quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Big Size You!


Voltei da América ontem pela manhã, pela segunda vez só este ano. E assustado, diga-se de passagem. Tudo lá é grande, já havia me esquecido desse pequeno enorme detalhe.
Já não bastavam o tamanho dos potes de gelado (sorvete, para os brazucas desavisados), de margarina e de refrigerante... Desta vez notei o tanto que despejam água pela sanita (ok, brasileiros - isso é "privada") e o tamanho do papel higiênico. E por ai vai: lâmpadas gastadoras de energia (nenhuma vi das que usamos às pencas na Europa, mais consciente das questões ambientais) e carrões, que bebem e muito, galões em vez de litros de combustíveis e, pra completar, motoristas enormes, tanto quanto os carros que conduzem.
O povo lá também é enorme. Tudo é grande por lá o que faz dos EUA, o país do exagero e do desperdício. E a lista de recordes não pára: têm eles a maior dívida externa do planeta, com o maior déficit no comércio exterior e também são a maior potencia poluidora da terra.

Eu já sabia que ainda são os cristãos de lá, os que têm a maior consciência missionária e o maior bolso aberto para manter missões e obras sociais cristãos pelo mundo (fora a volúpia com que os seus compatriotas se atiram às guerras - duas ao mesmo tempo, no momento que escrevo esse texto).
Mas,... desconfio que há tempo para parar-se com esse exagero, não esse das missões e da solidariedade, lógico, mas o do desperdício e da gastança de quem deve ter o Rei na Barriga. É impossível num mesmo planeta, gastar-se tanto impunemente.

Prova disso, que respirei por lá, o medo - igualmente grande - da grande tempestade que avizinha-se e que deve por todo a economia da terra a meter água.

Se não houver juízo e um exercício igualmente ciclópico de auto-exame, entraremos todos, não só eles, num futuro complicado e sem retorno à sanidade.

Bem que Paulo tanto avisou sobre a importância de uma vida regrada e humilde ("Sede a vossa moderação conhecida de todos os homens, perto está o Senhor", escreveu ele). A nossa moderação - que afinal é fruto do espírito, o tal "domínio próprio" cujo controle das nossas vontades e atos passa por uma nova consciência, evangélica, no verdadeiro senso da palavra, é imprescindível.
Quando vemos o resultado da nossa maneira de ser desregrada, a prejudicar-nos, ou o pior - a atingir a vida do meu próximo, seja ele o meu vizinho de rua, ou o asiático a viver do outro lado do globo, é hora de acordar. Alô, irmãos da América, pensem nisso!


PS: Pensando bem, até por razões de "marketing de imagem", o país da águia precisava pensar melhor antes de descartar o Obama como candidato à Casa Branca e o que ele representa de promessas de mudanças. Pelo andar da carruagem, um "banho de loja" ideológico não faria mal ao país. Ou então, apresentar o passaporte azulzinho pelos continentes será tão bem vindo quanto um elefante numa loja de louças...

Um comentário:

Lara Gisela disse...

Bem-vindo Rubinho. Já cá fazia falta. Mas ouvi dizer que vai viajar novamente.
Eu simpatizo com os EUA sem nunca ter lá posto os pés mas fiquei impressionada com tais exageros. É preciso moderação. Em tudo e em todo o lado.
Um beijinho
Lara