quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Levantai a âncora, abri as velas!



"...E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão." Hb 2:15

Sei que insisto num tema do qual muitos fogem. O meu amigo Tito sempre brinca comigo afirmando ser eu muito mórbido por, vez ou outra, referir-me a esse tema - a morte - nos meus compartilhares à igreja.
Mas acontece que, creio, quando a Bíblia nos fala da morte - ou do medo dela - refere-se a tudo aquilo que nos atormenta, nos deprime e, antes de tudo, nos ameaça.

E isso pode aparecer na perspectiva de algo nos acontecer - um obstáculo, uma situação qualquer, uma pessoa que se põe entre eu e a... "bênção". A perspectiva de não sermos reconhecidos, de sermos preteridos, esquecidos e, por isso, perdermos algo que julgávamos garantido. O medo da morte engloba, ao meu ver, toda ameaça à nossa satisfação e o alcançar dos nossos objetivos*.

Pois bem, a pensar nisso, meditava hoje pela vigília da noite (lá pelas 4 para ser exato*) sobre esse medo de arriscarmos, de avançarmos e de "pagar para ver" como dizemos no Brasil.

Tememos o que não conhecemos ou julgamos certo, pelo nosso preconceito, que, matematicamente acontecerá algo se tomarmos o caminho desconfortável do risco. Será mesmo? E por conta disso, deixamos de avançar, de prosseguir, de aventurarmo-nos nas mãos do destino, de Deus, caso seja você um calvinista como eu.

E, temendo, sendo desconfiado, disse-nos uma pesquisa feita no Reino Unido mes passado, "povo algum pode ser empreendedor" e acrescenta: "todo povo desconfiado é também um povo fadado ao fracasso".

Numa época de grandes desafios, o que Portugal tem à frente é como reverter essa "qualidade" nacional que o coloca como o "povo mais desconfiado da Comunidade Europeia", segundo pesquisa Identidade e Valores da Comunidade Europeia, divulgado no ano retrasado.

Com desconfiança - das pessoas, das situações,... não há âncoras levantadas, não há caravelas, nem viagens. Nem fracassos, mas também, nem conquistas ou... vitórias!

Quando estávamos há já uns 14 anos atrás para decidirmo-nos se viríamos ou não para as missões, saindo da nossa (boa) zona de conforto, fomos abençoados com uma frase que explodiu nos nossos corações, quase por coincidência, quando assistíamos inadvertidamente a uma entrevista de um explorador-aventureiro brasileiro de origem árabe, Almir Klink que partiria para uma viagem ao Polo Sul e lá ficar preso durante o inverno por meses e sozinho. Ao ser inquirido se valeria a pena correr os imensos riscos e se não temia pela morte, por naufrágios... Ele respondeu prontamente - "o pior naufrágio é não partir!".

Nós que esperávamos pela voz de Deus, por versos bíblicos ou pela testificação vinda de irmãos, ouvimos - eu e as minhas meninas - a voz Dele, vinda pela boca de um navegador cheio de convicção.

Deus já destruiu o nosso inimigo e deseja Ele nos livrar a todos do medo da morte.

Que você hoje reflita sobre isso nas suas decisões (seja lá que dia for esse seu "hoje").
* sem os "c" que é para ser fiel ao novo acordo ortográfico!

Um comentário:

Rute J. disse...

Agradeço seu simpático comentário, Rubinho. Tem razão... Há muito material escrito ainda por publicar... Melhor assim, dirão alguns. Espero, no entanto, resolver, em breve, alguns problemas de formatação de texto com que me tenho debatido ultimamente e publicar mais.

Bem haja e mantenha sempre a sua vela aberta ao vento ;)