segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Plástica às avessas...

Jesus afirmou certa vez que o mal, o que contamina, é o que temos e vem de dentro. Algo que não vem de fora, do cão, do exterior...

Somos bichos errados e precisamos Dele. Sempre. Todo santo dia.

Ou então, dando-nos corda, a coisa acontece: para além de tudo o que o nosso erro pode trazer de consequências (com Deus, com as pessoas...), o pior é que ele nos deforma.

Como uma plástica perversa, às avessas, o mal que trazemos cá dentro, faz de nós uma caricatura - mal feita do que somos no plano eterno de Deus.

De gente criada à imagem e semelhança de Deus, nos tornamos-nos (pouco a pouco) só um rascunho, uma figura horrível, não humana (posto que ser humano é precisamente o que Deus deseja que sejamos), mas animal, terrena e demoníaca.

Cuidado pois com ele...

"...para que pelas promessas vos torneis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, da satisfação dos apetites sensuais que há no mundo" 2 Pe 1:4

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Qual é o nosso modelo de vida?




"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade." Jo 1:14


Hoje nas igrejas, nas TVs, nas rádios, no nosso meio cristão, tem-nos sido apresentado um modelo de espiritualidade, que não tem nada a ver com o propósito original: a revelação de um homem, segundo a imagem e a semelhança do Altíssimo.

Vai dai que temos assistido uma coisa terrível e antagônica: quanto mais os caras querem se parecer com anjos, seres angelicais, levitar, negar a dor e o sofrimento próprios de ser-se gente, Deus ainda insiste num modelo mais perto de nós: um homem, só um homem, como vimos em Cristo:
  • Alguém que comia quando tinha fome, bebia quando tinha sede (principalmente de relacionamento, de amigos, quando bebia vinho e partia o pão com eles!);
  • Alguém que não se importava com o perigo, pois até houve quem se preocupasse por ele, como os dois no caminho de Emaús, insistindo para que entrasse com eles a ter de enfrentar a escuridão da noite. Hoje, não faltam "líderes cristãos" andando com guarda costas e até armas na cintura...
  • Alguém que sentia a dor da solidão e pedia aos amigos que estivessem com ele nas horas mais diversas e não teve vergonha de confessar, na cruz, o quanto doi a separação;
  • Alguém que, ferido, magoado, traído, não saia a destilar veneno contra os ofensores e traíras, nem tampouco evitava o contacto com gente, como fazemos hoje;
  • Alguém que não ficou vermelho em cair no choro diante de muita gente - pessoas que o ouviam e a ele seguiam como líder - confessando e sentindo solidariamente a dor diante da perda de quem amamos, diante do túmulo de Lázaro (mesmo sabendo o que aconteceria dois minutos depois de chamá-lo para fora da tumba!);
  • Alguém que se misturava com qualquer um - de publicanos, odiados pelo povão, à prostitutas, beberrões e pecadores. Só não tolerava religiosos que não viviam os valores do reino de Deus nem deixavam os outros o fazerem, cobrando regras e mais regras que "tinham ar de religiosidade mas que não tinham valor algum contra o mal que vem de dentro". É preciso ressaltar também que, nem de longe fez conluios, conchavos ou barganhas com os caras do poder, da religião, nem usou a massa como moeda de troca política como vemos hoje...
  • Alguém que era tão normal e simples que até o seu traidor precisou de um código - um beijo no rosto - para identificá-lo diante dos que o iriam prender. Não havia sobre ele, nenhum luminoso em "neon", banner, placa, cartaz,... ou adereço que o identificasse;
  • Alguém que não precisava de andar de carro importado, ternos de grife, jóias ou outra porcaria para parecer importante ou valorizar quem era, e porque era quem era, quando falava ou fazia qualquer coisa, quem ele era ficava manifesto, distinguindo-o dos pilantras e espertalhões que exploravam a fé das pessoas da época;
  • Alguém que diante do sofrimento do preço do ministério, confessou o seu medo, a vontade de "beber outro cálice" mas nunca lastimou ou queixou-se da escolha que fez em seguir em frente até a morte e morte de cruz;
  • Alguém que, sendo quem era, não temia confessar as suas necessidades, como fez com a mulher samaritana e diante daqueles que dele zombavam na cruz, pedindo-lhes água;
  • Alguém que humilhado, desprezado, não abriu a sua boca (como ovelha para o matadouro), nem ousou lançar no rosto de todos à volta, responsabilidade nenhuma aos quais que, cheios de culpa, deixaram o inocente que era, pagar toda a fatura;
  • Alguém que fazendo caridade, milagres, curas e todo tipo de benefício aos pobres, desenganados, sofredores, desesperados, enfermos e marginalizados da sociedade, não os usava como fazemos hoje, para promover-se - nem a causa que defendia - pedindo que a ninguém, os beneficiados por ele, dissessem coisa alguma, mostrando que a sua preocupação era com eles e ninguém mais que eles;
  • Alguém que nunca, em tempo algum, chamou para si privilégios, títulos, reconhecimento por feitos e conquistas, como fazemos hoje, ostentando cartões de visitas com quilos de peso com tantos adjetivos colados ao nosso nome. Não se auto-denominava coisa alguma, nem ousou por usurpação, ser igual a Deus, mas revelou-se (e apresentava-se) como o "filho do homem" e dirigia todas as glórias a Deus!
  • Alguém que, buscava a Deus e a Ele se submetia integralmente, contra todos os apetites e conveniências próprias de ser homem. Não negou sua condição humana, mas mostrou como é que alguém, sendo homem, podia agradar ao Senhor.
  • Alguém que, podendo viver à parte da "normalidade", ou levitar, viver nas alturas, desceu. Desceu até às partes mais baixas da terra. para revelar simplesmente o que era: um homem. De carne e osso e coração!
Um homem, afinal, como Deus sempre desejou criar. Um homem segundo a imagem e semelhança do Pai.

