sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Tempo, tempo... Quem pode prendê-lo?


"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu." Ec 3:1


Ontem fui ao cinema com a Betania assistir o filme onde o protagonista nasce velho e rejuvenesce até morrer de... novo!

O que mais deu para ver, não foi só o inusitado do enredo que chega a nos fazer sonhar com a possibilidade de uma coisa dessa nos ter acontecido e mais, com a possiblidade de podermos aprisionar o tempo.

Eu sempre apanho-me a pensar porque a vida é assim onde, na época em que novos, imaturos, não sabemos o que fazer dela, o tempo passa-nos devagar, quase parando e, quando justamente sabemos, ou achamos que sabemos - e precisamos dele - os ponteiros do relógio passam a correr feito ventilador (ventoinha, em Portugal).

Cheguei a ficar com inveja do Brad Pitt, na veste da personagem aparentemente afortunada.

Mas a coisa não é bem assim, nem naquela ficção. Seja como for, de um jeito ou de outro, o tempo não é nosso, só nos foi emprestado. E passa. De um modo ou de outro, acaba um dia esvaindo-se pelos nossos dedos. Nos afasta de quem amamos e nos acaba por separar a todos e nem adianta ficarmos a chorar a pensar em outra versão ou script para se viver, olhando-se para o que já se foi, nos trilhos desse tempo fugidio. Ele é implacável e corre segundo um propósito nem sempre claro é certo (que hoje, creio, é bom, perfeito e agradável).

Contra a desesperança de vê-lo correr, faço tudo para aplicar o meu coração em descobrir todo o propósito para tudo isso. E o tempo nesse caso, o tempo não é assim tão absoluto, ainda que determinado. . . Só precisamos usá-lo bem SEGUNDO O SEU PROPÓSITO, como afirmam as Escrituras. Esse é precisamente o segredo. Há tempo determinado para tudo aquilo que designou o Senhor para cada um de nós - cada estação, cada ocasião - sem aquela de chorar pelo que foi, fazendo força para olhar para o que está por vir (ainda bem que o meu coração tem esperança!). E assim, viver usando-o bem.
E para os que crêem, a certeza que, adiante, vem a tal prorrogação eterna.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A volta, com a graça e não a culpa na bagagem!


"...Porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos". Mt 5:45

Estou vivo.

Depois de um longo verão no Brasil, estou cá de volta à luta.

Ah! o meu avião não caiu. O céu não caiu sobre a minha cabeça. Apesar da tragédia em São Paulo na Igreja Renascer e dos urubús de plantão que teimam em tentar entender o que não é para ser entendido - o porquê da tragédia - e tentarem ligar coisa a outra, a fatalidade com os pecados da casa do vizinho, no caso, o líder daquela comunidade, condenado na justiça americana por alguns deslizes.

O teto caiu e pronto. Viva a lei da gravidade (com ajuda ou não de cupins, vendavais ou outro aditivo qualquer)! Podia ser o de casa, a minha, ou da sua.

Aliás, essa coisa descrita num pensamento chamado "causa e efeito" (toda ação tem uma reação como resultado), marca registrada do espiritismo, hinduísmo e muitas outras crençazinhas (infelizmente também entre nós evangélicos) não tem lugar na Palavra de Deus. Afinal, tetos, caem sobre a cabeça de justos e de injustos assim como as bênçãos de Deus. Se isso não fosse assim, o Congresso Nacional em Brasília e os parlamentos em todo o mundo não teriam uma parede em pé, já pensou? Errou, dançou! Errou está tramado!

Para quem nasce já carregando impresso no nosso código genético e no coração a culpa pela caída lá no jardim, num tempo lá na eternidade passada, todo acidente tem endereço e direção - a nossa culpa por alguma coisa. É aquela do "não se sabe porque se está a bater em algéum, mas alguém sabe porque está apanhar". Para quem nasceu em pecado e sabe que sempre é devedor no cartório celestial, toda porrada é merecida. Principalmente, se esta vier sobre a cabeça dos outros, para quem, via de regra, temos voltado sempre os nossos olhos inquisitores.

Pobres dos que se machucaram e dos que perderam a vida dos seus amados naquele acidente. Mas ainda bem que, para além do pecado e da nossa culpa, temos sobre nós a graça de Deus que nos tem mantido vivos e dando-nos tempo para corrigirmos os nossos passos. Ainda bem que Deus continua a nos tratar com graça a despeito e apesar de sermos quem somos.

Que Deus nos abençoe com pensamentos de graça - que nos ajudam a nos limpar de toda a culpa.