segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Sobre o medo dos bicho-papões, da recessão,... da morte... e de nós próprios!


"O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução." Pv 1:7

O Medo é um instinto natural. Viemos com esse, digamos, acessório de fábrica após o grande acidente na linha de produção lá no paraíso. Não era para ser mas, convenhamos, é daquelas coisas de que não podemos abrir mão pois funciona assim como um alarme contra as ameças e perigos que nos cercam diariamente. Já pensou se não tivéssemos medo de cobra? Ou de atravessar a avenida da Liberdade em hora de ponta?... Medo de nós mesmos e do que podemos ser ou fazer sem a graça de Deus a nos "aprisionar" o "livre-arbítrio"?

Há também aquele tipo de medo sem objeto, sem razão natural, fruto também desse tipo de vida que levamos a que os psicólogos chamam de ansiedade. Quanto mais as notícias nos vêem das ameças - da recessão, da crise mundial, dos índices de violência... tanto mais temos dificuldade para dormir. E haja lexotans e valiuns...

A Bíblia nos fala de homens - iguaisinhos a qualquer um de nós, que tiveram o medo por companhia. Gideão, David... Paulo e até Jesus, na sua natureza carnal, sentiu na espinha o dedo frio da morte - antes que ela, efetivamente o alcançasse. E assim, todos nós, temos esse aguilhão sempre presente a nos incomodar. Uns mais outros menos.

Nessa manhã, ainda na minha cama, pensava eu - e orava pelos meus filhos, netos e esposa - em viagem - e, diante de toda essa nuvem de ansiedade a teimar em pairar sobre o meu coração, pude ser lembrado da promessa (Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam...)- não importa o que enfrentarei, ou por onde andarei, não preciso temer - para além da presença santa do meu Pai a me acompanhar - nem a morte (que, como afirma o escritor de Hebreus - é aquilo que nos mantém cativos do diabo), nem a sombra dela. É sombra, mas nos assusta, nos faz gelar, mas ainda asism é sombra. A morte, esta danada, já foi vencida. E ninguém, nem coisa alguma me poderá separar o amor de Deus em Cristo Jesus, a quem amo e sirvo (nem um túmulo aprisionará a minha alma, enfim livre na presença do Pai!!!).

* Essa semana, o meu neto, Davizinho (que completa 3 aninhos em Dezembro e que afirmou a sua mãe saber que Jesus o ama, ontem à noite, como razão de estar excepcionalmente alegre!), disse à uma amiga vizinha lá nas Minas Gerais: "Tia, não tenho medo de bicho, nem de monstro... porque Jesus mora no meu coração!".

Amém.... Que este firmeza o acompanhe sempre!

Davizinho, obrigado pela inspiração ao seu avô que tanto precisava ser lembrado disso!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A maravilhosa teologia do "AINDA QUE..."


"Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que o fruto da oliveira falhe, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação." Hb 3: 17,18

Para quem ainda acha estranho investirmos tanto aqui na Europa, uma consideração hoje, nos momentos em que estou me preparando para estar em Madrid na Sexta feira.
Estou indo para uma celebração significativa, prévia do que teremos cá em Lisboa no fim de semana seguinte e que mostra a luta que travamos constantemente por essa bandas. Trata-se do encerramento de 5 anos de programas que, lá e cá, temos transmitido todos os dias em rádios comerciais, seculares pelo país - e a peso de ouro, diga-se de passagem!
Nesse período todo, apresentámos a Palavra de Deus, do Génesis ao Apocalipse a toda a nação (Portugal e, lá, Espanha). A importância do facto, reside no pioneirismo da coisa, em que transmitimos - o mais que pudemos, as escrituras, sem determo-nos em doutrinazinhas, menores, que nos dividem e, sem qualquer chance à promoção de nenhum "cromo" (ou figurinha, ai no Brasil!), ou de denominação, igreja, nem tampouco pedimos donativo algum ou vendemos algo, alguma relíquia (dessas "milagrosas", que o povo religioso tanto gosta e capazes da proeza de fazer engordar a conta de algum bandoleiro religioso!).
Mas voltando à Europa e o facto de muitos ainda não crerem nas particulares características dessa terra necessitada da graça de Deus, esssa nossa viagem à capital espanhola tem para nós um gosto especial: Vamos homenagear o amado irmão e companheiro do Caminho, Virgílio Vangioni, um ítalo-argentino que vive há anos no país vizinho a servir ao Evangelho até agora.
Durante esses anos todos, vimo-lo abnegadamente traduzir, contextualizar e a dar voz ao programa que lá se chama "La Fuente de La Vida" e está em mais de 100 estações de FM, sem uma interrupção até agora.
Na foto que faço questão de trazer hoje, vemo-lo - "apesar da figueira não estar a florescer e do curral estar sem gado" e de um câncer que tomou o seu - imaginem - esôfago - a produzir os textos do programa, no seu computador portátil e a se submeter à quimioterapia que se mostrou completamente inútil.
Forte, não? Chamaria antes, a isso, "graça", sustento de Deus e,... firmeza de um homem que "a despeito de", permanece firme, a completar o seu ministério com o seu último fôlego de vida.
A minha oração é dupla nesse fim de semana - a primeira, para que Deus permita que ainda o tenhamos lá, vivo e que possamos nós dar-lhe um beijo e honrá-lo pela fidelidade - enquanto pode recebê-lo.
A outra, é que o seu exemplo, digno, honrado, possa falar muito a todos nós, indignados por tantos maus exemplos à volta e, sendo sinceros, ao nosso coração vacilante e inconstante quando as coisas não correm assim tão bem quanto desejávamos.
Que Deus nos guarde a todos. E que sejamos fiéis. Sempre. Haja o que houver.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Ainda sobre o "Velho Continente"


...E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Mt 24:12

Tivemos um Youth Summit (Reunião de Cúpula Jovem, ou Cimeira Jovem) em Lisboa esse final de semana, com jovens e líderes de países como Irlanda do Norte, Inglaterra, Itália, Espanha e, claro, Portugal (com missionários e jovens brasileiros).
Nas discussões sobre os desafios - com a análise das forças, fraquezas e ameaças contra a Igreja na Europa - os jovens apontaram dentre outros, os seguintes desafios:

- legalismo;
- descrença cada vez mais crescente entre os nossos cidadãos e entre os cristãos;
- apatia e falta de paixão por parte dos crentes;
- divisões na liderança e entre as denominações;
- falta de estratégias relevantes à pregação da igreja;
- falta de coerência na pregação, distância entre o que se prega e o que demonstra com a vida;
- liberalismo secular até entre os líderes;
- arrogância de uma igreja que só pensa em si mesma e nos seus projectos intra-muros...

Entre olhares ainda baços dos cristãos míopes (leigos e pastores) que "mascaram" aquilo que todo mundo vê, com exceção deles mesmos e no que toca à eles próprios, reforço aqui o meu desafio: podemos contar com as suas orações e apoio à igreja europeia para mudar esse triste retrato?

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Arise Europe!


"Desperta, tu que dormes, e levanta-te..." Ef 5:14

Terra da Reforma, de avivamento, berço de missões...
Mas também, hoje, um continente que tem riscado Deus da sua história.
Uma das maiores mega populações da terra, mais influente, também é o mais necessitado campo missionário e pelo que menos se ora em todo o mundo.
Para que tenhamos uma idéia, todo o continente tem uma média de apenas 2,4% de cristãos evangélicos na sua população e a maioria desses está ao norte - 11 países têm menos de 0,2%!
Dentre estes países que representam hoje o maior desafio para o avanço do Evangelho da graça, o sul da Europa tem o pior índice. Veja bem:

Portugal - 0,9% (Somente nos primeiros três meses do ano, registrou-se o mesmo número de crimes passionais em Portugal que durante todo o ano de 2007 e no ano passado, houve mais divórcios do que matrimônios!)

Espanha - 0,2% (Todo ano, cerca de um milhar de famílias de missionários vêm para o país e também nesse período, igual número deixa o território!)

França - 0,8% (a maior causa de morte de mulheres do país, dá-se por violência doméstica!)

Itália - 0,8% (existem duas vezes mais bruxos e feiticeiros legalizados do que padres católico romanos!)

Grécia - 0,2% (a igreja lá, no ano passado, este ano e provavelmente no ano que vem, tem a mesma quantidade de crentes que se converterão no dia de hoje em todo o norte de África)

Somente na África sub sahariana, convertem-se diariamente cerca de 50 vezes mais pessoas do que em toda a Europa e em todo o continente, existem mais de 15 vezes cristãos do que em todo o sul europeu!
Será que podemos contar com mais intercessores por essa terra?


* Fonte: World Christian Data Base, TWR, SIC TV, TVI

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Unção ou Dom? A diferença entre o poder e a direção para sermos instrumentos de Deus


O espírito do Senhor Deus está sobre nós, porque nos ungiu…

Há uma confusão instalada na nossa “santa” cultura evangélica, aquela sobre a distinção que há entre o que significa Dom e Unção.
Chamamos unção, toda dotação sobrenatural, sinalizada pela capacidade de realizarmos coisas fantásticas, tais como curar, evangelizar, pregar, geralmente causando emoção na platéia,… aquilo que chamamos também de… capacidade para realizar sinais e maravilhas. Um pregador com “unção”, é aquele que, por causar impacto sobre uma audiência, é aquele que deve ser um íntimo de Deus, que é dirigido por Ele e que tem uma vida impecável. Enfim, um super-homem.