E ai? Quem é o seu modelo?

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Das correrias do dia...

Acordei hoje pressionado pelas demandas da vida.

São muitas coisas na agenda, pessoas a contactar, encontros por agendar, aconselhamentos a ouvintes da rádio, compromissos a checar. São mentoreados, amigos, fornecedores, fora as obrigações legais e civis, digamos, tais como impostos a pagar, documentos a entregar... Enfim,... tudo aquilo que, se não nos faz crer que o dia tem menos do que 24 horas, ao menos tenta-nos fazer a desandar aos gritos!

A contribuir para o caos, não faltam sempre os desesperados - clamando em agonia por ajuda. É sempre quem quer resolver problemas de anos em cinco minutos. Tem de ser na hora: "É urgente! É agooooraaaaa... É caso de vida ou morte"...

Há uma palavra de Jesus muito oportuna: "os pobres, sempre os tereis". Não há limites para as necessidades nem para os necessitados - eles não acabam nunca.

Ao pensar nisso hoje cedo, lembrei-me que fomos criados afinal, para as necessidades, mas não para sermos movidos por elas. É preciso distinguir as coisas importantes das urgentes.

Nesses anos todos de vida, já descobri que as coisas urgentes são aquelas que foram importantes mas que deixamos de lado. Para que não cuidemos só das urgentes, precisamos separar umas das outras. E interiorizar que "basta, a cada dia, o seu próprio mal".

E confiar no Senhor do tempo e da direção daquele que a Ele se submete, permanecendo diante dos seus olhos.

"Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir;

guiar-te-ei com os meus olhos." Sl 32:8

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Da boca de pequeninos...



Porquanto está escrito:
Sede santos, porque eu sou santo." 1 Pe 1:16

Já que estou numa veia meio, digamos... saudosista, lembrando-me de algumas coisinhas da vida (coisa de velho, dirão alguns!), vamos lá:
Há alguns anos, tinha eu chegado da universidade onde lecionava e a minha filha mais nova, Raquel, nos seus 8, 9 anos, esperava por mim à porta com mais uma das suas questões político-teológico-existenciais: "Rubinho (só nos chamaram, ela e a irmã, Rebeca, de pai e de mãe algum tempo mais tarde!), o que significa Ser Santo?".

Com a experiência de uns bons anos de escola dominical (que o mesmo irmão, piadista de quem já falei, vivia dizendo ser "aquela escola onde a gente nunca se forma") respondi-lhe de pronto: Ser santo é ser-se separado. Separado para um uso exclusivo, para um propósito".

Como toda criança que não fica numa resposta só, acrescentou de pronto: "Mas, se é isso, porque Deus diz que Ele é santo? Quem é que o separou? E foi separado do quê?".

Assentando-me ao seu lado, comecei a explicar-lhe que ser santo, significa ser exclusivo, ser único, imaculado, diferenciado de tudo aquilo que conhecemos de comum, não estar sujeito às mesmas fraquezas e às coisas corriqueiras da vida, ou ser como os ídolos que o povo fabrica. Significa também ser consagrado.

Expliquei-lhe então que, assim como Deus é único, assim devemos nós, viver de maneira distinta dessas coisas que o mundo chama de "normal" - o correr para si, o acumular riquezas aqui e nos batermos por elas, o explorar, passar por cima uns dos outros, a enganar, a levar vantagem à custa do semelhante... falei-lhe dos princípios, da ética de quem, andando com Deus e conhecendo-O tem o dever de manifestar nos seus atos e maneira de estar.

