sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Ainda sobre a alma...e o espírito!

“Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; ...” Gl 6:8

Esse mundo está definitivamente louco.
E louco, porque os homens, do que o mundo é feito (não só pela flora, a fauna...) são igualmente loucos.
A alma rege o homem e, como ela é esse monstro feroz, faminto e que não pode ser saciado nunca, esse homem, cada vez mais doido, põe fogo em tudo, não deixando pedra sobre pedra.

E é aquecimento global, é o lixo, é a distribuição de recursos injusta e perversa, sãos as doutrinas económicas que não privilegiam a vida nem a dignidade humanas, é a fome, é a peste…
Como diz Tiago, na sua epístola, cap. 4:1, "De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?”, a coisa é mais embaixo, como diz a música. É na alma! Esse monstro que não se sacia nunca e, coitado daquele que vive para alimentá-lo (e os que perto dele vive). Seja cristão, profeta, pastor, apóstolo (argh…), se pendeu para a alma o direcionamento da sua vida, o final é morte, já vaticinou Paulo: (o fim deles é a perdição; eles, cujo deus é o próprio ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas).

Cuidado. Não há limites. Não há fim. Se vivermos para satisfazer os caprichos de nós mesmos, da nossa alma, tudo é possível.

Dias atrás, vi e ouvi, um homossexual masculino, num programa de TV, assustar o seu cirurgião plástico que se preparava para implantar-lhe um par de seios de silicone para completar a “obra de transformação de género” que lhe tirara os pelos do rosto, afinara-lhe a voz e, numa outra internação chegara a extirpar-lhe o pénis. Ao chegar à clínica, acompanhado por uma linda e jovem mulher, para o espanto do doutor, o homem que “virara mulher”, ou uma caricatura triste, declarara ser aquela jovem a sua namorada. E emendou: “é que descobri que sou lésbica!”.
Me perdoem a tacada nas razões complexas, psicológicas, psíquicas, e etc… que levam alguém a tanta confusão. Me arrisco a apontar… a sede da alma humana.
É lógico que somos seres integrais, corpo, alma e espírito e uma vida saudável em todos os aspectos tem de nos levar ao alimentar todas essas esferas da vida. É lógico também que a vivência humana do ágape sem a libido e o eros torna-nos meros seres moralistas e igualmente perversos. Mas a experiência meramente baseada na libido, nos sentidos, no eros, nos torna libertinos e pouco distantes dos animais.
Como disse, a propósito, o pensador Paul Tillich (1886-1965): “Um santo sem libido deixaria de ser uma criatura. Mas tal santo não existe".

Qual é o remédio então para uma vida balanceada, equilibrada, ou nas palavras de Paulo “moderada”, é uma só: a nossa morte diária para nós mesmos e a submissão de uma vida “ressurreta”, ao Espírito e à direção de Deus.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Ó alma do caraças!!!

Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Rm 7:24

Alma gémea, alma penada… são tantas as conhecidas pela cultura popular…
Mas a que eu temo mesmo é a minha.
Aquela, velha, tão velha que, mesmo apesar do meu novo nascimento – milagre feito possibilidade por Cristo e uma nova consciência, a do Evangelho e dos seus feitos em mim – continuou a mesma um dia após essa grande experiência de fé. Foi o dia em que fui salvo por Deus.
É bem verdade que, desde lá, tenho visto transformação, à medida em que ela vem sendo exposta à Palavra e a acção do Espírito de Deus. Nesse sentido, venho sendo salvo, dia após dia, com muito choro engolido, gemido não confessado e com dores atrozes. Nessa experiência dolorosa, venho sendo salvo, deixando as deformações que me afastaram da imagem e semelhança de quem me criou. Mas,… se dou chance, apesar dos já cerca de 35 anos de vida cristã, levanta-se ela com a mesma força que tinha no dia em que permitiu Deus que eu morresse para o seu poder.

Mas não é fácil: essa impostora, engana, fazendo-me crer no que sente, vê ou toca, coisas passageiras e rejeita com todas as forças o que não se vê – justamente o que é para além do tangível – o amor e o compromisso de Deus por mim. E é aquela coisa: apela, grita, teima em não dobrar-se, nos tenta prender aos seus tentáculos e reduzir-nos a um pobre experiência meramente sensual. Se vejo, creio, se sinto, possuo, se ameaçada, teme, se algo vem de encontro ao seu gosto e prazer, então me é bom, confundindo o bom e o que é somente prazeroso. Num momento, estou apaixonado, noutro, frio como gelo. Num instante encantado, noutro, enojado. O que mudou à minha volta para além dos “sabores carnais”? Nada. Não da parte de Deus, que tem sempre (teve e terá) tudo sob as mãos!
“Desventurado homem que sou, quem me livrará dessa experiência de morte?” Perguntou Paulo a respeito dessa terrível realidade humana. Como nos vermos livres dessa manipulação existencial? "Graças a Deus por Jesus Cristo", acrescenta o apóstolo, que nos possibilita a viver pelo que cremos, não pelo que sentimos, nos sujeitando passivamente ao curso dessa alma, sempre enferma e feroz. E, sujeita, essa humana existência não é ruim, longe disso, mas há que crucificá-la todo santo dia… E isso cheira a pneu queimado. É sempre morte…
E completa: “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito”. Ainda seremos salvos, por completo, quando esse corpo, coitado, na glória, será totalmente novo. É nisso que medito no dia de hoje e pelo que anseio.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Sobre a porta e as portas!