Apesar de a Bíblia nos recomendar que vivamos uma vida cristã simples e cuja maior credencial seja o amor para com todos, parece mesmo que nos sentimos atraídos por essas coisas que se “sentem, vêm ou são manifestas exteriormente”.
Ser alguém cheio de “unção”, para muitos, é sinal inequívoco de estar-se “próximo de Deus”, de ter uma vida de acordo e conforme a vontade do Senhor. E por isso, há tanta decepção no nosso meio quando, vez por outra, alguma "estrela" nos decepciona.

Se olharmos atentamente para a Palavra de Deus, vamos verificar que "unção” tem a ver com a direção de Deus. Quando um ministro era ungido, esse ato, significava que esse estava debaixo de uma orientação divina e que, pela sua consagração, poderia ser ele um portador de bênçãos para o povo, conforme a unção – fosse para governar, para pastorear, etc… O problema com que não contamos na nossa “cultura evangélica”, é que a unção, podia e pode-se, como possibilidade terrível, ser perdida.
O Rei Saul, Salomão e tantos outros cujo exemplo encontramos na Bíblia, perderam a sua unção, quando decidiram seguir aos seus desígnios aos de Deus.
E o que foi que não perderam, quando desobedeceram e seguiram os seus apetites (animais, terrenos e demoníacos como descreve-nos Tiago)? O dom! Ou seja, tudo aquilo que não está em nós por natureza, que não depende de nós, nem é recompensa pelos nossos merecimentos. A salvação é um dom, a graça divina ídem (que é mais do que um benefício que nos isenta da morte – pena pelo pecado – mas que também nos educa, como diz Pedro, outro benefício da graça), a possibilidade de curar é dom, a manifestação do amor, apesar do nosso egoísmo e pecado ,sempre presentes em nós, é outro dom, a capacidade de sermos porta-vozes de Deus no compartilhar do evangelho, sendo que nos tornamos instrumentos Dele, ainda que imperfeitos, na salvação de pessoas é outro dom e muitos outros.
Mas há uma diferença entre uma coisa e outra – o Dom é irrevogável. Não se perde. Como não dependeu de nós o ganhar, mas em Deus no-lo atribuir, também não é dependente do objeto agraciado o perdê-lo. Em Romanos 11:29, lemos: “Os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis.”
Então, o que Saul perdeu? O dom ou a unção? A unção.
Ele continuou com o que havia ganho de Deus – o governo de Israel e com ele, foi até a morte. Saul continuou rei, mas já não agia conforme a unção (a direção) de Deus, fazendo todo o tipo de besteiras, com coroa e tudo. E assim foi com Salomão, rei de Israel, filho de David (e como tal, contando com o favor com que Deus tratara o seu pai), mas casando-se com as mulheres pagãs e com elas, cometendo desatinos, sem a direção do Senhor.
O pior que pode acontecer a um cristão, não é perdemos o dom, posto que nos é impossível fazê-lo. O pior é estarmos cheios da munição de Deus, cheio dos dons, capacidades e possibilidades, sem contudo, sermos dirigidos por Ele.
Assim, é possível usarmos esses dons para enganar, para ludibriar e para usá-los em benefício próprio, sem que Deus esteja nisso. Como um cego, bêbado, ou uma criança, com uma metralhadora automática nas mãos, num estádio de futebol. Por isso, Paulo recomendava a Timóteo: “não imponhas as mãos precipitadamente sobre ninguém” (1 Tm 5:22), para que ele soubesse e estivesse firme sobre a maturidade de quem receberia dons - se tinha um coração para administrar o seu uso conforme Deus, se os usaria com temor e sabedoria...
Em Romanos 1 (21-24), Paulo afirma que, pela dureza do coração dos homens, “Deus os entrega às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem-se entre si”, esta sim, constitui-se na pior coisa que podia acontecer a um ser humano. O pior, não é Deus pesar a Sua mão, mas retirá-la, deixando-nos à mercê de nós próprios, do nosso coração corrupto e corruptível. É possível alguém estar cheio de dons de Deus e estar com a vida para lá de estragada, do ponto de vista moral, ético e espiritual.
Já pensou nisso? Entre o dom e a unção, busque a unção. Busque a direção de Deus em oração, em consagração, com jejuns e com tempo para Deus e com Ele.
O dom, vindo a você, vem com a "garantia de fábrica" que será bem utilizado – para edificar, para abençoar, e não para beneficiar os interesses de quem o possui. E ai, estaremos mais aparelhados para frutificarmos tudo aquilo para o que Deus nos chamou.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Ensaio sobre a cegueira


"Deixai-os; são condutores cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova." Mt 15:14

Pensamento surgido hoje cedo, quando dirigia por Lisboa, ao lado do meu amigo Julio Castanheira, de Marília-SP, músico e jornalista, em visita à Portugal, sobre essa coisa de apanharmos para nós uma glória que não nos pertence:
Se a luz do cristão não vier da ação de Deus em si, vem dos holofotes. E essa, cega.


Precisamos acrescentar algo mais?

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O bêbado e a glória humana


"Aquele, porém, que se gloria, glorie-se no SENHOR." 2Co 10:17

Viajando pelo Reino Unido esta semana, fiquei assustado com as igrejas brasileiras da área de Londres.

Eu já havia dito aqui sobre essa tendência de se batizar a comunidade da fé, o que era pra ser um grupo de amigos, transformados por Deus, pela consciência do evangelho da graça - que deveria ser de graça - com os nomes dos seus dirigentes. É "Ministério Fulano de Tal", "Ministério do Apóstolo Sicrano"... e por ai vai, num horrível desfile de vaidade.

Essa coisa vai mesmo na direção do ego de gente que acha que tudo o que Deus faz por eles e através deles, tem menos que ver com a bondade de Deus do que com a sua capacidade, da sua performance e ação. O povo elogia, enaltece, baba-lhes e... eles acreditam. E aceitam os louros de outrem.

E toma-se lá a glória que era para o Senhor, para a Sua Palavra, a Sua graça e misericórdia...

Ontem, a despeito disso, me lembrava do Lazinho, um ex-aluno, feito amigo e sócio anos atrás na minha cidade... Naquela época, mesmo a compartilhar-lhe a Palavra de Deus em todo o tempo do nossa relacionamento, continuava ele a resistir a tomar uma atitude e continuava a viver a sua vidinha-besta: muito auto-engano, álcool, drogas à mistura e rock-and-roll.

Numa noite, numa mesa de botequim (tasca), assentado e tomando "umas-e-outras" com um conhecido "comerciante-por-conta-própria-do-ramo-de-drogas-ilícitas", entre um copo e outro, falava-lhe ao amigo sobre as verdades do evangelho - aquelas todas que ele ouvia mas não engolia. Não por completo.

Em pouco tempo, caiu ele, "anestesiado", bêbado sobre a mesa. O tal traficante, (Barbosinha como é conhecido), admirado com o que ouvira do "pau-d'água-pregador", toma uma decisão. Em questão de semanas, estava ele transformado, batizado e, de agente do tráfico a pregador, virara evangelista na minha comunidade. O amigo, sócio e ex-aluno, viria a deixar-se converter uns meses mais tarde e, também na mesma comunidade, vem a se tornar um pastor (e anos depois, missionário cá em Portugal comigo).

O moral da história? Simples: toda a glória de tudo de bom que fazemos, pertence a Deus. E a ninguém mais. Nada que é essencialmente bom vem de outro a não ser do Pai das luzes. Se crêsse eu na glória de alguém que toma emprestado um serviço (ministério) que afinal, não lhe pertence e, com ele faz algo de produtivo, estaria enganado por completo, doido ou embriagado. O mérito não será nunca dele próprio, como não foi, naquela noite de salvação de um agente da destruição e do vício, um... bêbado. A Palavra de Deus é que constrangeu, que causou impacto, que fez toda a diferença, independente da boca ou seja lá de onde ela saiu.

É como diziam os reformadores que deram a vida (literalmente) na obra de Deus: Soli Deo Gloria. A glória pertence somente a Deus! Que assim seja.



PS: Lazinho, amadão, tô com saudade de você, cara!!! Obrigado pela sua amizade, mano velho!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Big Size You!


Voltei da América ontem pela manhã, pela segunda vez só este ano. E assustado, diga-se de passagem. Tudo lá é grande, já havia me esquecido desse pequeno enorme detalhe.
Já não bastavam o tamanho dos potes de gelado (sorvete, para os brazucas desavisados), de margarina e de refrigerante... Desta vez notei o tanto que despejam água pela sanita (ok, brasileiros - isso é "privada") e o tamanho do papel higiênico. E por ai vai: lâmpadas gastadoras de energia (nenhuma vi das que usamos às pencas na Europa, mais consciente das questões ambientais) e carrões, que bebem e muito, galões em vez de litros de combustíveis e, pra completar, motoristas enormes, tanto quanto os carros que conduzem.
O povo lá também é enorme. Tudo é grande por lá o que faz dos EUA, o país do exagero e do desperdício. E a lista de recordes não pára: têm eles a maior dívida externa do planeta, com o maior déficit no comércio exterior e também são a maior potencia poluidora da terra.