Ai, ela, agigantou-se e declarou algo que podia ter dito em cima de uma cadeira, mesa, ou mesmo de um púlpito, com a autoridade de uma profeta a bradar: "Assim diz o Senhor!"... disse a menina: "Então, o contrário de ser santo é ser ordinário, né?".

Bastou. E não foi preciso dizer mais nada.
Nem hoje.

domingo, 23 de agosto de 2009

A oferta do bolso vazio

Tivemos um bom tempo de louvor hoje na nossa comunidade em Lisboa. Sem muita gente - o tempo cá ainda é de verão e de férias - sem muita, como diria... produção.

Nada que pudesse nos auto-enganar com a ideia de um culto impossível de passar despercebido aos olhos de Deus.

Naqueles momentos, meditava no que estávamos a ofertar a Deus. Ou, o que é que eu podia chamar de "oferta", visto que nada posso acrescentar ao que já é tudo, que já possui todas as coisas?

Por alguns instantes, me lembrei das vezes em que sou tentado a achar que a minha performance, ou a minha atuação, pode enfim agradar ou sensibilizar a Deus, que é Aquele que distribuiu dons aos homens, galardoou com talento, com vozes e recursos infinitamente maiores que os meus... E a mente foi mais longe: como acrescentar ao que já é todo glorioso, alguma glória?

Refleti também sobre as vezes em que fui tomado por presunção, ou por vaidade de me achar possuidor de algo meu, ou conquistado pelo meu braço para por no altar.

Naqueles breves instantes, lembrei-me de um fato acontecido há anos, quando a minha mente foi transportada para a minha infância, na minha igrejinha, Presbiteriana, no interior de São Paulo. Na cena, estava eu, assentado ao lado do meu pai, na hora do culto em que passava por nós a salva para recolher as ofertas (que o meu irmão, mais novo e tremendo gozador, chamava, por sacanagem vez ou outra, a "gorgeta do pastor".

Eu, como toda criança de uns 4, 5 anos, tinha absolutamente nada nos bolsos, dinheiro ou bens. Foi ai, recordei-me num vivo flash-back, que o meu pai, vira-se para mim e põe na minha mão a oferta para a coleta.

Fui edificado por Deus justo ali, em Lisboa, nessa manhã de hoje, com a lembrança que a coisa é essa mesmo - continuo tendo nada, apesar de mais crescido, coisa alguma em mim mesmo para ofertar que não tenha sido antes, oferecido, ou posto na minha mão, por Ele mesmo por mais pura graça. E essa oferta chama-se Jesus!

O israelita fiel que cumpriu toda e penosa exigência da lei e ofertou-Se a Si mesmo a Deus e a mim, de maneira que Ele é, ao mesmo tempo, a oferta, representa o crente que oferta e o sacerdote que a recebe. Ele é o justo e o justificador em quem estou "escondido".

Nessa manhã, fui muito edificado e ganhei, justamente quando achava eu estar dando alguma coisa...

"Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém." Rm 11:36

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O Ministério do Juízo adverte!


"Então creram nas palavras dele e cantaram-lhe louvor.
Cedo, porém, se esqueceram das suas obras;
não esperaram pelo seu conselho;
mas deixaram-se levar pela cobiça no deserto,
e tentaram a Deus no ermo. Deus lhes deu o que pediram,
mas fê-los definhar a alma." Sl 106:12-15

Cuidado os que querem brincar com Deus, o Senhor!

Os que querem fazer Dele, o santo-padroeiro, o ídolo de cabeceira, a entidade da hora.

Pelo menos, acho que é assim que vêem-No os que O procuram hoje e até é assim que pintam-No os que descobriram o filão e chamam a isso, pregar o evangelho - nas TVs, nas rádios, nas igrejas.

Se acham que a "boa notícia" é fazer tudo o que é sacrifício, mandinga, negociata, cumprirem com exigências religiosas porque pensam que podem domesticar Deus e fazer com que Ele lhes atenda os caprichos e deleites, cuidado. Ele bem pode atendê-los todos.

Como aliás foi no deserto, há muito tempo atrás - e registrado nas Escrituras - mas o preço foi alto.

Como crianças mimadas que teimam em chatear os pais até que esses o atendam e acabam por pagar caro pelas consequências, próprias de quem não vê além do que a própria imaturidade enxerga, Deus pode bem fazer o que Lhe pedem, mas não como bênção, mas sim para correção, castigo e... juízo.

Por isso, por viverem com a alma definhada, mais e mais, esse pessoal não se satisfaz e continua comprando gato por lebre nesse jogo de "me engana que eu gosto", sem nunca terem a vida aprumada.

Depois não digam que eu não avisei. Ou o versículo ai de cima.

Fui!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Deus, trade mark


"Deus falou uma vez; duas vezes ouvi isto:
que o poder pertence a Deus
." Sl 62:11

Para mim, nada há mais presunçoso que alguém crer que tem a marca registrada de Deus, com um copyright acoplado ao Seu nome.