Eu sou a porta; se alguém entrar por mim,
salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. Jo.10:9

Essa passagem é mesmo importante.

Fala de entrarmos por Jesus. E sairmos. De entrar Nele? Não. O texto fala de outra simbologia. De entrar POR ele. E para onde, para que lugar?

Parece-me que Jesus está a propor-nos uma experiência de transformação. E da possibilidade de sermos transformados. De velhos para os novos homens, criados Nele para as boas obras. Da velha cultura, a do berço, das ruas, que nos passaram os nossos pais biológicos, a das escolas com o pensamento politicamente correta da época (e vale lembrar que num tempo, no nosso ocidente, podia-se matar a esposa por não nos fazer o jantar, noutro tempo, já era crime, como aliás, pensava-se que a terra era quadrada…) para uma cultura, a do alto, dos céus… de Deus.

A salvação, das nossas dívidas para com Deus e a possibilidade de entrarmos por Ele para que encontremos pastagens – aí, não só uma perspectiva de ganhos pessoais, mas uma garantia de sustento, de manutenção divina para uma vida dedicada a Deus e à prática das boas obras. Onde a proposta que nos dá Ele para que vivamos, é antes de tudo, garantido pela sua companhia e ajuda essenciais.

O que lemos aqui é precisamente o contrário da prática que vemos hoje nas nossas comunidades cristãs.

O que temos visto no exemplo da prática comunitária dos eleitos, dos “novos-homens” feitos em Cristo e ovelhas do seu aprisco, é algo que vai muito além do compromisso que deve haver em toda comunidade fraternal, onde as alianças são firmadas não só entre Deus e o homem-ovelha, mas deste para com os seus conservos, os seus iguais.

Há uma tentação sempre presente no nosso ministério pastoral quando não enxergamos alguns valores que aprendemos em Cristo e na sua relação com o rebanho.

Cristo, ensina-nos que na sua comunidade de irmãos, o maior é aquele que mais serve e este, como supremo ato do seu “ministério” (serviço) em favor dos seus iguais – e não subalternos – entrega-se, ao ponto de dar a própria vida em favor das ovelhas, que afinal, são-lhe iguais em importância e em essência.

O que vemos hoje, é que somos desafiados a entrarmos por pretensas portas – portas que não são “Cristos”, mas as de uma agremiação, ou comunidade pretensamente cristã, e lá permanecemos, repito, não por conta de uma aliança voluntária e fraterna, mas por conta de pressões pelo controle e domínio à conta de versos bíblicos fora de contexto a cobrar-nos subserviência e servidão que vai muito para além do que a Palavra nos chama a viver (como por exemplo o de 1º Samuel 15:23: “Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria”, ou então o de Mateus 19:29 “E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe - ou mulher - ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna”, em que ‘por causa do meu nome’ significa muitas vezes o servir a tal fulano, que se passa por Procurador de Deus na terra).

Seremos líderes déspotas, líderes narcisistas se tentarmos construir um império baseado nos nossos interesses e não no… emancipar os nossos iguais, as ovelhas, não exercendo o ministério a que Deus os chamou a cumprir e deu Ele próprio, o exemplo.

São exigências de fidelidade não à Palavra, não ao Reino de Deus, mas à uma fidelidade cega que vai para além do serviço cristão a que somos todos chamados por Deus.

Ao invés de emancipados e ajudados até que cumpramos todos os nossos próprios ministérios – que afinal converge sempre para o bem de todos, ao serviço de todos, à exemplo do que Cristo fez cabalmente até a cruz.

O propósito do líder segundo Cristo, tenho aprendido a cada dia ao refletir sobre o que siginifica o pastorado, não é outro para além o de servir e de proporcionar o “sair” das ovelhas para o seu papel neste mundo. O de morrer, para que outros vivam (conforme Paulo dizia ser o papel dos apóstolos). O culminar do ministério do líder verdadeiro, não é outro a não ser o de viabilizar o ministério de outros, os nossos conservos.