Eu já sabia que ainda são os cristãos de lá, os que têm a maior consciência missionária e o maior bolso aberto para manter missões e obras sociais cristãos pelo mundo (fora a volúpia com que os seus compatriotas se atiram às guerras - duas ao mesmo tempo, no momento que escrevo esse texto).
Mas,... desconfio que há tempo para parar-se com esse exagero, não esse das missões e da solidariedade, lógico, mas o do desperdício e da gastança de quem deve ter o Rei na Barriga. É impossível num mesmo planeta, gastar-se tanto impunemente.

Prova disso, que respirei por lá, o medo - igualmente grande - da grande tempestade que avizinha-se e que deve por todo a economia da terra a meter água.

Se não houver juízo e um exercício igualmente ciclópico de auto-exame, entraremos todos, não só eles, num futuro complicado e sem retorno à sanidade.

Bem que Paulo tanto avisou sobre a importância de uma vida regrada e humilde ("Sede a vossa moderação conhecida de todos os homens, perto está o Senhor", escreveu ele). A nossa moderação - que afinal é fruto do espírito, o tal "domínio próprio" cujo controle das nossas vontades e atos passa por uma nova consciência, evangélica, no verdadeiro senso da palavra, é imprescindível.
Quando vemos o resultado da nossa maneira de ser desregrada, a prejudicar-nos, ou o pior - a atingir a vida do meu próximo, seja ele o meu vizinho de rua, ou o asiático a viver do outro lado do globo, é hora de acordar. Alô, irmãos da América, pensem nisso!


PS: Pensando bem, até por razões de "marketing de imagem", o país da águia precisava pensar melhor antes de descartar o Obama como candidato à Casa Branca e o que ele representa de promessas de mudanças. Pelo andar da carruagem, um "banho de loja" ideológico não faria mal ao país. Ou então, apresentar o passaporte azulzinho pelos continentes será tão bem vindo quanto um elefante numa loja de louças...

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Ó Narcisos...


"Portanto, meus amados, fugi da idolatria". 1 Co 10:14

Essa veio num bate papo com o meu velho amigo Paulo Júnior ontem em Lisboa, a propósito da idolatria forçada em torno dos líderes que acham que a glória dos seus feitos, na terra do "onde plantando-se tudo dá", é deles próprios e não de Deus: "No Brasil hoje, o mal menor é o culto a Maria. Essa, ao menos, era uma santa mulher de Deus!".
Quanto mais o rebanho evangélico cresce em número no Brasil, tanto mais cresce o narcisismo de líderes que chamam para si, uma honra que não merecem. E dá-lhe - promoção pessoal, babação, "confetes e firulas"...
Já nem põem os próprios nomes à entrada das salas de culto (antigamente, os nomes das missões, comunidades, os nomes tinham ao menos uma declaração de fé, algo da doutrina,...). Hoje, já têm as próprias fotos coladas ao nome da "agremiação".
Como aquele grande
out door às portas de Lisboa, com a inscrição "Jesus é a solução" e (o que é que tem a ver uma coisa e outra?) a foto de um casal. Lógico, a dos "porta-vozes" celestiais, detentores exclusivos da marca (e deixa eu ficar quieto antes que venha alguém a patentear os céus, como propriedade exclusiva e direitos de marca!).
E bastava isso. Mas não lhes chega...

Não é preciso acrescentar mais nada... E durma-se com um barulho desses!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Barulho ou mover?


"Nunca os evangélicos cantaram tanto e nunca foram tão analfabetos de Bíblia. Nunca houve tantos animadores de auditório e tão poucos pregadores da palavra de Deus. Quando o Espírito de Deus está agindo de fato, ele desperta o povo de Deus para a Palavra"

(trecho de "Creio em Avivamento", de Augustus Nicodemus no blog O tempora, o mores!).

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A Maldição da Fita Métrica


"Não atentando nós nas coisas que se vêem,
mas nas que se não vêem;..." 2 Co 4:18
Pela vestimenta, pelo corte de cabelo (ou tamanho deles), pela linguagem,... será que dá para identificar alguém, somente olhando pela "casca", para o exterior? Não é assim que nos queremos reconhecer, pelo que se vê por fora? Se alguém é do bem ou do "mal"... Se alguém é digno de confiança, de merecer o nosso investimento, se esse ser "é" ou somente "possui"?

Essa seleção que teimamos em fazer, com base no que chamo "A Maldição da Fita Métrica", que nos faz medir a todos e cada um que por nós, cruza o caminho, tal como fez o fariseu é fogo e bastante "normal". Na casa do religioso, conta-nos a Bíblia, ele olhou, mediu a pobre mulher, pecadora, que lavava os pés do Senhor com um vaso de alabastro e ungüento ...e a condenou. Mandou-a para os infernos, antes da sua hora.

Meu Deus... com quantos terei eu, ao longo da vida, deixado de aprender, de me enamorar, deixado também de abençoar e servir, simplesmente porque esses "alguéns" não pareceram-me "bem alinhados"!!!

Apesar de os meus olhos sempre me trairem, levo sempre uma "descompostura" da vida (ou, do Pai) por julgar pelas aparências... Deve ser por isso que nunca gostei de comprar melancias...

Este cartoonzinho ai vai como resultado da minha meditação de hoje (para visualizá-lo melhor, clique sobre ele!).

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A prova da Segunda feira ou...O sobrenatural ou apenas o extraordinário?

“…e não guardaram os seus estatutos, antes se deixaram enganar por suas próprias mentiras” (Amós 2:4).

Houve arrepios? Tremeu o chão? Houve choro? Não? Então Deus não “operou”. O louvor é fraco, o pregador, sem unção, a igreja, fria,… o culto não foi bom.

Será? Quais os “sinais” pelos quais a igreja espera dos céus para crer?

Já não basta a fé, crermos mesmo no que Deus fala e falou, no que nos trouxe pela Palavra. Temos de ter “testificação”, documentada em três vias assinadas e com selo governamental das nossas emoções (e o da congregação) para crermos.
Ando meditando sobre a alma, sobre o poder dessa carne, de querer reger não só a minha própria vida, como a vida dos crentes e dos serviços religiosos em toda a parte.

E a coisa não é simples de ser vista e, nisso, todos estão incluídos: pentecostais, carismáticos ou "históricos".
Pois há a tendência dos crentes - muitos até “tradicionais”, reformados e outros de herança mais, digamos, “comportada e comedida” nos atos litúrgicos e religiosos. Ninguém, a rigor está a salvo. Pois imagina-se que, no silêncio de algumas salas de cultos – é mais fácil escondermo-nos e os nossos pensamentos e corações distantes de Deus e frios da sua presença, na quietude e reverência desses cultos.
A linha que separa alma, emoções, pensamentos e a nossa cultura arraigada tecida longe de Deus, do espírito, do nosso homem novo criado em Deus é muito ténue e só pode ser divisada pela Palavra e ação do Espírito Santo.

Tem horas que penso que o extraordinário (e não o sobrenatural!) pelo qual a igreja procura tem mais a ver com a nossa falta de fé e desejo de convertemo-nos a nós mesmos pelo que se vê, toca e sente, do que propriamente para revelar ao mundo a presença de Deus. Pede-se por curas, milagres e, desconfio que já nem é tanto por amor e misericórdia pelo enfermo, como para provar para si mesmo – o crente – que Deus existe, age e, o que é pior, pode ser comandado por nós, a criatura. Afinal, não é para isso que servem a maioria dos cultos televisivos e da mídia em geral?

São mezinhas, técnicas, truques e “simpatias teológicas” para fazer Deus fazer o que e na hora, o que desejamos?...

A alma quer ditar e até dominar a nossa vida de comunhão com Deus, os nossos devocionais, desde sempre. E tomar a primazia de Deus em nós mesmos. Lá no profundo.


Se não há “tema musical”, uma música de fundo… então não há “presença de Deus”, ou o “sentirmos Deus”. Não há a presença de Deus porque… não “pintou o clima”.

Queremos viver a vida cristã com a alma no comando, não fazendo com que ela acompanhe ou reverbere o “mover” de Deus, mas indo à frente, achando que ela pode fazer mover Deus. Se sinto, se tremo, se arrepio, então Deus está presente.

E por ai, julgamos os cultos, as pregações, os “louvores” - pela quantidade de gente que chorou, pelo número dos que “caíram”… pelas emoções que provocou.


Culto bom, já não são os emocionantes, com louvor a usar letras inspiradas e bíblicas, pregações com exegese rigorosa e bíblica; mas os emocionais, os que são acompanhados pelos “choros de berçário”, onde todos choram porque um chorou antes. Onde fala-se mais do homem, do que é terreno, do que aquilo que é divino.