Na Igreja de Roma, na católica evangélica (reformada, pentecostal, neo-pentecostal...), ou até entre os não cristãos, vê-se isso.

Fora dai, Ele não fala. É um deus reduzido à boca da criatura, do barro, na linguagem figurada de Jeremias.

Se essa boca humana não falar, Ele não fala. Se, na sua conveniência, a boca quiser falar, então Ele diz algo (até besteiras, muitas vezes). Mas, sem ela, Deus está limitado, calado, mudo.

Gosto e refletir na experiência de Pedro, na casa de Cornélio (até antes de chegar a ela), em Atos 10, em como o apóstolo, assustou-se por descobrir algo que nós, na nossa arrogância temos dificuldade em perceber: Deus fala e age com quem e onde bem entender. E não fica vermelho se na nossa petulância, achamos que Ele não devia fazê-lo.

Um sujeito (ou sujeitinho, segundo a visão preconceituosa do judeuzão cristianizado), um cara que estava "do outro lado", um ímpio, um idólatra, que não podia ter conhecido Deus e a revelação (que chegou a Pedro pelos céus, como afirmou Jesus), nem as suas orações ouvidas por Deus, ou um estilo de vida que agradava os céus e mais: nem a visita de um anjo, como recebera (coisa que muito cristão pagaria todos os dízimos, ofertas e obrigações todas para ver um, com penas e tudo)!

Talvez por isso, nós tenhamos essa vaidade toda em tentar destruir toda a revelação que as pessoas nos dizem ter de Deus para, só depois, apresentá-las o "meu Deus", "o único e verdadeiro Deus".
Queremos destruir primeiro tudo, para só então - se o infeliz concordar (nessa altura, não há ponte de comunicação que resista!) - apresentar-lhe "o nosso Deus" com marca registrada e declaração de posse em nosso nome.

Como afirmou certa vez o meu amigo Caio, mais ou menos assim: "Se quisermos aprisionar o Espírito de Deus, Ele agirá. Na ilegalidade, mas vai agir", é impossível impedirmos Deus de agir e mover-se na vida de quem quer que seja.

Afinal das contas, Deus não é evangélico. Nem católico-romano. Ele é Quem é. O grande Eu sou. E age. E fala. Até através de mulas. Ou de nós!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Revisãozinha importante e urgente!


"E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite. E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte."
Ap 10:11,12


Depois da rebordosa de uma luta em favor da vida de alguém que me é muito caro no dia de ontem, acordei esta manhã aberto para Deus, para uma revisãozinha mais do que fundamental: a do coração.

Diante de tanta luta, de tantas quedas, de vergonhas expostas ao vento (e aos olhares atentos do mundo), temos de nos perguntar: "Pai,... e nós?"

Será que sou um cara tido por "certinho" porque tenho sujeitado a minha vida a Ti ou porque as oportunidades de pisar na bola me têm faltado?

A verdade é que não há rigorosamente nada de bom em mim, a não ser o que é Dele, do alto. Nada mais. Por isso sou desesperadamente dependente - feito um drogado qualquer em tratamento - da Sua graça.

Poderíamos todos, os que crêem, pensar que para estarmos de pé naquele dia, vencedores do nosso inimigo, o acusador, o que veio para roubar, matar e destruir, lá no fim da carreira, apenas sermos lavados pelo sangue do cordeiro. É certo que é por ele - o sangue - que vencemos, sendo aceites diante de quem importa - o Senhor da Vida.

E não será por conta de mérito, de pagamento, nem da nossa perfomance. É por graça!

Mas se é certo que o passaporte depende do que Cristo nos ofertou, para estarmos de pé contra tudo que se lhe opôs, para cumprirmos com o eterno propósito de sermos como o Seu louvor, no fim da história, a glorificar, a louvar, a realmente trazer-Lhe honra, é preciso mais do que essas coreografiozinhas, louvação ou cantoria igrejeira.

É preciso que vençamos o inimigo (mais do que com essas declaraçãozinhas ridículas, quase mandingas, repreensões ou os "tá amarrado" mágicas tão folclóricas quanto ineficazes...) o façamos também pela palavra escrita e exposta do nosso testemunho de coerência, justamente o que mais falta aos que dizem "ser de Deus". Não na ribalta, debaixo dos holofotes, nos palcos, nas TVs,... mas em casa, na família, no trabalho do dia a dia, nas relações com os mais pequenos e desprezíveis.

E então, como afirma esse texto acima, na sua parte final, é preciso que não amemos aquilo que o mundo nos dá, o nosso bem-estar, o nosso cabelinho penteado e a roupa engomada do nosso "ofertar o que não nos custa", o que satisfaz a aparência e o que está na superfície e guardarmos (ou tentarmos guardar) para nós aquilo tudo que a carne preza e a barriga pede.

