terça-feira, 9 de junho de 2009

Vivendo entre a amargura e a gratidão!


"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz." Fp 2:5-8

Li recentemente a pequena entrevista de Rodolfo Abrantes (ex-Raimundos), uma das maiores revelações da nova música brasileira, desaparecido de cena (com muito choro da crítica) pela opção que fêz pela fé em Cristo.
Falando à revista Veja, o ser indagado sobre como lida com a perda da fama, corrigiu de pronto: "Não perdi-a, eu a entreguei. Entreguei os holofotes por uma vida simples com Jesus."
A pensar nisso, veio-me à mente uma verdade: perder não é, definitivamente, o mesmo que entregar. Quem perde, tem sempre em mente o dano, o prejuízo, na maioria das vezes, creditada a alguma circunstância que nos privou de algum benefício. Quem entrega, rende-se, oferta e, na maioria das vezes, faz-se uma opção onde o amor, a gratidão são o motor da decisão.
Assim como Cristo nunca foi um mártir, desses que perdem coisas, dentre elas a vida porque não havia outra hipótese (veja-se na história, quantos fizeram sucesso por perderem tudo por obra das mãos dos seus algozes), é bom que entreguemos a Ele, tudo. Podendo-se viver outro guião, ou script, entrega-se nas Suas mãos. Foi o que Cristo fêz diante da cruz. Ninguém o obrigou. Nem os judeus, nem os romanos, nem poder algum a não ser a própria Sua vontade.
Muitos há que julgam ter perdido coisas por conta das opções que fizeram e, raramente se vêem livres da sensação de amargura, decepção e tristeza. Julgam os valores perdidos por algo que nunca foi concreto - só sonhos, só imaginações (Ah! como teria sido se... Onde estaria eu se... ). Na entrega, há a certeza, a convicção de valores e opta-se, como quem está diante da peróla de grande valor e, por ela, oferta-se tudo.
Movemo-nos pela perda ou pela entrega? Na entrega há fé, na perda, amargura (deve ser por isso que Paulo recomenda que ofertemos com alegria, não por contrangimento ou tristeza, mas com alegria). Temos andado amargurados com a factura da vida que escolhemos para nós? Ou gratos a Deus pelas escolhas? Ai, está a diferença entre uma coisa e outra.
Bem haja Rodolfão. E obrigado pelo seu testemunho.

2 comentários:

Rodrigo Jordao disse...

Gostei!

Deborah disse...

Olá irmão!Gostei muito do seu texto!! É uma bênção a vida do Rodolfo, e ele tem sido muito usado pelo Pai. Aproveitando o comentário, vc tem o nome de uma pessoa que falou muito de Jesus para minha mãe Maria Ines, em Adamantina...Seria vc? Ela era amiga de sua irmã Débora, que tem o meu nome, hehehe. Estou seguindo vc no twitter! Siga-me la tbem! Estou como @deborahramos. Vamos manter contato! Deus continue te abençoando! Paz!!