Deus tocou-me, não porque sinto, mas porque creio pela Palavra, que diz que Ele fê-lo. Porque afinal, vou até Deus com inteira certeza de fé, e não pela instabilidade das minhas emoções. Vou até Ele pelo vivo e novo caminho, isto é, pelo sangue de Jesus, que não vejo, não toco, mas creio que foi derramado por mim. Vou até Ele por fé, pelo firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem e não pelo que sinto, vejo, toco ou experimento na carne.

Estando a pensar nisso tudo, lembrei-me do sábio conselho de Gamaliel, em Atos 5:38, que sugeriu certa vez: “… deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, ela, por si só se desfará”. Assim, se houve algo no meio de nós, na minha vida, seja qual foi a experiência, no nosso culto, ou nos nossos atos solenes ou mais intimistas… esperemos pela Segunda feira.
Se foi de Deus, vai provocar mudanças, vai trazer frutos.

Se foi de Deus, foi sobrenatural – como o é, algum “vida torta” como eu, manifestar (contrariamente o que seria natural supor, ou naturalmente capaz de acontecer), o carácter de Cristo visto em mim, se não foi, terá sido apenas algo estraordinário, “show evangélico” ou apenas, “coreografia religiosa", dessas para fariseu ver. E "crer".

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Ainda sobre a alma...e o espírito!

“Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; ...” Gl 6:8

Esse mundo está definitivamente louco.
E louco, porque os homens, do que o mundo é feito (não só pela flora, a fauna...) são igualmente loucos.
A alma rege o homem e, como ela é esse monstro feroz, faminto e que não pode ser saciado nunca, esse homem, cada vez mais doido, põe fogo em tudo, não deixando pedra sobre pedra.

E é aquecimento global, é o lixo, é a distribuição de recursos injusta e perversa, sãos as doutrinas económicas que não privilegiam a vida nem a dignidade humanas, é a fome, é a peste…
Como diz Tiago, na sua epístola, cap. 4:1, "De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?”, a coisa é mais embaixo, como diz a música. É na alma! Esse monstro que não se sacia nunca e, coitado daquele que vive para alimentá-lo (e os que perto dele vive). Seja cristão, profeta, pastor, apóstolo (argh…), se pendeu para a alma o direcionamento da sua vida, o final é morte, já vaticinou Paulo: (o fim deles é a perdição; eles, cujo deus é o próprio ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas).

Cuidado. Não há limites. Não há fim. Se vivermos para satisfazer os caprichos de nós mesmos, da nossa alma, tudo é possível.

Dias atrás, vi e ouvi, um homossexual masculino, num programa de TV, assustar o seu cirurgião plástico que se preparava para implantar-lhe um par de seios de silicone para completar a “obra de transformação de género” que lhe tirara os pelos do rosto, afinara-lhe a voz e, numa outra internação chegara a extirpar-lhe o pénis. Ao chegar à clínica, acompanhado por uma linda e jovem mulher, para o espanto do doutor, o homem que “virara mulher”, ou uma caricatura triste, declarara ser aquela jovem a sua namorada. E emendou: “é que descobri que sou lésbica!”.
Me perdoem a tacada nas razões complexas, psicológicas, psíquicas, e etc… que levam alguém a tanta confusão. Me arrisco a apontar… a sede da alma humana.
É lógico que somos seres integrais, corpo, alma e espírito e uma vida saudável em todos os aspectos tem de nos levar ao alimentar todas essas esferas da vida. É lógico também que a vivência humana do ágape sem a libido e o eros torna-nos meros seres moralistas e igualmente perversos. Mas a experiência meramente baseada na libido, nos sentidos, no eros, nos torna libertinos e pouco distantes dos animais.
Como disse, a propósito, o pensador Paul Tillich (1886-1965): “Um santo sem libido deixaria de ser uma criatura. Mas tal santo não existe".

Qual é o remédio então para uma vida balanceada, equilibrada, ou nas palavras de Paulo “moderada”, é uma só: a nossa morte diária para nós mesmos e a submissão de uma vida “ressurreta”, ao Espírito e à direção de Deus.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Ó alma do caraças!!!

Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Rm 7:24

Alma gémea, alma penada… são tantas as conhecidas pela cultura popular…
Mas a que eu temo mesmo é a minha.
Aquela, velha, tão velha que, mesmo apesar do meu novo nascimento – milagre feito possibilidade por Cristo e uma nova consciência, a do Evangelho e dos seus feitos em mim – continuou a mesma um dia após essa grande experiência de fé. Foi o dia em que fui salvo por Deus.
É bem verdade que, desde lá, tenho visto transformação, à medida em que ela vem sendo exposta à Palavra e a acção do Espírito de Deus. Nesse sentido, venho sendo salvo, dia após dia, com muito choro engolido, gemido não confessado e com dores atrozes. Nessa experiência dolorosa, venho sendo salvo, deixando as deformações que me afastaram da imagem e semelhança de quem me criou. Mas,… se dou chance, apesar dos já cerca de 35 anos de vida cristã, levanta-se ela com a mesma força que tinha no dia em que permitiu Deus que eu morresse para o seu poder.

Mas não é fácil: essa impostora, engana, fazendo-me crer no que sente, vê ou toca, coisas passageiras e rejeita com todas as forças o que não se vê – justamente o que é para além do tangível – o amor e o compromisso de Deus por mim. E é aquela coisa: apela, grita, teima em não dobrar-se, nos tenta prender aos seus tentáculos e reduzir-nos a um pobre experiência meramente sensual. Se vejo, creio, se sinto, possuo, se ameaçada, teme, se algo vem de encontro ao seu gosto e prazer, então me é bom, confundindo o bom e o que é somente prazeroso. Num momento, estou apaixonado, noutro, frio como gelo. Num instante encantado, noutro, enojado. O que mudou à minha volta para além dos “sabores carnais”? Nada. Não da parte de Deus, que tem sempre (teve e terá) tudo sob as mãos!
“Desventurado homem que sou, quem me livrará dessa experiência de morte?” Perguntou Paulo a respeito dessa terrível realidade humana. Como nos vermos livres dessa manipulação existencial? "Graças a Deus por Jesus Cristo", acrescenta o apóstolo, que nos possibilita a viver pelo que cremos, não pelo que sentimos, nos sujeitando passivamente ao curso dessa alma, sempre enferma e feroz. E, sujeita, essa humana existência não é ruim, longe disso, mas há que crucificá-la todo santo dia… E isso cheira a pneu queimado. É sempre morte…
E completa: “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito”. Ainda seremos salvos, por completo, quando esse corpo, coitado, na glória, será totalmente novo. É nisso que medito no dia de hoje e pelo que anseio.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Sobre a porta e as portas!

Eu sou a porta; se alguém entrar por mim,
salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. Jo.10:9

Essa passagem é mesmo importante.

Fala de entrarmos por Jesus. E sairmos. De entrar Nele? Não. O texto fala de outra simbologia. De entrar POR ele. E para onde, para que lugar?

Parece-me que Jesus está a propor-nos uma experiência de transformação. E da possibilidade de sermos transformados. De velhos para os novos homens, criados Nele para as boas obras. Da velha cultura, a do berço, das ruas, que nos passaram os nossos pais biológicos, a das escolas com o pensamento politicamente correta da época (e vale lembrar que num tempo, no nosso ocidente, podia-se matar a esposa por não nos fazer o jantar, noutro tempo, já era crime, como aliás, pensava-se que a terra era quadrada…) para uma cultura, a do alto, dos céus… de Deus.

A salvação, das nossas dívidas para com Deus e a possibilidade de entrarmos por Ele para que encontremos pastagens – aí, não só uma perspectiva de ganhos pessoais, mas uma garantia de sustento, de manutenção divina para uma vida dedicada a Deus e à prática das boas obras. Onde a proposta que nos dá Ele para que vivamos, é antes de tudo, garantido pela sua companhia e ajuda essenciais.

O que lemos aqui é precisamente o contrário da prática que vemos hoje nas nossas comunidades cristãs.

O que temos visto no exemplo da prática comunitária dos eleitos, dos “novos-homens” feitos em Cristo e ovelhas do seu aprisco, é algo que vai muito além do compromisso que deve haver em toda comunidade fraternal, onde as alianças são firmadas não só entre Deus e o homem-ovelha, mas deste para com os seus conservos, os seus iguais.

Há uma tentação sempre presente no nosso ministério pastoral quando não enxergamos alguns valores que aprendemos em Cristo e na sua relação com o rebanho.

Cristo, ensina-nos que na sua comunidade de irmãos, o maior é aquele que mais serve e este, como supremo ato do seu “ministério” (serviço) em favor dos seus iguais – e não subalternos – entrega-se, ao ponto de dar a própria vida em favor das ovelhas, que afinal, são-lhe iguais em importância e em essência.

O que vemos hoje, é que somos desafiados a entrarmos por pretensas portas – portas que não são “Cristos”, mas as de uma agremiação, ou comunidade pretensamente cristã, e lá permanecemos, repito, não por conta de uma aliança voluntária e fraterna, mas por conta de pressões pelo controle e domínio à conta de versos bíblicos fora de contexto a cobrar-nos subserviência e servidão que vai muito para além do que a Palavra nos chama a viver (como por exemplo o de 1º Samuel 15:23: “Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria”, ou então o de Mateus 19:29 “E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe - ou mulher - ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna”, em que ‘por causa do meu nome’ significa muitas vezes o servir a tal fulano, que se passa por Procurador de Deus na terra).