A história é escrita (no caderno de Deus) por gente que afinal, lavou-se em Cristo, teve uma vida coerente com o que creu e ainda, diante do que lhe apetecia o ventre e oferecia-lhe o mundo, não amou a si mesmo até o fim.

Essa revisão é mais do necessária... E que Deus nos ajude!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Samba da Culpa no Cartório

Mas o que é isso minha patroa?

Que discussão boba e à toa?

Só porque cheguei às quatro

Ou foi por algum outro boato

Que me encosta o cano à cabeça

Só porque passei de mesa em mesa

No boteco a compartilhar

Em meio a vinho e muito petiscar

Com moças e boa malta

Não escorreguei nem cometi alguma falta

Não me faça de bobo

Isso é campanha da Globo

Não seja belicosa

Isso é perseguição religiosa!


(Desculpem-me, mas é o que chamo de inspiração de Sexta feira!)

Sereia ou Baleia? Eis a questão!


Recebi essa de um amigo e nem sei quando isso se passou (e se!) numa cidade da França. Pois bem, apareceu lá um cartaz, com uma jovem espetacular, na vitrine de uma academia de ginástica, que dizia:

"ESTE VERÃO, QUERES SER SEREIA OU BALEIA?"

Dizem que uma mulher jovem-madura, cujas características físicas não interessam, respondeu à pergunta publicitária nestes termos: "Estimados Senhores: As baleias estão sempre rodeadas de amigos (golfinhos, leões-marinhos, humanos curiosos).

Têm uma vida sexual muito ativa, engravidam e têm baleiazinhas ternurentas, às quais amamentam.
Divertem-se à brava com os golfinhos, enchendo a barriga de camarões. Brincam e nadam, sulcando os mares, conhecendo lugares tão maravilhosos como a Patagônia, o mar de Barens ou os recifes de coral da Polinésia.

As baleias cantam muito bem e até gravam CD's. São impressionantes e praticamente não têm outros predadores além dos humanos. São queridas, defendidas e admiradas por quase toda a gente.

As sereias não existem. E, se existissem, fariam fila nas consultas dos psicanalistas, porque teriam um grave problema de personalidade, "mulher ou peixe?".

Não têm vida sexual, porque matam os homens que delas se aproximam, além disso, por onde? Por isso, também não têm filhos. São bonitas, é verdade, mas solitárias e tristes. Além disso, quem quereria aproximar-se de uma rapariga que cheira a peixaria?

Para mim está claro, quero ser baleia.

P.S.: Nesta época em que os meios de comunicação nos metem na cabeça a ideia de que apenas as magras são bonitas, prefiro desfrutar de um sorvete com os meus filhos, de um bom jantar com um homem que me faça vibrar, de um café e bolos com os meus amigos.

Com o tempo ganhamos peso, porque ao acumular tanta informação na cabeça, quando já não cabe, espalha-se pelo resto do corpo, por isso não estamos gordas, somos tremendamente cultas. A partir de hoje, quando vir a minha bunda no espelho, pensarei, "Meu Deus, que inteligente que sou!..."

...E vou eu lá ser bobo de acrescentar mais o quê?

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

PARÁBOLAS PARABÓLICAS - A História revista pela contemporaneidade

"O quê?" Gritou enfurecido o rei, diante da corajosa mas desaconselhável afirmação do profeta que, sem esperar tal reação, continuou a acusação em forma de parábola, buscando talvez, amenizar um pouco a árdua tarefa que, segundo afirmou depois (já sem os dentes e numa cela do palácio real), fora Deus quem o enviara a tal difícil tarefa.

O pobre homem viera, cheio de boas intenções, mas sem muito cuidado, como aliás convém a quem vai confrontar um soberano ou a um forasteiro em baile de garimpo.

"Sabes quem sou eu?" Esbravejou o Rei Davi, atirando pra tudo que é lado o que estava sobre a mesa real.

"Sou o ungido do Senhor e tu tens idéia do que isso significa? Sou o escolhido, o eleito, o preferido dos céus, o primeiro da nação", rasgando as vestes – não as suas, mas a do profeta, encolhido e nesse momento, suando mais que tampa de marmita.

"Sabe isso, seu verme, diante das escolhas erradas do meu antecessor, Saul, nunca fui capaz de dirigir-lhe uma só palavra de acusação e tu, um profetazinho meia-boca, vens insinuar que eu cometi adultério com a mulher daquele infeliz, o Urias, um soldado abestado que nem batalhar soube e agora vens culpar-me pela sua morte?"

