quarta-feira, 29 de abril de 2009



“Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?” Rm 7:24


“E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.” Rm 8:11

Essa é a nossa vida mesmo: lutas e mais lutas, pontilhada com alguns momentos de sossego e de felicidade. Não podemos nos enganar. E, não fosse a graça de Deus, já tinha eu pedido pra descer do autocarro. E o grande segredo é não deixarmo-nos levar pela alma, essa coisinha estúpida, enferma, bichada e que nos quer dominar. É um sentimento de grandeza num momento, noutro, de abatimento.
Numa hora, cheia de confiança, noutra (alguns segundos depois) de medo e ansiedade. E vai ser assim até o fim, quando formos curados de todo, sem esse “homem interior” do que tanto nos fala a Palavra.
Ontem eu queria sumir, desafiado na alma (onde o bicho pega!) com as circunstâncias e ventanias a que estamos sujeitos nessa vida. Na verdade acho que ainda estou pensando nisso, mas Deus é maior e é no Deus da Palavra que creio. Naquele, revelado na sagrada escrita (para além do que se pode ver Dele na natureza, nos elementos que um dia desaparecerão para dar lugar a algo novo), para que não seja mudado por circunstância alguma. É na Palavra que tenho de pôr a minha âncora. Senão, …tadinhos de nós, vamos estar no bico do urubu. Que o Senhor nos carregue no colo hoje e sempre. Aquele que começou a boa obra em nós e na nossa casa há de completá-la.

(Escrito para lembrar a minha amiga Lara nos seus momentos de luta e, enquanto escrevia, percebi que essa era a palavra que o meu Paizão queria que eu próprio comesse nessa manhã fria de Lisboa)

domingo, 12 de abril de 2009

Uma cruz e um túmulo vazios. E a morte das minhas impossibilidades!

"Sabendo que, tendo sido Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte não mais tem domínio sobre ele. Pois, quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor." Rm 6:9-11

Eu amo a ideia da morte, tal como a Páscoa me lembra e propõe.
A morte fala do fim das minhas lutas contra aquilo que é impossível - viver em paz comigo mesmo, com as pessoas e com Deus. O fim de toda tentativa de ser o camelo tentando passar pelo fundo da agulha. O fim das minhas tentativas religiosas de comprar o favor de Deus.
Mas a morte também revela a graça, essa, revelada em Cristo e pelo que, por mim, fez na cruz. Morreu ele e todos os que crêem, pendurando naquela cruz toda essa tentativa de conseguir o que não é dado ao mortal e corruptível. E ressuscitamos juntos, para uma nova vida.

Nós podemos. A morte já não nos domina nem amedronta.
A cruz está vazia, o túmulo também, posto que não foi capaz de segurar aquele que foi destinado desde a eternidade - o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Essa é precisamente, a essência da fé cristã. Sem ela, tudo é vão - a nossa fé e a nossa vida.
Viva a Páscoa!