Seremos líderes déspotas, líderes narcisistas se tentarmos construir um império baseado nos nossos interesses e não no… emancipar os nossos iguais, as ovelhas, não exercendo o ministério a que Deus os chamou a cumprir e deu Ele próprio, o exemplo.

São exigências de fidelidade não à Palavra, não ao Reino de Deus, mas à uma fidelidade cega que vai para além do serviço cristão a que somos todos chamados por Deus.

Ao invés de emancipados e ajudados até que cumpramos todos os nossos próprios ministérios – que afinal converge sempre para o bem de todos, ao serviço de todos, à exemplo do que Cristo fez cabalmente até a cruz.

O propósito do líder segundo Cristo, tenho aprendido a cada dia ao refletir sobre o que siginifica o pastorado, não é outro para além o de servir e de proporcionar o “sair” das ovelhas para o seu papel neste mundo. O de morrer, para que outros vivam (conforme Paulo dizia ser o papel dos apóstolos). O culminar do ministério do líder verdadeiro, não é outro a não ser o de viabilizar o ministério de outros, os nossos conservos.

Esse papel não é o de fazermos cumprir o nosso sonho, o nosso projeto como líderes. Não é executarmos a nossa visão, mas a de cooperar para que os crentes cumpram cada um, o seu papel, como membro de um corpo cujo cabeça é Cristo.

Entrar e sair. Entrar para uma nova realidade – a da cura, a da capacitação e a da educação de uma nova mente e cultura – para sair para o serviço a um mundo necessitado e carenciado da glória de Deus.

Entrar e sair. Da libertação da cruz, para a liberdade da vida em Cristo.

Qualquer outra proposta que não faça sair o crente à liberdade, é espúria, é prisão.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Como conquistar (eficazmente) um coração doente

"...Mas contigo está o perdão,
para que te temam." Sl 130:4

Fui dormir ontem, sob o impacto da morte de um (e possivelmente do outro) sequestrador que ameaçou durante horas dois reféns num frustrado assalto a uma agência bancária em Lisboa.
Apesar da minha esposa e eu, ao assistirmos ao vivo a execução pela TV, pensamos que, se por um lado é terrível vermos uma vida ceifada, menos mau, quando essa é a do criminoso e não a das vítimas, inocentemente envolvidas quando deviam somente estar servindo nos seus postos de trabalho.

Pela minha mente passaram não só a violência crescente desse – ainda – pacífico país, bem como o que ameaça a minha terra natal.

E a solução? Mais polícia? Mais instituições punitivas para o estado? Mais prisões? Pena capital para, senão acabar de vez com os assassinos e criminosos, ao menos intimidá-los para que não dêem vazão ao que de pior existe na alma humana e assim, prejudicar inocentes?
Será? Será eficaz a pena de morte para esse fim?
A conclusão generalizada das pesquisas em âmbito internacional é não haver indícios claros de que a abolição da pena de morte tenha provocado um aumento da taxa de homicídio ou uma queda naqueles países onde foi reintroduzida. Não há igualmente indicação clara nas pesquisas de que a ameaça da execução ­ seja eficaz na intimidação a que se referem os defensores da pena capital.
Portugal, como se sabe, foi o primeiro país do mundo a abolir a pena de morte, em 1867.
Mas, voltando ao assunto, a lei, a pena da lei não acaba com o pecado que existe em nós. Tampouco, como foi no caso da igreja (ou do povo judeu) eficaz contra o pecado, para além de seu efeito didático, quando, diante da sua exigência justa e reta, mostrou o tamanho do problema que carregamos – o pecado que existe em cada um de nós.
Como diz-nos Paulo (em Rm 3:20), a lei nunca salvou nem salvará quem quer que seja. A sua exigência somente faz trazer à luz o nosso problema genético – a incapacidade de seguirmos e relacionarmo-nos com um Deus santo e íntegro.
Como então conquistarmos o coração podre e doente do ser humano (uma vez feito à imagem e semelhança do Deus santo, mas decaído da sua condição e desgraçadamente desfigurado pelo pecado)? Pela lei? Pela ameaça da aplicação punitiva da lei? Não. Não é por isso que fomos e temos sido conquistados.
Ao contrário do que um antigo professor meu cria e sempre lembrava-me a tentar provocar-me, o cristianismo não é uma religião baseada na coação pelo medo.
É justamente ao contrário.
Paulo afirmou uma vez: “Porque o amor de Cristo nos constrange” (2 Co 5:14). Constranger não é deixarmo-nos “sem graça”, ou “melindrados”, mas no mais puro português, significa antes “obrigar, forçar, compelir…”, isto é, o amor de Deus nos obriga a uma coisa somente – vivermos para ele, morrermos para nós e para o apelo insistente do erro e do desvio do que a Bíblia define por pecado e oferecermo-nos a Deus, como instrumento de justiça.
O que muda o nosso coração é o amor, não a ira de Deus. O que transforma, não é a morte do pecador, mas foi a morte do santo, do inocente - e como favor e graça.
Por isso, a arma contra o inimigo, ensinou-nos Jesus, é o perdão e não o revidar e a amargura – que só prejudica quem a mantém.
Quem nos livrará do corpo dessa morte, perguntou Paulo, em agonia e desespero. Ele mesmo responde: "Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor".
É por Ele, para Ele e para Ele que hoje podemos viver.
Como Davi bem definiu, é o perdão que nos faz temer a Deus, e não o medo da sua ira.
Para transformarmos essa sociedade enferma, nada mais eficaz, do que o amor de Deus - pregado e demonstrado.

A Deus, toda a glória!

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Diferentes, mas iguais!

Preto, branco, amarelo, caucasiano, africano, latino, ...com brinco e piercieng pendurado, cabelo pintado, à moicano, descolorido (e até sem ele!),... rico, pobre,... homem, mulher...
No fundo, somos todos iguais - precisamos da graça de Deus!...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O caminho em direção ao outro


Ou... o verdadeiro caminho da santidade, o exercício eficaz para parecermo-nos com Deus!
“E por eles me santifico a mim mesmo, para que
também eles sejam santificados na verdade”. João 17:19

Durante muito tempo, cri que santificação era o caminho do crente para agradar a Deus. Isso é bíblico, é verdade, mas esse caminho tinha , no final, um sentido que apontava noutra direção: eu mesmo.
Ou seja, queria eu, caminhar para agradar a Deus, mas no fundo, era uma forma de me ver livre de problemas.
Agradando a Deus, eu me veria livre todo tipo de azares: calo, unha-encravada, caspa, notas baixas na escola e contaria ainda com o favor das menininhas bonitas da escola e subiria um degrau como cristão, sendo merecedor de mais medalhas do céu (ou, de um tijolinho a mais no conjunto habitacional celeste, onde tinha garantido uma propriedade sendo construída).
Santidade, era aquele caminho, acreditava eu, de agradar a Deus e isso era traduzido mais por coisas que teria de deixar de lado e que me eram tão gratas, para no fim ser beneficiado de algum modo. Como por exemplo: tinha de deixar de lado os bailaricos da escola, o cabelo comprido que os “boyzinhos” da moda usavam, o não ir aos clubes nos finais de semana, pois Domingo era o “Dia do Senhor” e, santo que é santo, não pode faltar à igreja e outras coisitas.
Santidade era mais um tipo de “vacina” para ver se ficava livre de dores de cabeça.
Santidade era mais uma tentativa de “comprar” o favor de Deus, do que um caminho que nos leva para cima, um exercíco físico, ou mais, uma cirurgia plástica para ficarmos cada dia mais com a cara e o jeito de Deus. E isso, descobri só bem depois, ser a mais pura cascata (para os portugueses, mentira, treta e da brava!).
Olhando para esse verso, onde está registrada a oração linda que Jesus dirigiu a Deus por cada um de nós, ele nos deixa uma dica tremenda: santidade é algo que diz respeito, que dirige o nosso olhar de nós mesmos, para… os outros!
“… por ELES me santifico!” É por nós. E o que significa isso?
Santificar-se para Jesus, era algo a ser buscado que beneficiaria as pessoas, não a si próprio! Tinha a ver com o botar a sua própria agenda, os benefícios, o seu prazer, em segundo plano… em função dos outros.
Não tinha a ver propriamente com Jesus ter de cortar o cabelo à militar para não escandalizar a irmãzinha da sinagoga, ou em evitar de ir à padaria no Shabat, fazendo esforço físico em dia de paragem total, ou em realizar todos aqueles ritos para garantir uma recompensa celestial; mas em ele abster-se de um prazer até legítimo, desde que alguém ganhasse.
Por exemplo, tais como deixar de ir à pesca com Pedro e os outros companheiros para ir até a casa do centurião para curar-lhe o servo acamado. Ou então deixar de provar um bacalhau à lagareiro (com muito azeite e alho, na brasa!) com os discípulos, provar aquele vinhozinho de safra especial e jogar uma boa prosa (talvez acerca do céu, ou até não, podia ser só para rirem, contando piadas de fariseus hipócritas, de religiosos vazios - tal como contamos as de papagaio ou de sogras), na companhia gostosa de cem (100!) dos seus amigos para ir à procura de um (1!) amigo em crise, num beco qualquer…
Ao invés de ganhar pontos como julgamos ser possível obter com “exercícios” solitários e vazios de significado na tentativa de agradar a Deus, sabia ele que, na contabilidade do Pai, quem caminha na direção do irmão, caminha na verdade, na direção dos céus e do… coração do Senhor Todo Poderoso.
Para Jesus, quanto mais somos de Deus, tanto mais somos dos outros.
Ser santo, santificado, para Jesus, não significava somente ser separado, exclusivo, mas separado e exclusivo para um fim apenas – ser bênção para os outros, o pobre, o enfermo e o perdido, custasse literalmente o que custasse.
Santificar-se, no sentido prático do termo significa certamente topar o sujeito chato, o irmãozinho mau cheiroso, o patrão tirano, a “sogra cascavel”,… por de lado as nossas conveniências, as nossas preferências no armário e o “salva-te a ti próprio”, enterrado a sete palmos, para ser uma espécie de sacrifício vivo em favor do bem de outrem.
Assim, aprendi uma lição. Se quero mesmo agradar a Deus e ser santo, parecido com Ele, ganhar o seu jeitão, a sua cara… então tenho de me dedicar ao próximo. Como Jesus fez. E todo mundo ver em nós, como viu, afinal, a cara de Deus estampada na de Cristo.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Retrato de um verdadeiro líder cristão