Esse papel não é o de fazermos cumprir o nosso sonho, o nosso projeto como líderes. Não é executarmos a nossa visão, mas a de cooperar para que os crentes cumpram cada um, o seu papel, como membro de um corpo cujo cabeça é Cristo.

Entrar e sair. Entrar para uma nova realidade – a da cura, a da capacitação e a da educação de uma nova mente e cultura – para sair para o serviço a um mundo necessitado e carenciado da glória de Deus.

Entrar e sair. Da libertação da cruz, para a liberdade da vida em Cristo.

Qualquer outra proposta que não faça sair o crente à liberdade, é espúria, é prisão.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Como conquistar (eficazmente) um coração doente

"...Mas contigo está o perdão,
para que te temam." Sl 130:4

Fui dormir ontem, sob o impacto da morte de um (e possivelmente do outro) sequestrador que ameaçou durante horas dois reféns num frustrado assalto a uma agência bancária em Lisboa.
Apesar da minha esposa e eu, ao assistirmos ao vivo a execução pela TV, pensamos que, se por um lado é terrível vermos uma vida ceifada, menos mau, quando essa é a do criminoso e não a das vítimas, inocentemente envolvidas quando deviam somente estar servindo nos seus postos de trabalho.

Pela minha mente passaram não só a violência crescente desse – ainda – pacífico país, bem como o que ameaça a minha terra natal.

E a solução? Mais polícia? Mais instituições punitivas para o estado? Mais prisões? Pena capital para, senão acabar de vez com os assassinos e criminosos, ao menos intimidá-los para que não dêem vazão ao que de pior existe na alma humana e assim, prejudicar inocentes?
Será? Será eficaz a pena de morte para esse fim?
A conclusão generalizada das pesquisas em âmbito internacional é não haver indícios claros de que a abolição da pena de morte tenha provocado um aumento da taxa de homicídio ou uma queda naqueles países onde foi reintroduzida. Não há igualmente indicação clara nas pesquisas de que a ameaça da execução ­ seja eficaz na intimidação a que se referem os defensores da pena capital.
Portugal, como se sabe, foi o primeiro país do mundo a abolir a pena de morte, em 1867.
Mas, voltando ao assunto, a lei, a pena da lei não acaba com o pecado que existe em nós. Tampouco, como foi no caso da igreja (ou do povo judeu) eficaz contra o pecado, para além de seu efeito didático, quando, diante da sua exigência justa e reta, mostrou o tamanho do problema que carregamos – o pecado que existe em cada um de nós.
Como diz-nos Paulo (em Rm 3:20), a lei nunca salvou nem salvará quem quer que seja. A sua exigência somente faz trazer à luz o nosso problema genético – a incapacidade de seguirmos e relacionarmo-nos com um Deus santo e íntegro.
Como então conquistarmos o coração podre e doente do ser humano (uma vez feito à imagem e semelhança do Deus santo, mas decaído da sua condição e desgraçadamente desfigurado pelo pecado)? Pela lei? Pela ameaça da aplicação punitiva da lei? Não. Não é por isso que fomos e temos sido conquistados.
Ao contrário do que um antigo professor meu cria e sempre lembrava-me a tentar provocar-me, o cristianismo não é uma religião baseada na coação pelo medo.
É justamente ao contrário.
Paulo afirmou uma vez: “Porque o amor de Cristo nos constrange” (2 Co 5:14). Constranger não é deixarmo-nos “sem graça”, ou “melindrados”, mas no mais puro português, significa antes “obrigar, forçar, compelir…”, isto é, o amor de Deus nos obriga a uma coisa somente – vivermos para ele, morrermos para nós e para o apelo insistente do erro e do desvio do que a Bíblia define por pecado e oferecermo-nos a Deus, como instrumento de justiça.
O que muda o nosso coração é o amor, não a ira de Deus. O que transforma, não é a morte do pecador, mas foi a morte do santo, do inocente - e como favor e graça.
Por isso, a arma contra o inimigo, ensinou-nos Jesus, é o perdão e não o revidar e a amargura – que só prejudica quem a mantém.
Quem nos livrará do corpo dessa morte, perguntou Paulo, em agonia e desespero. Ele mesmo responde: "Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor".
É por Ele, para Ele e para Ele que hoje podemos viver.
Como Davi bem definiu, é o perdão que nos faz temer a Deus, e não o medo da sua ira.
Para transformarmos essa sociedade enferma, nada mais eficaz, do que o amor de Deus - pregado e demonstrado.

A Deus, toda a glória!

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Diferentes, mas iguais!