Naquela altura, até os gatos que jaziam sonolentos como de costume no salão real, haviam desaparecido pela janela a fora e os serviçais todos já leiloavam o melhor lugar para ouvir – ainda que de longe – o arranca-rabo.

"Eu sou o Rei de Israel, lembras, ó verme? Eu sou o maior aqui e não foste tu ou outro mortal que me pôs em tão grande posição", espumava o enfurecido monarca judeu, ex-pastor de ovelhas, filho de Jessé.

"Quantas pessoas tu lideras? Quantas batalhas já venceste, seu religioso de merda! Onde estavas quando eu venci o gigante Golias? Quantos ursos ou quantos leões já mataste segurando-os pela barba? Lembra-te de Mical, a que me desprezou e ficou estéril? Pois é isso o que acontece aos que ousam me criticar ou oporem-se a mim!".

“Foi com Deus”, quase surrurrou Natan, emendando: “Ela ofendeu a Deus!”, encolhido diante da ira de Davi!

"O quê? Deeeeeuuussss?" Berrou o rei! "Saiba que EU, eu fui o ofendido e um dos sinais da minha unção, é que não passa batido nenhuma ofensa à minha pessoa! É isso o que acontece a quem me desafia!"

Todo mundo já conhecia o boato em Jerusalém, que o rei havia pulado a cerca real e papado a mulher do vizinho – a bela Beth-Seba (conhecida também por Betinha, a “garota da laje”, pelo seu hábito, comum na época, de bronzear-se sobre o telhado da casa).

Para piorar o bafafá, jurava a dona Nadir, filha de Zebedeu de Cafarnaum, filho de Otonielson, a copeira real, que a dita Betinha, que caíra na maldosa boca do povo até já estava à espera de um filho, fruto da traição.

Muitos, é claro, apesar de adorar um babado dos grossos como esse, não confiavam muito em toda a história, posto que a fonte da informação já de muito, tinha o hábito de divulgar “off record”, boatos sobre a vida privada e nada honrada de Davi. Mesmo com a grande probabilidade de isso ser verdade (a intimidade do sujeito era um desastre), o risco era grande. Podia- ser preso, perder-se a cidadania e, banido do reino. Ou coisa pior podia vir sobre o desafeto da casa real – desaparecer em algum “acidente inexplicável”, afinal, Davi era tido e sabido como “o ungido do Senhor”, o soberano Rei sobre o destino de tudo e de todos.

Como não tinham ainda inventado as mini câmeras escondidas dos programas da Rede Globo mas não existiam paredes seguras o bastante para impedir ouvidos bisbilhoteiros, a história, ou boato, vazou. E a coisa fedeu pneu queimado!

O Globo de Sião e O Shofar Popular, foram os primeiros a estampar em primeira página o sucedido todo em minúcias. Foi o caos completo!

Imediatamente, correram os marketeiros de plantão e o porta-voz do palácio a desmentir tudo. Aquilo era, segundo eles, mais um ataque dos inimigos de Deus e do Reino. Pura campanha de discriminação. Coisa de perseguição. Agentes dos que queriam derrubar Israel e o povo de Deus, anti-sionistas sórdidos.

O povo se dividiu.

Uns tatuavam nos braços – “Davi é o meu Rei e ninguém tasca”, “Israel até morrer” e, como era de se esperar, até um bem sucedido comércio surgiu: de auto-colantes, camisetas e bandeiras com as frases, a trazer lucro a alguém.

Outros, no lado oposto, proclamavam em alta voz fazendo referência às Escrituras que condenavam todo o sórdido ocorrido e o Rei pecador, a agir como um amalequita qualquer, inimigo do Senhor e da Sua lei, mas eram minoria e ninguém lhes deu crédito.

Beth-Seba, nessa altura, já legítima esposa do Rei, vem a público declarar: “Vocês não sabem com quem estão mexendo. A vingança virá e não só das nossas mãos”, tentando intimidar a imprensa que, desde aquela época, já era cheia de infiéis ateus e zombadores das ameaças divinas.

Para encurtar o caso, de Natan, pobre homem piedoso, nunca mais se soube.

Nunca mais foi visto no templo ou nas celebrações oficiais.

Correu um boato, sem confirmação, que acabou como vendedor de rua na Babilônia ou amparado em casa de alguns piedosos exilados no Egito, onde terá sido visto da última vez que dele se teve notícia.

Do filho da pobre e mal-afamada união, apesar de toda a versão oficial de que “o inferno não iria pôr-lhe a mão”, também nunca mais se falou.

É certo que, Suzi Salomé, filha de dona Nadir, filha de Gamaliel, filho de Darcilei, o hitita, uma garota que muitos acusavam de “prestar serviços obscuros” ao rei, sempre acostumado a atos secretos, e que obviamente não era lá de se confiar, chegou a jurar de pé junto, pouco tempo depois, que a pobre criança afinal morrera de uma enfermidade nova, trazida pelos porcos ou pelos mexicanos, ninguém sabe ao certo, nos braços do pai desesperado.