Líder cristão demonstra a sua liderança lavando os pés de seus discípulos e não pedindo mais dinheiro.
Líder cristão demonstra a sua liderança amando aos seus discípulos até o fim, a ponto de dar a vida por eles, e não pedindo melhores carros e casas.
Líder cristão é exemplo do que significa ser ovelha de Cristo.
Líder cristão sabe, a exemplo de Cristo, que tudo o que tem e o que precisa recebeu e receberá de Deus, sabe que veio do Senhor e para Ele vai voltar, sabe quem é, porque é e para quem é, logo, não precisa de ninguém paparicando-o, nem autenticando a sua liderança.
Líder Cristão não precisa de títulos e quando os tem não os usa.

Líder cristão é servo, é isso que mostra quão próximo ele está do Senhor Jesus Cristo.

Os demais são anátemas.


(Ariovaldo Ramos)

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Já que é para ser menos romântico, vamos lá!


"Recebendo o galardão da injustiça; pois que tais homens têm prazer nos deleites quotidianos; nódoas são eles e máculas, deleitando-se em seus enganos, quando se banqueteiam convosco;" 2Pe 2:13

Essa visão de parte da igreja que faz de nós mesmos o fim de todo o projecto de Deus, é de doer. Têm muitos nomes, mas o mais batido é a chamada "Teologia da Prosperidade", que é aquela baboseira recheada de textos bíblicos fora de contexto e de propósito. Que também poderia ser chamada de "Teologia da Pobreza Ética" (basta ver os escândalos que provocam e, quando pegos pela "justiça dos homens", afirmam logo estarem sendo alvo de "perseguições".
Basta, lógico, sermos rigorosos connosco mesmos, olharmos firmes para o espelho para vermos como essa tendência é forte - a de buscarmos o NOSSO prazer e satisfação. Ao invés do plano de Deus, a satisfação dos nossos "projectozinhos de vida". Tão velha como a doença do pecado, ela própria, por trás dessa força que nos deseja dominar. Mas que deve ser combatida. Mortificada, para ser exacto e todo santo dia - afinal, isso não se vence com passe de mágica, nem com remédio de farmácia.
Mas enquanto essa coisa do reinado de nós mesmos não morre, é de matar esse modelito de egoísmo travestido de fé cristã. E faz muito sucesso. Esse cartoonzinho vai pra eles (seria só humor se no "eles, não estivessemos nós. Ou... eu, que é para não ser romântico e ser mais honesto!).

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Dúvida surgida nas minhas férias...

Gregório, o grande já dizia: "É melhor provocar um escândalo, do que ocultar a verdade". No que toca a mim e os meus cartoons, sinto que diante de tanta barbaridade à nossa volta, devo ser mais ácido do que romântico. O mais fácil é dizer o que querem, é evitar a crítica, a reação e descer a ladeira, seguir a maré... Será que os profetas sofreram desta dúvida? Imagino que sim. O risco é só a conveniência do acomodar-se... (Rm 12).

Atualizado por telemóvel (celular), de Elvas, Alentejo, à fronteira da Espanha - para não perder o pique...

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Bênção sobre bênção!

"Mas a misericórdia do SENHOR é desde a eternidade e até a eternidade sobre aqueles que o temem, e a sua justiça sobre os filhos dos filhos;" (Sl 103:17)

O que mais posso dizer?
Deus é bom e nada é melhor do que ver a Sua graça revelada na nossa família - as nossas filhas e sobre os filhos delas...
Na foto, eu, a minha esposa amada (cada dia mais linda!) e os nossos netinhos Davi e Felipe(podem dizer: "jááááá?! São tão novos ainda..."), em visita à Expo, na tarde de ontem.

Morte gota a gota...


"O que oprime ao pobre para se engrandecer a si mesmo,
ou o que dá ao rico, certamente empobrecerá." (Pv 22:16)
Não bastasse o absurdo da especulação sobre o petróleo, juntaram-se aos bandoleiros do óleo, os governos que têm até agora mantido os impostos que sobem à proporção, a cada aumento dos combustíveis.
Ontem, após o término dos transportadores que puseram todo o Portugal paralisado e, após uma leve descida do crude, a nossa Galp - onde o governo detém um terço das suas acções - aumentou-nos o preço final (ela e mais a BP e a Repsol, diga-se de passagem, no esteio da cartelização fruto da "liberalização" dos preços que devia fazer-nos pagar menos pelo produto mas que não conseguiu outra coisa a não ser liberalizar o apetite selvagem das gasolineiras no país).
Sobem os preços dos combustíveis, sobem os alimentos,...
Rapaz... dá-nos vontade de mandar os "chefões" responsáveis, passarem uns dias lá na dita vila do "corte-sei-lá-o-que".
Maaaaaãe, compra-me uma bicicleta?!...

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Sem fé e sem amor II - a pena!

Sugestão de Turismo...

Achei o lugar ideal para onde enviar os pedófilos em geral - dos tarados de capacetes azuis da ONU, aos funcionários que desonram as ONGs que servem e os que abusam da inocência de crianças. Inclusive aquele conhecido cantor de fado português que, defendendo alguns criminosos seus amigos indiciados no processo Casa Pia (aqueles a quem faria toda questão de incluir na lista), fêz aquela declaração absurda, como que querendo diminuir o peso do crime injustificado e insano contra crianças que aliás estavam sob a tutela do estado - "aqueles rapazes abusados, sabiam o que estavam fazendo". Por falar nisso, podíamos incluir os responsáveis, na época por aquela instituição, já que até o presente, o estado não foi ainda responsabilizado por anos de abusos de cidadãos sob a sua guarda.
Ah! E o corte do "coiso", teria direito a muito álcool para desinfectar. E SEM ANESTESIA!!!


Copiráite by Silvia, minha querida amiga algarvia (espero que ela não cobre os direitos do uso da sua imagem, rsrrsrsrs)!









Sem fé e sem amor!

"E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará." (Mt 24:12)

Parem o mundo que eu quero descer!!!!
Em relatório vergonhoso, a Save the Children, divulgou há dois dias que os soldados das forças de manutenção da paz da ONU e funcionários de O.N.G.s, estariam a abusar de crianças (algumas com apenas 6 anos de idade!) em vários países - do Haiti, na América Central ao Sudão e Costa do Marfim, em África. Ou seja, quem deveria protegê-las, usam (e abusam) da proximidade a comunidades esfomeadas, perseguidas, esquecidas e compram-nas, utilizam-se delas (com doces, moedinhas e outros géneros). Ao invés de servirem-nos, usam os pobres e desesperados.
Haverá mesmo fé na terra daqui a nada? Haverá ainda amor quando o Senhor voltar?
A coisa fica ainda pior, quando vemos as próprias comunidades da fé, a girarem em torno delas próprias em projectos que só dizem respeito os interesses do seu umbigo. Sem paixão pelo outro, sem choro pelos que se perdem, sem oferecerem-se a si mesmos para que esse mundão seja transformado.
O amor leva-nos, não aos sentimentos, mas às acções. Fé é algo prático. E fé, sem amor, é só exercício de coreografia religiosa e serve somente aos nossos propósitos egoístas. A igreja precisa se levantar. Enquanto é tempo...
Maranata, Senhor... e rapidinho!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Ainda há fé? Mesmo?...