Preto, branco, amarelo, caucasiano, africano, latino, ...com brinco e piercieng pendurado, cabelo pintado, à moicano, descolorido (e até sem ele!),... rico, pobre,... homem, mulher...
No fundo, somos todos iguais - precisamos da graça de Deus!...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O caminho em direção ao outro


Ou... o verdadeiro caminho da santidade, o exercício eficaz para parecermo-nos com Deus!
“E por eles me santifico a mim mesmo, para que
também eles sejam santificados na verdade”. João 17:19

Durante muito tempo, cri que santificação era o caminho do crente para agradar a Deus. Isso é bíblico, é verdade, mas esse caminho tinha , no final, um sentido que apontava noutra direção: eu mesmo.
Ou seja, queria eu, caminhar para agradar a Deus, mas no fundo, era uma forma de me ver livre de problemas.
Agradando a Deus, eu me veria livre todo tipo de azares: calo, unha-encravada, caspa, notas baixas na escola e contaria ainda com o favor das menininhas bonitas da escola e subiria um degrau como cristão, sendo merecedor de mais medalhas do céu (ou, de um tijolinho a mais no conjunto habitacional celeste, onde tinha garantido uma propriedade sendo construída).
Santidade, era aquele caminho, acreditava eu, de agradar a Deus e isso era traduzido mais por coisas que teria de deixar de lado e que me eram tão gratas, para no fim ser beneficiado de algum modo. Como por exemplo: tinha de deixar de lado os bailaricos da escola, o cabelo comprido que os “boyzinhos” da moda usavam, o não ir aos clubes nos finais de semana, pois Domingo era o “Dia do Senhor” e, santo que é santo, não pode faltar à igreja e outras coisitas.
Santidade era mais um tipo de “vacina” para ver se ficava livre de dores de cabeça.
Santidade era mais uma tentativa de “comprar” o favor de Deus, do que um caminho que nos leva para cima, um exercíco físico, ou mais, uma cirurgia plástica para ficarmos cada dia mais com a cara e o jeito de Deus. E isso, descobri só bem depois, ser a mais pura cascata (para os portugueses, mentira, treta e da brava!).
Olhando para esse verso, onde está registrada a oração linda que Jesus dirigiu a Deus por cada um de nós, ele nos deixa uma dica tremenda: santidade é algo que diz respeito, que dirige o nosso olhar de nós mesmos, para… os outros!
“… por ELES me santifico!” É por nós. E o que significa isso?
Santificar-se para Jesus, era algo a ser buscado que beneficiaria as pessoas, não a si próprio! Tinha a ver com o botar a sua própria agenda, os benefícios, o seu prazer, em segundo plano… em função dos outros.
Não tinha a ver propriamente com Jesus ter de cortar o cabelo à militar para não escandalizar a irmãzinha da sinagoga, ou em evitar de ir à padaria no Shabat, fazendo esforço físico em dia de paragem total, ou em realizar todos aqueles ritos para garantir uma recompensa celestial; mas em ele abster-se de um prazer até legítimo, desde que alguém ganhasse.
Por exemplo, tais como deixar de ir à pesca com Pedro e os outros companheiros para ir até a casa do centurião para curar-lhe o servo acamado. Ou então deixar de provar um bacalhau à lagareiro (com muito azeite e alho, na brasa!) com os discípulos, provar aquele vinhozinho de safra especial e jogar uma boa prosa (talvez acerca do céu, ou até não, podia ser só para rirem, contando piadas de fariseus hipócritas, de religiosos vazios - tal como contamos as de papagaio ou de sogras), na companhia gostosa de cem (100!) dos seus amigos para ir à procura de um (1!) amigo em crise, num beco qualquer…
Ao invés de ganhar pontos como julgamos ser possível obter com “exercícios” solitários e vazios de significado na tentativa de agradar a Deus, sabia ele que, na contabilidade do Pai, quem caminha na direção do irmão, caminha na verdade, na direção dos céus e do… coração do Senhor Todo Poderoso.
Para Jesus, quanto mais somos de Deus, tanto mais somos dos outros.
Ser santo, santificado, para Jesus, não significava somente ser separado, exclusivo, mas separado e exclusivo para um fim apenas – ser bênção para os outros, o pobre, o enfermo e o perdido, custasse literalmente o que custasse.
Santificar-se, no sentido prático do termo significa certamente topar o sujeito chato, o irmãozinho mau cheiroso, o patrão tirano, a “sogra cascavel”,… por de lado as nossas conveniências, as nossas preferências no armário e o “salva-te a ti próprio”, enterrado a sete palmos, para ser uma espécie de sacrifício vivo em favor do bem de outrem.
Assim, aprendi uma lição. Se quero mesmo agradar a Deus e ser santo, parecido com Ele, ganhar o seu jeitão, a sua cara… então tenho de me dedicar ao próximo. Como Jesus fez. E todo mundo ver em nós, como viu, afinal, a cara de Deus estampada na de Cristo.