Séculos depois, a triste descendência de Davi, cheia de atropelos, vem afinal sucumbir por completo, quando o último dessa linhagem controversa, Genésio, filho de um carpinteiro, irmão de Tiago, que morreu de cirrose hepática e de outro, que morreu na cadeia por tráfico de pães asmos alucinógenos, vem também a morrer, pregado em dívidas de jogo, num fim de semana de Páscoa.

Eu vou parando por aqui.

Como bom judeu esse cronista, deixa aqui o seu testemunho sem mais detalhes e vai atrás do seu jornal e de umas ofertas pelo seu pecado – e correndo - pois hoje é Sábado e tudo fecha em Jerusalém.

domingo, 9 de agosto de 2009

Ser pai não é nada fácil!


Neste Dia dos Pais, arrazoei que para gerar não é preciso muito. Até proveta, pipeta, instrumentos de laboratório, podem ser usados para trazer alguém à vida.

Assim como respirar e viver são duas coisas distintas, trazer vida a alguém é coisa especial. Como aliás, ser pai é algo muito diferente. É trabalho para mais de metro, como se diz na minha terra, não é coisa para amador.

De começo, é preciso adotar. Voluntariamente decidir amar alguém, acreditar, creditar neles no mínimo a sua afeição e esperança.

Podem vir de nós, mas se não os adotarmos, serão só coisa de circunstâncias, frutos de um acidente existencial, sem vida, só existindo.

Assim como existem muitos filhos órfãos de pais vivos, gente è espera de ser amada, aceite, existem figuras de pais, gente que julga sê-lo simplesmente porque um dia serviu só fisiológicamente para "fecundar" algum útero disponível.

Ser pai é coisa diferente. É missão. É trabalho. É ministério.

Hoje, nesse dia de domingo, dia de "macarrão, frango, maionese e família", não tendo os meus à volta (que por mim, nunca teriam saído do alcance dos meus braços!), sou todo gratidão ao meu Pai celestial por ter tido a honra de ter um pai (ainda vivo e a quem sou igualmente grato, com todos os seus erros e defeitos, como aliás eu próprio) e de muitos outros que um dia me aceitaram na sua afetividade e zelo para com os meus passos.

Hoje, agradeço a Deus também aos muitos filhos que Deus nos confiou, os que geramos, adotando-os no coração - Rebeca, Raquel e muitos outros, que como elas, sempre fecharam os olhos pros meus erros próprios de "pai em construção".

Tem sido maravilhoso tê-los no coração e na minha história!

Um feliz Dia dos Pais!


sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Do egoísmo e a definição de inferno


"As águas furtadas são doces,
e o pão tomado às escondidas é agradável.

Mas ele não sabe que ali estão os mortos;
que os seus convidados estão nas
profundezas do inferno." Pv 9:17,18


Quem vive para si e para os seus apetites,


que crêem que o mundo gira em torno de si


que crêem que são tão especiais que a vida não lhes cabe
,

que se fecham em si próprios,

sem darem-se e a abrirem-se aos outros,

e que desejam por tudo e por nada prolongarem ao máximo os seus dias (a que chamam "vida"),

vão no final, ter o que sempre desejaram: Existir para sempre.


Mas nesse final, só encontrarão o inferno.


Passarão dias após dias, sem qualquer razão, sem nenhum objetivo,

numa infindável repetição de dias iguais.


Pois existir sem propósito, é o próprio inferno!


*É por isso que sempre ensinamos às nossas filhas: "Melhor é comer um hamburguer do McDonalds com os amigos, do que comer uma picanha sozinho!". Amém!

Cidadania de graça


"E procurai a paz da cidade, para onde vos deportei,
e orai por ela ao SENHOR; porque na sua paz vós tereis paz." Jr 29:7



Ontem vi a minha Lisboa com outros olhos.

Não como quem passa à procura da vida e não vê as pedras pelo caminho.

Não como quem sonha com um tempo que já se foi, com uma casa que é só um momento na lembrança... algo que ficou para trás. afinal, estou cá.

Esta é a minha cidade.
A minha Jerusalém, a minha Babilónia, para onde fui deportado. E nela estou preso.

Não a que escolhi, ou fui enviado por ordem expressa, mágica, imperativa, mas para onde vim aos poucos... de revelação em revelação, feitas sugestão ou um leve desejo no fundo da alma.

Ela é feita de gente (para além das praias, montes, bondinhos - ou eléctricos - e monumentos). Feita de esperanças de construir, de fugir, de ganhar.
Feita de sonhos. Uns possíveis de se alcançar, para se realizar, outros, nunca. São só fantasia e loucura. Até de pesadelos, de gente que, não tendo propósito (a viver para si mesmo e para o seu umbigo), simplesmente existe, não vive.

