segunda-feira, 28 de julho de 2014

segunda-feira, 7 de julho de 2014

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Onde está o hoje?

Há tempo pra tudo e para todo o propósito debaixo do Sol!

Mas há uma palavra especial na Palavra de Deus com relação a tempo:

Essa palavra é HOJE.

Um rasgo, pra nós, na eternidade, limitada por horas, minutos, segundos. Chamamos a isso o que usamos pra medirmos momentos, agenda, afazeres,...

Mas para Deus tem outro significado - oportunidade de realizarmos missão e propósito de vida.
Sem esse senso de propósito, de prioridades, vamos ao sabor da vida, como folhas ao vento.

Tiramos tempo da família - esposa, filhos... - , pra nos ocuparmos dela... DEPOIS.
Tiramos tempo dos amigos para estarmos com eles,... DEPOIS.

Cuidamos de tudo, de correr atrás de coisas do que almejamos conquistar ou adquirir para gozarmos a vida e nos esquecemos de nós e da nossa saúde, para cuidarmos de nós mesmos... DEPOIS.

Escravizamos-nos no trabalho para que tenhamos qualidade de vida... DEPOIS.

Deixamos de amar – e amar está longe de nutrirmos sentimentos por alguém, mas refere-se a servirmos a quem decidimos servir e fazê-lo feliz – para cuidarmos de coisas que julgamos essenciais e deixamos pro DEPOIS esse exercício, tendo por base as nossas expectativas e presunções sem sabermos de fato o que alguém deseja ou precisa, sem que, no íntimo do relacionamento o tenhamos descoberto. Deixamos na verdade pra DEPOIS, o repartirmos o coração. Somos capazes de andarmos juntos, comermos juntos, morarmos debaixo de um mesmo teto, mas deixamos pra DEPOIS o relacionarmos em verdade e como fruto de relacionamento verdadeiro, coisa que faz de nós, gente e não animais que andam, comem, bebem, só por uma questão instintiva, fisiológica ou circunstancial.

Somos, na realidade, movidos pelo DEPOIS e não pelo AGORA. Esse agora de Deus que significa o aqui, o já e não o DEPOIS.

Muitos há que ainda creem que quando Deus fala na Sua Palavra sobre eternidade, nos fala sobre uma quantidade incontável de dias, mas se olharmos melhor, em toda a Bíblia, vamos descobrir que a eternidade é na realidade um dia que, de tão especial, nunca termina. O hoje que já não é um rasgo no tempo, um momento que se perde, mas o eterno que Deus quer que experimentemos e dele tomemos porções, como que numa mostra do que será lá no alto, na nossa morada definitiva.

Corremos muitos riscos na vida e trajetória humanas, mas o maior deles é o de deixarmos pra DEPOIS tudo o que é de fato importante para passamos a nos ocupar do que é urgente (coisa que já foi importante mas que por não ter sido valorizado, virou urgente)... e descobrimos depois, que o DEPOIS passou sem que o percebêssemos...

Deixamos de amar os filhos, pra depois correr contra o prejuízo quando a vida os tomar de nós.
Deixamos para amar a esposa depois, pra correr mais tarde pra consertar o relacionamento enfermo e que já não é... E assim vamos nós, conjugando o DEPOIS e não o HOJE.
Na realidade, sabemos o que devemos saber. E quem sabe o que deve fazer e não o faz, engana-se a si mesmo e erra feio.

Amar, servir, investir tempo com gente - e em especial a quem amamos - é coisa pra o HOJE e não para o depois. O depois nunca foi uma palavra valorizada por Deus na sua instrução para que a observássemos. 

Ligar pra quem ama e dizer-lhe isso. Escrever bilhetes a esse alguém e não deixarmos pra DEPOIS. Priorizarmos gente ao invés de coisas e não deixarmos para DEPOIS. Gastarmos a nossa energia na direção do outro, do próximo e não para DEPOIS. Termos coragem de nos arriscarmos, de nos lançarmos a amar sem receio. Sem as amarras do que já se foi e sem nos amedrontarmos pelo que virá.
Basta pra cada dia o HOJE. O amanhã trará consigo o seu próprio desafio e dele, cuidará Deus, conforme nos prometeu. Importa-nos viver o HOJE, discernindo com Deus qual seja esse hoje.

Há tempo pra tudo nessa vida, mas o HOJE precisa ser vivido e conjugado.
Antes que não tenhamos mais por perto quem amamos, o que nos é importante, e o que nos é realmente importante, o tempo.
 

"Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano..." Hebreus 3:13

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

quinta-feira, 11 de julho de 2013

A Marcha que manifesta coisa alguma!

 
Comecei há já um tempo desconfiar da Marcha para Jesus e do que ela representa.