"...Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?" Lc 18:8
Divulgou-se-se esta semana, que Portugal tem a maior desigualdade entre ricos e pobres dentre os estados membros da comunidade europeia (e maior até que os EUA), segundo o Relatório Sobre a Situação Social 2007, de Bruxelas. Ou seja, temos cada vez mais uma minoria, de ricos e cada vêz mais pobres na grande massa de cidadãos.
Se isto não bastasse, há duas semanas atrás (segundo dados da Polícia Judiciária) apurou-se que, somente nos três primeiros meses deste ano, este país de "brandos costumes" (que em 2005 foi tido e achado como "o povo mais irritado da Europa", segundo a Euro Sondagem) igualamos o número de casos de crimes passionais acontecidos durante todo o ano passado.
Segundo a Amnistia Internacional, em relatório divulgado dia 28, a nossa polícia continua a bater forte e feio, a desreitar direitos - e sendo campeões ainda nos mau-tratos a mulheres - figurando numa galeria nada digna de polícias de países violentos e corruptos.
E o que fazemos nós, a igreja?
Não bastasse a "Maná-ponto-com", continuar a amaldiçoar com as pragas vetero-testamentárias os desafetos e os que teimam em desobedecer os "divinos" líderes, ao ponto de chamar para si, ou melhor, para as maldições do "apóstolo", a responsabilidade pela morte de quase 3 dezenas de vidas inocentes na derrocada recente do prédio do Ministério da Justiça de Angola, em Luanda, por este estar a causar dissabores à organização.
E tem mais: os bispos da "Universal S.A." fazem sacrifícios, em directo e ao vivo pela TV - pagos pelos fiéis em busca de bênçãos - em sofridas escaladas ao "mais alto pico de Portugal" (com a ressalva feita por um desses "sacerdotes" que este, localizado nos Açores, é bem mais alto até que o Monte Sinai!). Ou seja, o sacrifício de Cristo já não anda bem cotado na bolsa da fé...
Mas o que fazemos nós, a igreja, especialmente a reformada-evangélica-bíblica? Corremos a manifestar o Reino? Morremos para nós e o nosso conforto, como nos chamou a fazer o Senhor? Ao invés dos planos da compra do novo carro e do aumento da casa, temo-nos santificado a buscar o serviço aos outros como devemos fazer ao Senhor?... temos nós investido em missões, temos pensado sequer em alargar as fronteiras do Reino? Suspeito que não...
Alô pastores, líderes e cristãos que se chamam pelo bom nome do Senhor!
Lembro-vos que somos ainda 0,9% da população e com um crescimento infinitamente menor do que os 20 mil que se converterão no dia de HOJE na África Sub Sahariana, aqui bem ao lado... (dados do World Christian Data Base e TWR).
Como diria a letra de Pannis et circenses, uma música de Caetano e Gil, de 1968: "Mas as pessoas na sala de jantar, mas as pessoas na sala de jantar, estão ocupadas em nascer... e morrer".
Maranata, Senhor!!! Aliás, antes que não reste nadica...

segunda-feira, 21 de abril de 2008

A realidade dos vasilhames e das cascas...

"...Não é o corpo mais do que as vestes?" Mt 6.25


Meu Deus do céu!... Como vivemos enganados!
Pensava eu, dia desses, como essa "casca" ou "embalagem" que vestimos e que vai-se transformando ao longo da nossa vida ocupa a nossa cabeça,... Até que, relutantes, somos obrigados a devolvê-la, despencando-se toda, ao fabricante.
E é assim a crise: Nos primeiros anos por não parecermos com o que desejávamos parecer, a tentar espichar um cabelo alí, esconder um nariz pontudo ali... Passamos preciosos anos da nossa adolescência tentando nos aceitar pelo que o nosso espelho, bem ou mal intencionado nos revelava.
Depois de algum tempo, já mais crescidos e com os hormônios à todo vapor, a nossa preocupação era fantasiar o "vasilhame"com tecidos, padrões, cores e texturas... e não só para o nosso conforto, mas movidos pela necessidade social de darmos ares do que éramos, ou do que não, ou ainda por aquilo que desejavámos parecer que éramos com aquilo que as roupas, calças, camisas e até sapatos carregavam para se valorizar - as etiquetas! Era o apelo das marcas e logomarcas, alvos do desejo de consumo, a avalisar uma carteira que, na maioria das vezes não possuíamos. E tudo isso, para agradarmos - via de regra - os outros!
Que vida engraçada essa a nossa, escravizada mais por aquilo que queríamos mostrar, do que administrar aquilo que éramos embaixo dessa casca toda: carne, pele, roupa e adereços.
Anos mais tarde, vem-nos a fase dos disfarces e dos mil produtos que prometiam postergar o óbvio efeito perverso do tempo, da idade,... quando as rugas (que deveriam ser assim como um extrato, tipo bancário, a avalisar a maturidade trazida pelos anos) teimavam em rebelar-se contra os nossos esforços vão de reparar ou pateticamente disfarçar. E dá-lhe cremes, pomadas e maquiagens...
Pois é,... dia desses, admirando eu aquela capela famosa da cidade de Évora, Portugal, construída de ossos humanos, com a oferta derradeira de mais de 5 mil cadáveres (e tem gente que ainda crê que, uma vêz mortos, não se tem mais o que oferecer à vida!), refletia sobre esse imperativo social de medirmo-nos por fora, pelo avesso, pelo que se pode ver, medir ou comparar ao invés de focarmos mais "casca-adentro", vendo o que não se vê facilmente - o coração, a essência, ou o produto, afinal, escondido, contido dentro das embalagens.
E a nossa experiência existencial se resume aquilo que os olhos enxergam de pronto, sem esforço: aquilo do "esse é pobre, porque veste-se de maneira simples", "aquele outro é rico, porque veste-se como tal", "aquela é desejável pela "embalagem" que veste (ou que conseguiu às custas de litros de silicone e muita massa na mão de algum gênio da cirurgia plástica)", "aquele outro é desprezível, pelos defeitos que traz no vasilhame e nada tem a nos acrescentar"...
Nascemos, crescemos e morremos, tentando nos esquecer do óbvio: não passamos todos de uns esqueletos. Alguns mal, outros bem vestidos.

(Escrito depois de decidir comprar outra marca de creme de rosto para a minha esposa. Odeio o sabor da linha Lancôme!...)

PS: E, aos amigos de Portugal, queiram desculpar pelo português "brasileiro"...

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Sobre o Show do Gil... e os Dons de Deus!

"Subindo ao alto,... deu dons aos homens. (Ef 4:8)
Eu costumo dizer: nada, nada que é bom, essencialmente bom, vem de outro, a não ser do meu Pai que deu dons aos homens - todos eles, diz a Palavra. Não vem do cão, não vem do homem,... vem de Deus.
E foi o que vi ontem em Lisboa (depois de um Smoked Pork Ribs Barbecue, Tennessee style, no Hard Rock Café, depois de muito tempo sem um programinha desses, que ninguém, nem missionário é de ferro!).
No Coliseu de Lisboa, louvei a Deus, extasiado por todo o dom - presentes, adjetivos e "adornos existenciais" - que Ele depositou na vida do Gilberto Gil, o Ministro da Cultura que, mesmo após anos, a voz, o violão e a sua poesia continuam fantásticos.
Sei que, infelizmente, muitos cristãos têm ainda dificuldade em ver Deus nessas coisas lindas que - venham de um coral de igreja ou de um artista (chamado) secular - nos elevam a alma. E foi para mim e a esposa, um deleite.
Para esses, deixo o desafio: tentem olhar pra além dos limites "gospel" e vejam que Deus e a Sua multiforme graça, agracia a todos e a quem Ele quer.
E tentem treinar, aprender, adestrarem-se o bastante para fazer os homens servirem-se da sua arte, não feita às pressas, sem diligência, sem gastar o "sangue", sem paixão e assim, fazerem-nos glorificar ao nosso Pai que está nos céus. Sejam fiéis ao que vem do alto, do Pai das luzes e sejam o mais fiéis possível ao que Deus lhes confiou.
Há anos atrás, ouvi do grande Geraldo Vandré: "nada do que passa pelos meus cinco sentidos deixa um dia de sair". Maravilhoso. Deus nos quer "bebendo da vida" e devolvendo a ela tudo o que retivemos, na forma de poesia, música, dança, enfim, de vida. Recebemos informações, dados e os devolvemos transformados. Talvez seja isso o que chamam de viver. Nada menos que isso.