Mas é cidade. Do jeito que a quisermos olhar e viver.

E quem tem propósito diante de si, vive, nunca existe apenas.

A minha cidade é a minha Jerusalém, por quem oro (e nem de longe, me sinto pressionado a orar por aquela outra, que passou, onde Deus não vive mais do que aqui).

E sirvo-a. Umas horas com raiva, confesso.

Noutras, como hoje, com ternura e paixão.

Mas sirvo-a.

É aqui a minha Jerusalém!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A maldição da Segunda feira


É Segunda feira! Viva a Segunda!

Aleluia! Uma nova semana chegou.

Tem muita gente que odeia esse dia, até mais do que outro qualquer. É o que chamo de "a maldição da Segunda Feira".

O fim de semana passou rápido (sempre é assim!) e nem tivemos tempo de descansar tudo o que queríamos... pelo menos é o que todos pensam e dizem.

Numa teologia de botequim, afirmam eles, que a responsabilidade por tão grande mal, pelo trabalho que está colado à imagem desse dia amaldiçoado, pesa sobre as costas de Adão que, pelo seu erro, pôs-nos todos a termos de "ganhar o pão com o suor do rosto", numa sucessão terrível de Segundas feiras...

Olhando bem para as Escrituras, entendemos que fomos criados para o trabalho. Ele nunca foi fruto de maldição, nem é ele punição. Até Deus trabalha, afirmou Jesus e Ele não é um amaldiçoado.

Quando Deus nos criou, "abençoou-nos e disse: frutificai" (Gn 1:28), referindo-se ao nosso dever com as coisas criadas, do cuidarmos do jardim, da natureza, de tudo o que Ele pôs diante de nós como dádiva. Abençoou primeiro e não amaldiçoou.

Mas de onde vem essa idéia de maldição, de detestarmos a Segunda?

Vem do conceito errado do nosso Domingo.

Quando não há alegria na Segunda, é porque desperdiçamos o Domingo. Foi um dia perdido. Uma má Segunda é sempre fruto de um mal Domingo.


Domingo, para o cristão, devia ser o dia dele, não "do Senhor", como chamamo-lo cheio do que é velho, do Antigo Testamento na cabeça. Domingo é o dia do cristão. Dia de ânimo, dia de encorajamento, de treinamento, de adestramento, de exortação para uma semana - que começa sempre numa Segunda - muito frutífera. Afinal, é para ela que ainda estamos cá.

Tem horas que, ao olhar para a prática, penso que o Domingo serve para nos treinar para irmos para o céu: aprender a cantar, aprender a sermos aceites por Deus, aprender até a domesticarmos Deus para que Ele nos atenda os caprichos todos,... mas não para que sejamos animados a viver - na semana - o Seu plano. E este, não é outro a não ser o de servirmos aos outros, ao homem, e a cumprirmos o Plano original, o do jardim, a mordomia: o cuidarmos desse lugar chamado terra.

Muitos cristãos pensam "oferecer" a Deus o seu Domingo, mas estão mesmo é a divertirem-se entre a família, os iguais, os que os compreendem, a gozar as "santas coreografias de templo" e passam a semana toda, odiando o seu "trabalho" no "mundo", no "terreno inimigo". Estão prontos, creem eles, a "morrer pelas pessoas", mas nem de longe, dispostos a "dar a vida" por elas.

O Domingo pode ser um dia de celebração, mas não de diversão irresponsável, alienadora e anestesiante. Um dia de convocação à luta, ao trabalho, mas nunca de fuga. É isso, precisamente que faz a diferença do modo como enxergamos e agimos na Segunda.

Como disse Jesus: "é para isso que eu vim" (Jo 12:27). Sim, é precisamente para isso que viemos - para as Segundas, para servirmos ao patrão, ao vizinho, ao empregado, aos subordinados e aos superiores, jogando o jogo cruel do viver em sociedade como um cálice difícil de ser bebido, de encarar os ventos contrários, de andar "como quem sonha com a morada eterna", mas plantados, apaixonados, nesse chão que é passageiro, para que, em fazendo assim, eles - os homens, seres de carne e osso - possam ver as nossas boas obras e glorificarem ao nosso Pai que está nos céus, sinalizando o Reino de Deus aqui e agora, na sua maior densidade possível.

Certamente, com um bom Domingo, podemos ter uma semana abençoada, à partir da Segunda, mostrando aos outros que existe Deus - um propósito e uma esperança - sobre nós.

Que essa maldição da Segunda seja quebrada em nossa vida a começar, quebrando a maldição do Domingo.

Boa semana!

"Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus." Mt 5:16