Sou cristão e sei da importância de como tal, testemunhar do nome Daquele a quem amo e sirvo. Mas desconfio do que está por trás de uma coisa dessas.

Tirando pra já a sabida e declarada intenção de muitos líderes que tem estado por trás dessa manifestação de obterem benefícios políticos (financeiros, etc, etc...), desconfio do que está mais embaixo, mais pro intestino da tal marcha.

Quando Paulo escreveu à igreja em Corinto, no primeiro capítulo da sua primeira carta, manifestou o que estava também na raiz de muitos dos desmandos daquela comunidade e que me permito trazer à luz ao falar da marcha pretensamente por, ou para Jesus.

Entre os irmãos da tal igreja, haviam contendas das quais Paulo havia tomado ciência pelos familiares de um tal Cloé. Ali, Paulo mostra o que estava por trás do “iceberg”, dos sintomas de desvio sério entre os primeiros cristãos daquela cidade grega. Na carta, ele afirma o seguinte:

Com isso quero dizer que algum de vocês afirma: "Eu sou de Paulo"; ou "Eu sou de Apolo"; ou "Eu sou de Pedro"; ou ainda os que afirmam "Eu sou de Cristo". 1 Co 1:12

 Notem que para o espanto do apóstolo, o pior de todas as afirmações sobre os partidários desse ou daquele, era a de que havia entre eles os que absurdamente, afirmavam que eram de Cristo querendo sobressair-se aos demais, ganhar a disputa. Esses, segundo Paulo, eram os piores.

E porquê?

Simplesmente, porque os que se diziam ser de Cristo, deveriam ser de todo mundo. Simples. Se é que eram do Senhor, então esses, deviam ser de todo mundo, exceto de si mesmos.

Essa era a bronca. Esse era o espanto. Esse era o cúmulo de um pecado já admitido – o de ser cada um de um grupo, ou dos que usavam dos argumentos de Apolo, de Cefas, para prevalecerem sobre os outros. Com Cristo isso era e continua a ser impossível.

E aí está a minha crise com a Marcha para Jesus. Se formos de fato de Cristo, então deveríamos ser de todo mundo. E não usarmos do nome de Cristo para nos separarmos dos outros, para justificar o nosso grupo, a nossa panela, a nossa agremiação. Na marcha, parece-me que afirmamos: “Nós não somos de vocês povo brasileiro! Somos de Cristo! E que se lixem, pois só nos ocupamos de nós mesmos e dos nossos”.

Não há como sermos do Supremo Inclusivo Senhor Jesus sem nos dedicarmos dos outros, da sociedade e das suas mazelas. Não há como sermos de Cristo e lutarmos pelos NOSSOS direitos, pelo NOSSO benefício, pelo NOSSO interesse. Ou somos de todos, ou não somos de Cristo, por Cristo amou ao MUNDO todo. Cristo é de todos. O único de Quem Cristo não é, é de Si mesmo. Foi isso que manifestou na cruz.

Entre a marcha, ou o que ela virou, sou mais pelas manifestações de rua que assombram os nossos governantes – ou serviçais  da nação – os do poder.

Nos meus 15 anos, perturbado na minha consciência por ter participado de uma manifestação contra a ditadura, procurei ao meu pastor. Pergunte-lhe com toda a sinceridade inocente de um jovenzinho se era ou não pecado, eu como cristão, participar de uma coisa daquelas – totalmente inusitada para a época, inda mais para um crente. Lembro-me como se fosse hoje, de ele me ter olhado direto nos olhos e disparado: “Você tem ido com que finalidade a essa passeata – para defender os seus direitos, ou os dos outros, da sociedade?”... Depois de pensar, respondi-lhe que já tinha aprendido que dos meus direitos, cuidava Deus. Eu estava nas ruas pelo direito do ultrajado, do trabalhador, do pobre roubado no que era seu... pelos presos por crime de consciência, etc... Ainda guardo na memória, dele me ter dado um tapinha nas costas e dito: “Filho, se é assim, vá. Vá em oração, em jejum, mas não deixe de ir! Deus está com você”.

Com essa lembrança, guardei a minha fé inabalável naquilo que Cristo me confiou e que me fundamenta a crer que cristão que é cristão tem o dever, a responsabilidade, ou se é pra parecer espiritual, a missão, de envolver-se na política.

Se é para lutar para mudar o país, vou pras ruas COM CRISTO e manifestando o meu compromisso com o que sei, Ele deseja para todos – paz, justiça e fraternidade.

Entre a Marcha para Jesus e as Manifestações por num novo Brasil, mais justo, sem corrupção, fraterno e bom para todos, sem exceção, cristão ou não, fico com a segunda opção.

#MudaBrasil!