e aos superiores, jogando o jogo cruel do viver em sociedade como um cálice difícil de ser bebido, de encarar os ventos contrários, de andar "como quem sonha com a morada eterna", mas plantados, apaixonados, nesse chão que é passageiro, para que, em fazendo assim, eles - os homens, seres de carne e osso - possam ver as nossas boas obras e glorificarem ao nosso Pai que está nos céus, sinalizando o Reino de Deus aqui e agora, na sua maior densidade possível.

Certamente, com um bom Domingo, podemos ter uma semana abençoada, à partir da Segunda, mostrando aos outros que existe Deus - um propósito e uma esperança - sobre nós.

Que essa maldição da Segunda seja quebrada em nossa vida a começar, quebrando a maldição do Domingo.

Boa semana!

"Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus." Mt 5:16

2 comentários:

Danilo Fernandes disse...

Isto é que animo e vontade de trabalhar!

kkkk

Abraços amigão!

Danilo

Rodrigo Jordao(Belfast) disse...

Isso ai! gostei, fui exortado!
aquele abraço