Nota 10 para o Gil (ou 20, cá em Portugal), toda a honra ao meu Paizão Celestial!

quarta-feira, 16 de abril de 2008


"Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura." Is 55.2

"E não vos conformeis com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus." Rm 12.2

Olhando para nós mesmos, acabo por imaginar que o grande problema que nos aflige hoje, é a tremenda confusão que fazemos entre o BOM e o que é apenas AGRADÁVEL. O que é bom em si mesmo, benéfico, justo, legítimo e, mais do que isso, acima de qualquer intenção que nos prejudique ou aos outros, em contraposição ao que – parecendo-nos BOM – venha apenas na direção das nossas conveniências e prazer.Uma injeção é boa ou agradável? Um remédio só porque é amargo é ruim, ou só desagradável? E porque o é, pode ser considerado RUIM, ou MAU?Olhando para os cristãos, vê-se claramente que essa questão vem nos perseguindo há muito e causando até uma desconfiança no Deus que prometeu nos amar e cuidar de nós. Nesse sentido, tudo aquilo que se parece com algo desagradável, é logo creditado ao cão, ao tinhoso, ao capeta, ao coisa-ruim, ao diabo, inimigo das nossas almas. Se é gostoso, vai dar-nos prazer, então, lógico, vai ser bom. E provavelmente, veio de Deus. Ou até, em alguns casos, imaginamos – pode ser algo que não se sabe porque, Deus, num dia de muito mau humor, resolveu classificar como pecado, ainda que seja algo gostoso, ou bom, na nossa confusão de definição entre coisa e outra.O que precisamos de uma vez por todas, crer que o que é BOM, não vem de outro, de nenhuma outra fonte, a não ser de Deus, o Pai das luzes (do discernimento, do esclarecimento, da sabedoria…) em quem não há variação ou sombra de mudança (Tg 1:17).Porque será que, quando algo gostoso nos acontece, isso tem de ter vindo de Deus e o que nos acontece de desagradável vem do inimigo? Será que Deus não é capaz de nos dar algo tremendamente BOM e maravilhoso através de uma situação desagradável? Lógico que sim.Um pneu furado pode nos reter e evitar de envolver-nos num acidente à frente, ou uma reprovação numa prova de acesso a uma carreira – o que não seria nada agradável – pode nos ajudar a começarmos uma carreira que nos vai completar mais do que qualquer outra.E por conseguinte, algo aparente bom, só porque nos agrada, pode no fim, nos fazer provar o fel da desgraça…Olhando do alto dos meus quase 50, aprendi com muitos tombos, que afinal, tudo o que Deus classificou como “pecado”, é tudo aquilo que, antes de mais nada, não vai ser BOM para nós.E então, o que nos resta, é só tomarmos muito caldo de galinha e nos enchermos de cautela, para discernirmos (pela Sua graça) entre coisa e outra.
(Escrito num dia em que estou a pedir ao Paizão, uma luz entre essas duas coisas…)

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Pastores profissionais? Só faltava essa...


Li que no Brasil, querem transformar o que era vocação em profissão, com reconhecimento oficial, carteira assinada e organização sindical e tudo. PelamordiDeus... Só faltava essa...
Pelo menos, assim poderemos todos - pergunto eu - reclamarmos pelo mau serviço desses "profissionais" na DECO, Delegacia do Consumidor, ou outra instância legal?
Aprovado esse projeto, o passo seguinte seria as autoridades supervisionarem a qualidades das escolas que formam esses "profissionais", as instituições que as mantêm, a sua contabilidade e os seus "interiores". E voltávamos todos ao tempo terrível do casamento - nada saudável - do estado com a religião.
Ai... que saudade dos leões, das arenas que "detonavam" com os cristãos! Ou que bênção experimentam aqueles que vivem em países onde pregar o Evangelho da graça custa-lhes a vida...
(Escrito num país do leste europeu, onde me encontro com vários desses valentes homens e mulheres de Deus que não cobram por O servir!).

PS: Deixo aqui a minha homenagem justa aos homens de Deus que me guiaram na caminhada cristã - pastores na acepção da palavra, dentre os quais, o meu atual pastor Alberto Silva, de Stº António dos Cavaleiros, homem com coração, cajado e cheiro à ovelha, como recomenda a Palavra de Deus!

quinta-feira, 20 de março de 2008

Pastores ou Vaqueiros?


“Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas,
e elas me conhecem a mim” Jo 10: 14

Numa época em que seminários, cursos e eventos de todo tipo se propõem a discutir modelos de liderança e nos aguçam tanto a vontade de crescermos como lideres, dia desses, à soleira da porta da Rádio, aqui em Portugal, um amigo e filho na fé, gritou por mim dizendo ter tido uma revelação.
Não que eu não creia nas revelações (principalmente depois que as cameras fotográficas passaram a ser digitais) ou que Deus não seja ainda capaz de nos trazer revelações ou luz sobre situações, baseadas em algum princípio encontrado nas escrituras, confesso que fiz piada. Mas a coisa era séria.
Assentado ali, esse meu amigo, um criador de gado em Goiás, observava atentamente a um pastor – cercado pela sua congregação de ovelhas – que costumeiramente costuma trazê-la para alimentar-se numa área verde (e cheia de oliveiras) mesmo do outro lado da nossa rua.
Pois bem, o Lazinho (como se chama o amigo) gritou: “rapaz, nós temos sido vaqueiros!”. E emendou: “temos sido mais vaqueiros do que pastores!”.
Essa era a revelação e digamos, dos céus, sem sombra de dúvida.
Começamos então a compartilhar e a reconhecermos com toda a humildade que a tentação em sermos, não pastores, mas vaqueiros, tem sido muito grande.
Cheguei a pensar que, por conta da nossa tradição, da terra de onde vim, no interior de São Paulo, incipiente na criação de ovelhas – as de pelo e que balem – não as de Bíblia em baixo do braço - é que os versos bíblicos sobre a figura do pastor, do rebanho das ovelhas nos exijam tanto esforço e muita abstração para que os compreendamos. Nós brasileiros, somos o povo com o maior rebanho bovino do planeta e essa cultura nos passa ao largo. Mas não. A coisa não é nova e nem tão absurda. Mesmo por essa bandas mediterrânicas onde me encontro hoje exilado por Deus (onde em todo o campo fora dos grandes centros há um pastorinho com o seu rebanho), o engano - e a tentação - é a mesma: Temos teimado em ser vaqueiros e não pastores no cuidado do rebanho do Pai. E nisso não faltam pauladas só nos pastores institucionalizados das nossas igrejas, mas aos pastores-pais, aos pastores-maridos e aos pastores-leigos no cuidado dos outros, os que Deus nos confiou.
Vejamos as diferenças básicas:
Pastores de ovelhas são calmos, cuidam delas na tranquilidade de quem confia na relação que o liga à elas, permitindo com isso que elas andem soltas, livres, enquanto o vaqueiro é o homem do grito, do cuidado quase-exagerado traduzido em cercas (altas, de arame farpado ...e até elétricas!).
Até o verso bíblico em que Jesus diz que o pastor “vai adiante delas, e elas o seguem” deve, seguramente ter mais a ver com o seu exemplo, a referência da sua presença e companhia do que o andar literalmente à frente. Se observarmos bem, os pastores nem precisam se por à frente do rebanho. Basta-lhes a sua presença, a sutil indicação do cajado – ao observá-las, penso que elas se imaginam livres, soltas, guardadas pela lembrança de que há alguém a quem recorrer e que as socorrerá sempre que precisarem. Nos currais, os vaqueiros andam aos berros, com varas a espetar o gado (e muitas dessas, com descarga elétrica!) e até cães para correrem atrás dos que fogem.
Temos sido vaqueiros quando julgamos possuir um rebanho que não é nosso e, ao invés de ganhar-lhes o respeito e o amor, conquistando-lhes o coração, como vaqueiros, usamo-las nos nossos próprios projetos narcisistas, usamos marcá-las a ferro, cercá-las com arames e até usar de tudo para controlá-las. Temos sido vaqueiros quando escondemos a nossa intimidade, as nossas lutas, próprias da nossa humanidade atrás de artifícios de retórica e de poder.
Com isso, negligenciamos o discipulado – onde para além de ensinar o que sabemos, pode-se (e é inevitável) passar aquilo o que somos na intimidade (como o pastor e apóstolo Paulo, que chamava a atenção de Timóteo não para aquilo o que aprendeu, mas para “de quem aprendeu tudo” – 2 Tm 3:14). E olhem que nunca lemos de Paulo nenhuma reivindicação de respeito à sua intimidade, ou privacidade, sempre naturalmente exposta aos olhos das suas ovelhas.
O controle, a lei, só vale quando os relacionamentos são frágeis ou inexistentes e a sua eficácia, nenhuma, dai, as cercas, os limites, a vigilância e tanta história de traições e infidelidade à comunhão.
Como aprendemos de Cristo, “não há amor maior do que alguém dar a sua vida a outros” e isso, evidencia-se na dedicação, no serviço desinteressado e humilde, no abrirmo-nos à contabilidade e aos olhos carentes de referência das ovelhas (e até à sua correção e admoestação quando necessária).
Contra esse tipo de relacionamento, não há ameaça que afaste o rebanhos dos pastores.
Quando há algum tempo atrás, estando eu e a família numa pequena aldeia, num dos pontos mais altos de Portugal, vi (com os meus olhos inexperientes nessa coisa de ovelhas que balem – não as de Bíblia à mão) vários rebanhos se juntando numa pracinha ao centro da comunidade, perguntei a um dos vários pastores como é que ele faria para levar para casa as suas próprias ovelhas, como faria para reconhecer as suas em meio a tantas outras de outros pastores. Ele então, num misto de espanto pela ignorância do estrangeiro e sincera experiência, respondeu: “Isso não me preocupa” e emendou: “Elas sabem quem EU SOU”.

Pescou? E é isso. Pastores, e não vaqueiros do rebanho do Pai!

- Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. (JO 10:9)